terça-feira, 21 de agosto de 2007

Timor Leste: “Será estabelecida uma prisão em Natarbora”

Ministra da Justiça, Dr.ª Lúcia Lobato:
“Será estabelecida uma prisão em Natarbora”

Em declarações ao JN Diário , no edifício do Ministério da Justiça, Caicoli, segunda-feira (13/8), a Ministra da Justiça, Lúcia Lobato, afirma que o novo Governo formado pela Aliança Maioria Parlamentar (AMP), através do Ministério da Justiça (MJ), tem nos seus planos a criação de uma prisão em Natarbora (Weberek). Assim, os prisioneiros poderão cultivar várzeas e hortas em vez de comer e dormir na prisão.

Lúcia Lobato explicou que a AMP tem o seu programa de cinco anos para estabelecer a Prisão de Natarbora (Ueberek), para que os prisioneiros possam trabalhar em conjunto com a comunidade da zona nas hortas e várzeas.

«Não se trata só estabelecer uma nova prisão. A AMP tem nos planos a reorganização do sistema judicial, como dos Tribunais e das Leis em vigor, incluindo a necessidade de fazer mudanças radicais. Ao longo de anos, surgiu uma grande crise na área da justiça, onde houve acusações de que a justiça era só para os líderes, não havendo justiça para o povo», disse Lúcia.

A Ministra afirma ainda que a AMP tem esta preocupação e apresentará estes planos no Parlamento Nacional (PN) para serem aprovados e pedir orçamento, segundo o plano de desenvolvimento.

«O mais específico é o plano de cinco anos. No primeiro ano, vou programar o que deverá ser feito, e segundo quais as prioridades durante cinco anos. Está incluído dar atenção aos serviços dos juízes, procuradores e defensores públicos, principalmente os serviços da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), da Unidade de Investigação Judiciária», explica a Ministra.

A ex-deputada do PSD acrecenta que neste momento estão a funcionar três Centros Prisionais (Baucau, Díli e Gleno), em condições bastante graves, porque quando detêm prisioneiros durante a noite, os mesmos poderão evadir-se da prisão na manhã seguinte.

Assim também fará mudanças dos uniformes dos funcionários da Guarda Prisional e dará formação adequada para garantir uma segurança máxima.

«Estabelecer-se-á uma prisão para as crianças que cometem algum crime. Assim, poderá melhorar-se a sua reabilitação mental, uma vez que quando são presas juntamente com adultos que cometeram crimes graves, esta situação poderá destruir a mentalidade das crianças», concluiu Lúcia. JNSemanário.

Timor Leste: Ministra da Justiça investigará o orçamento de 30 mil dólares para o tratamento de Rogério


A Ministra da Justiça, Lúcia Lobato, afirmou que relativamente ao caso do prisioneiro ex-Ministro do Interior, Rogério Tiago Lobato, que está a ser tratado no Hospital Pantai Medical Center (HPMC), Malásia, com um orçamento no valor de 30 mil dólares, fará uma investigação sobre esse orçamento. Lúcia Lobato informou esta questão ao Jornal Nacional Diário , no escritório do Ministério da Justiça, Caicoli, Díli, segunda-feira (13/8).

Lúcia explicou que neste momento Rogério chegou à Malásia e foi tratado no HPMC mas ainda não há pormenores sobre a sua doença porque os médicos ainda não apresentaram o diagnóstico.

«Vou fazer investigação sobre essa brincadeira que causou a saída do prisioneiro Rogério do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV). Os médicos não sabiam porque é que o Rogério saiu do Hospital e entrou no avião nem se sabe quem é que o tirou do Hospital. Haverá uma investigação na parte de Imigração e da Guarda Prisional», afirma Lúcia.

A ex-deputada da bancada do Partido Social Democrata (PSD) explicou que o orçamento de tratamento de saúde do Rogério é da responsabilidade do ex-Ministro da Justiça, que pediu esse orçamento ao Ministério das Finanças, no dia 3 de Agosto de 2007. Desconhecem-se as despesas desse orçamento, porque é a primeira vez que um prisioneiro trata da sua saúde no estrangeiro. E o novo Governo formado pela Aliança Maioria Parlamentar (AMP) deu continuação ao processo.

«Agora o Ministério da Justiça cumpriu a decisão do Tribunal mas deve seguir o seu canal. Como um prisioneiro não é igual a qualquer cidadão normal, na sua deslocação ao exterior o Ministério competente deve garantir a segurança pessoal do prisioneiro mas o novo Governo desconhece como é que o Rogério Lobato pôde chegar até ao avião e abandonar o Hospital. Além disso, é essencial o Governo conhecer as condições do Hospital, para evitar custos porque o tratamento na Malásia precisa de um grande orçamento», afirma a Ministra. JNSemanário.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Timor Leste: Portugal apela para normalização da vida política no Timor

Viana do Castelo, 08 Ago (Lusa) - O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Luís Amado, disse neste sábado estar "preocupado" com a volta dos atos de violência às ruas do Timor Leste e apelou ao "bom senso" para o país entrar "na rota da pacificação e da normalização política".

"Acreditamos que se está a virar uma página no processo político timorense e que o bom senso acabará por prevalecer", declarou o ministro à Agência Lusa.

Amado, que falava em Vila Nova de Cerveira, durante a inauguração da Bienal lusa de Arte, destacou que há agora no Timor-Leste uma "legitimidade política renovada", depois das eleições para todos os órgãos de poder, desde o presidente até ao Parlamento e ao governo.

"Com a participação das Nações Unidas e o envolvimento da comunidade internacional, acreditamos que o processo de pacificação e de normalização da vida política possa ocorrer o mais rapidamente possível", afirmou Amado.

"Esperamos que o bom senso prevaleça e que os responsáveis timorenses possam encontrar, entre si, as soluções para que o país entre numa rota de estabilização e normalização", disse o ministro.

Crise

Os incidentes no Timor Leste foram desencadeados em 13 de agosto, quando o presidente timorense, José Ramos Horta, designou como primeiro-ministro Xanana Gusmão, do Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor Leste (CNRT), e não o candidato da Frente para o Timor Leste Independente (Fretilin), partido vencedor das eleições legislativas de 30 de junho, mas sem maioria absoluta.

Gusmão dirige uma coligação de quatro formações políticas que controla 37 dos 65 lugares do novo Parlamento de câmara única, enquanto que a Fretilin, embora vencedora nas eleições, apenas obteve 21 deputados.

Desde o anúncio da designação de Xanana, cerca de 5.000 pessoas foram retiradas de suas casas e levadas em pelo menos oito abrigos temporários no leste do país, devido à violência que afetou a região.

Dados do Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária timorense mostram que até a última terça-feira a violência tinha atingido populações em pelo menos 13 áreas do leste do timorense.

Mais de 320 casas foram queimadas, segundo o balanço do impacto da violência que é feito com base em informação recolhida pelo governo, Nações Unidas, agências especializadas e organizações não-governamentais.

As maiores concentrações temporárias de deslocados ficam nas montanhas de Viqueque, onde estão cerca de mil pessoas, enquanto centenas de outras estão em vários pontos da cidade, na costa sudeste do país e no quartel da polícia em Uatu Carbau. Timor Leste atravessa uma crise política desde abril de 2006.
EFE – 17 Agosto 2007

Díli - A Polícia das Nações Unidas (UNPol) anunciou hoje que a calma predomina em quase todo o Timor-Leste, após mais de dez dias de distúrbios, exceto em duas cidades do leste, onde a situação ainda é tensa.

"A situação da segurança no Timor-Leste como um todo se acalmou, mas em Viqueque e Lautem ainda é tensa", disse um porta-voz da UNPol.

"As missões de avaliação do Governo e da ONU farão uma análise completa do efeito da violência e apresentarão uma lista das necessidades do povo, além da forma de atendê-las, o mais rápido possível", indicou o funcionário.

O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, se reuniu hoje em Díli com o enviado especial do secretário-geral das ONU no país, Atul Khare, e com o novo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, cuja nomeação, no dia 6, foi o estopim dos distúrbios.

Khare afirmou que discutiram a reforma necessária na segurança do país, que, segundo a Missão Transitória da ONU no Timor-Leste (Unmit), passa pela melhora da legislação e das relações entre as Forças Armadas e a Polícia.

"O fortalecimento do Exército e da Polícia é crucial para o desenvolvimento e modernização do Estado, e as Nações Unidas ajudarão o Governo a fazer com que o setor da segurança seja eficiente, efetivo e capaz", acrescentou Khare, também chefe da Unmit.

Gusmão pediu à população que esclareçam suas diferenças de maneira pacífica e através do diálogo, sem recorrer à violência, como ele faz com o secretário-geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin), o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri.

"Alkatiri e eu temos grandes diferenças políticas, mas nos respeitamos e nos consideramos timorenses. Espero que o povo possa seguir nosso exemplo e não se enfrentar, como está ocorrendo em Baucau, Viqueque, Díli e outras partes do país", disse Gusmão.

A Fretilin ganhou as eleições legislativas de 30 de junho, com 21 deputados, mas Gusmão, em segundo lugar com o Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT), formou uma aliança de quatro partidos que juntos controlam 37 das 65 cadeiras do Parlamento unicameral.

Alkatiri pediu calma a seus seguidores e diz que não está por trás da violência, mas afirma que o Executivo formado é ilegal, porque a Constituição do país estabelece que o Governo deve ser formado pelo partido vencedor das eleições, o que não foi respeitado dessa vez.

O Timor-Leste atravessa uma crise política desde abril de 2006, quando a Fretilin governava, Gusmão era o presidente e o independente Ramos Horta tinha a pasta de Assuntos Exteriores.
As eleições presidenciais de 9 de maio (segundo turno) e as parlamentares de 30 de junho deste ano tiraram a Fretilin do poder, apesar de ser a legenda com maior base popular. END

Esclarecimento:

Os artigos da Constituição que facilitaram a decisão do Presidente da Republica, Dr Ramos Horta:


Artigo 85.º d) Compete exclusivamente ao Presidente da República nomear e empossar o Primeiro-Ministro indigitado pelo partido ou aliança dos partidos com maioria parlamentar, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional
Artigo 106.º 1. O Primeiro-Ministro é indigitado pelo partido mais votado ou pela aliança de partidos com maioria parlamentar e nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional.

Timor Leste: Security Reform Key To Timor-Leste Stability


Monday, 20 August 2007, 11:30 am
Press Release: United Nations
Security Sector Reform Key To Bringing Stability To Timor-leste, UN Says

The United Nations peacekeeping mission helping Timor-Leste recover from fighting last year that drove 15 per cent of the population from their homes has called for improved relations between the police and army, a strengthened legal framework, increased capacity and enhanced civil oversight as part of overall security sector reform.

"The strengthening of the army and police will be crucial to the development of Timor-Leste as a modernizing State and the United Nations will assist the Government in achieving a security sector that is efficient, effective and accountable," Secretary-General Ban Ki-moon's Special Representative Atul Khare said at a meeting this week with leaders of the small South-East Asian country that the UN helped shepherd to independence from Indonesia in 2002.

At the meeting attended by leaders of the national military and police, President José Ramos-Horta and the Prime Minister Xanana Gusmão both gave opening addresses welcoming UN assistance in addressing the challenges facing the security sector.

Participants agreed that civil society should have a larger role in the reform process.

Mr. Khare, who heads the UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) said he agreed with both the President and Prime Minister about the need to look at the road traveled to avoid pitfalls in the future.

He also pledged UNMIT's continued help for the Timorese people and authorities in bolstering the security sector.

The mission enhanced its peacekeeping and policing roles after violence attributed to differences between eastern and western regions broke out in April and May last year, killing at least 37 people and forcing 155,000 others to flee their homes.

The country has been beset by renewed unrest this month following the appointment of a new Government after elections in June failed to produce a single outright winner. There have been numerous arson and rock throwing in which nearly 400 houses were burned or damaged, at least 4,000 people driven from their homes, a UN convoy attacked and more than a score of UN vehicles damaged.


ENDS

sábado, 18 de agosto de 2007

Timor Leste: Rogerio levou $30,000 USD para Malasia, Ja recebeu alta, não esta doente.

Edition: 14 August 2007
PN Husu MP Investiga Osan Tratamentu Rogerio La iha Moras
DILI – Membru Parlamentu Nasional (PN) husi bankada PD ho CNRT kestiona ba PN hodi husu ba Ministeriu Publiku (MP) atu harii komisaun ida investiga arguido Rogerio Lobato nebee lori osan estadu hamutuk US$ 30.000 hodi trata nia saude iha Malaysia.

Xefi bankada Partido Demokratiko (PD), Adriano Nacimento ba STL, Segunda (13/8), iha uma fukun PN katak atu hatene didiak kazu Rogerio nian, PD husu ba Ministeriu Publiku, tenki halo investigasaun klean hodi publika ba ema hotu kona ba osan nebee Rogerio uja.

PD rona informasaun husi Ministra Justisa Lucia Lobato dehan governu Fretilin liuba aloka orsamentu estadu nian ba Rogerio hodi halo tratamentu saude iha rai liur. Hare ba problema nee Partido Demokratiko (PD) husu ema eis Ministra Finansa, Madalena Boavida ho eis Ministru Justisa, Domingos Sarmeto fo osan estadu nian ba Rogerio ba rai liur tenki responsabilidade.

PD preokupa tebes Rogerio ba liur nee uza pasaporte normal ou diplomatiku. See uza diplomatiku, Rogerio la iha direitu ona tanba nia estatutu nudar prizioneiru.

Iha aprte seluk PD prekupa tebes ba iha povu tomak nia leet ho perguntas tanba sa maka Rogerio Lobato hetan tratamentu espesial. Rogerio hanesan dadur ida, nusa maka governu Fretilin fo atesaun makaas ema dadur ida halo tratamentu iha rai liur. Tanbasa maka dadur sira seluk la bele.

“PD husu ba Ministra Justisa foun nee atu haree tuir prosesu legal I mos bele haree tuir orsamentu estadu nian sai nee, mekanizmu oinsa. Nee ita tenki haree didiak para ba oin la bele utiliza arbiru deit, ”presta Adriano.

Iha parte seluk membru PN husi bankada CNRT, Arao Noel Amaral liu husi plenario hatete, kazu Rogerio nebee uza osan estadu nian ba rata saude iha rai liur, PN presiza forma komisaun ida atu investiga membru governu Fretilin nebee maka uza orsamentu estadu nian foba balu deit.

Tuir nian bainhira lijislatura formasaun PN hahu hodi loron nee kedas funsionamentu governu nian la bele uza orsamentu arbiru deit.

La Iha Moras

Iha parte seluk, Xefi Interpol Timor Leste, Longuinhos Monteiro, Segunda (13/8), informa ba Prezidenti Republika kona ba kondisaun ikus Rogerio nian iha Malaysia.

Hafoin hasoru malu ho PR Horta iha Palacio da Cinzas, Long hateten, situasaun nebee nia hetan husi kontaktu dereita ho Interpol Malaysia katak, Sabadu (11/8), Rogerio sai ona husi Hospital Malaysia. No tuir informasaun katak Rogerio la hetan moras. bre/sel

Timor Leste: Fretilin's already tarnished reputation Within minutes of Ramos-Horta's announcement

  • damaged Fretilin's already tarnished reputation
  • The coalition holds 37 of the Parliament's 65 seats
  • 'That's him, that's him, throw!' They were after me.
  • Alkatiri announced he would encourage a campaign of civil disobedience
  • Within minutes of Ramos-Horta's announcement
Friday, Aug. 10, 2007

East Timor: Streets of Shame

Pedro Belo hasn't slept in two days. Commander of the Police District of Baucau, about 100km east of Dili, Belo is still wearing his body armor, yawning as sirens wail around his station. He sits at his desk reading reports of local outbreaks of violence that his men cannot respond to. "Every time we leave here they know, and they will attack this place," he says. "We've asked for help and we had the Australian soldiers come here, but they went around and then they left. They patrol in helicopters, but you can't catch anyone from a helicopter. You have to get out." Down the road from the barbed-wire-fenced police compound, the town's main thoroughfares are blackened with the remains of burnt tires and littered with broken glass and rocks the size of tennis balls. In the jail at the back of the station are more than 50 young men arrested for violent attacks or protests. "We have to let them out in 72 hours," says Belo. "I think there will be more trouble."

One might have thought the citizens of the tiny new nation of East Timor would be tired of violence. Hundreds were killed when Indonesia's departing military forces and pro-Jakarta militias implemented a scorched-earth policy in 1999; last year 37 people died and more than 150,000 fled their homes as tensions between the local police and military erupted. But last week it appeared some Timorese were still willing to make mischief to further their political ambitions. On Monday, President Jose Ramos-Horta announced the appointment as Prime Minister of former resistance fighter Xanana Gusmão, who leads a coalition made up of his own party, the National Congress for the Reconstruction of East Timor, the Timorese Social Democratic Association, the Social Democratic Party and the Democratic Party. The coalition holds 37 of the Parliament's 65 seats, giving it a substantial majority over the former governing party Fretilin, which won 21 seats in the June 30 elections. Fretilin's leaders, notably its general secretary, former prime minister Mari Alkatiri, argue that having won more seats than any other party Fretilin is entitled to run the country. Alkatiri has refused to cooperate with Gusmão's government and has declared it "illegal".

Within minutes of Ramos-Horta's announcement Fretilin activists, most of them from Timor's eastern provinces, poured into the streets from their refugee camps dotted around the capital, Dili. They set up barricades of tires, stones and bushes wherever roads bordered the camps, and from behind them launched rock attacks on passing cars. In the grounds of Dili hospital, Fretilin supporters living in tents pitched in the grassy courtyards between the wards emerged to taunt westerners living nearby. As the shouting turned into fighting, UN police, New Zealand soldiers and Portuguese Republican National Guard with riot gear and bullet-proof vests raced to the scene. They fired tear gas to disperse rock-throwing youths, who swiftly melted into the maze of alleys between the district's tiny shacks and stalls. Expat Australian Jim Clifford, owner of a pizza shop, was making deliveries on a motorbike. "I drove right through the middle of it. They were fighting at every intersection," he says. "The locals were angry. They've had enough. When the police came they were telling them to just shoot them [the easterners]." On the main road heading west out of the city, dozens of vehicles were bombarded with rocks. Christopher Samson, head of LABEH, an anti-corruption NGO, was driving home when his car was hit. "I saw them and heard them call out: 'That's him, that's him, throw!' They were after me. Bam! Bam! They got the driver's side window. It was terrifying."

UN spokeswoman Alison Cooper says the authorities are maintaining control in Dili. "The situation is volatile, but the incidents of violence are sporadic and isolated and able to be contained," she says, despite just having a rock smash through the windscreen of her UN car. The UN registered 31 incidents including arson, rock-throwing and roadblocks over a 10-hour period on Monday night, but had no reports of casualties. The worst attack torched the Customs office; a second Customs building was set on fire early Tuesday. On Wednesday Gusmão was sworn in and promised to "dedicate all my energy to the defense and consolidation of independence and national unity."

In the country's east, the new Prime Minister's talk of national unity fell on deaf ears. At Metanaro, hundreds of refugees erected huge Fretilin banners across the main highway, then blockaded it with rocks and logs. The road quickly became a no-go zone for the UN, with a policeman posted to stop UN vehicles from approaching after several were badly damaged by rocks. In Baucau seven buildings were torched and in Viqueque seven more were destroyed. At Quelecai, south-east of Baucau, fighting was continuing between pro-Fretilin youths and supporters of other political parties when TIME visited on Wednesday. Fretilin supporters blocked the road and refused access to the area to view the damage. One village leader said six people had been injured with darts and rocks.

As the violence began to ease in Dili, Alkatiri announced he would encourage a campaign of civil disobedience across the country. His statements — and his party's refusal to recognize the new government — have damaged Fretilin's already tarnished reputation. Former interior minister Rogerio Lobato is serving a seven-and-a-half-year jail term for arming a hit squad in the lead-up to last year's unrest. And just before the June election, the Fretilin-controled parliament voted to grant amnesties or reduce sentences for serious crimes relating to the violence of 2006, although the resolution was never signed into law by Ramos-Horta. Fretilin's political opponents accuse the party of fomenting violence to achieve their political ends, but Fretilin denies the claims, conceding only that it struggles to control some of its angry supporters. NGO head Samson is unconvinced. "They are worried about what the new government will do," he says. "They are worried that there will be an audit going back five years." It is a sad measure of East Timor's misery that a nation founded on so much promise should so soon be uneasy about its past.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Timor Leste: "A solução dos problemas do país requer estabilidade política" Diz Ramos Horta


O resultado da eleição legislativa de 30 de Junho revelou uma profunda dispersão do voto dos timorenses sem que nenhum partido tenha obtido uma representação parlamentar suficiente para poder governar sozinho.

A Constituição dá ao Presidente da República competência exclusiva para nomear e empossar o Primeiro-Ministro indigitado pelo partido ou aliança dos partidos com maioria parlamentar, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional.

Ainda de acordo com a Constituição, o Presidente da República nomeia o Governo mas este só governa se os deputados aprovarem o respectivo programa apresentado no Parlamento Nacional.

Isto significa que, para formarem governo, os partidos devem revelar capacidade de diálogo e negociação para assegurar uma maioria suficiente que os apoie no Parlamento Nacional, garantido a estabilidade governativa.

O Presidente da República ouviu os partidos políticos e, durante semanas, tudo fez para promover o diálogo entre os partidos e encontrar uma solução de governo mais alargada possível, em que o maior número de timorenses se sentisse representado.

Esse esforço de diálogo mostrou que não é possível, neste momento, ultrapassar animosidades acumuladas ao longo de anos, em especial após a independência, para formar um governo de inclusão que reúna todos os grandes partidos.

Nestas circunstâncias, o Presidente da República teve de considerar outras alternativas políticas capazes de conseguirem uma maioria parlamentar suficiente para assegurar a estabilidade governativa.

A FRETILIN, o partido mais votado, elegeu 21 deputados. Uma aliança entretanto formada por quatro partidos reúne 37 deputados, isto é, a maioria dos deputados eleitos.

A eleição do presidente do Parlamento Nacional mostrou que o candidato comum da aliança de quatro partidos conseguiu uma confortável maioria de 41 votos, sendo eleito contra o candidato da FRETILIN e constituindo um teste sobre a real capacidade dos partidos reunirem maioria parlamentar.

Em face da auscultação do sentimento dos partidos e do impasse na negociações entre aqueles, o Presidente da República entendeu que não seria prudente, no interesse do país e da estabilidade governativa, decidir contrariamente ao sentimento geral dentro do Parlamento Nacional.

O Presidente da República decidiu em consciência pela solução que melhor assegura a estabilidade da acção do governo e que mais condições reúne para se concentrar finalmente na solução urgente dos problemas do desenvolvimento do país e da luta contra a pobreza.

Governo e oposição fazem igualmente parte da vida democrática e é importante para a nossa democracia contar com um partido forte na oposição. Isso, aliás, foi reconhecido por vários responsáveis políticos durante a campanha eleitoral.

O Presidente da República reconhece o direito de qualquer partido a discordar das suas decisões. Isso é normal em democracia e os partidos podem utilizar os mecanismos constitucionais e judiciais aplicáveis para tentarem fazer valer os seus pontos de vista.

Os representantes escolhidos pelo povo nas eleições legislativas têm o dever constitucional de assumirem as suas responsabilidades no Parlamento Nacional e de ali defenderem as suas posições políticas, quaisquer que elas sejam.

Na sua enorme sabedoria, o povo saberá julgar, nos próximos actos eleitorais, as posições que estão a ser assumidas por todos. Até lá, todos os timorenses tem o dever de contribuir, à medida das suas diferentes responsabilidades, para a estabilidade das instituições e para a solução dos problemas que Timor-Leste tem pela frente.


Díli, 16 de Agosto de 2007.
Testo adaptado - http://aquietimorlestenumeroum.blogspot.com

Timor Leste: AMP domina Parlamento Nacional e Governo


(Fretilin critica AMP- noticia que so agora nos chegou)

A FRETILIN considera “Um Assalto ao Poder”

Se o Presidente da República entregar a formação do Quarto Governo ao partido CNRT e seus aliados na Aliança Maioria Parlamentar (AMP), o Presidente da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Francisco Guterres “Lú-Olo”, considera a decisão como um “assalto ao poder” porque tal decisão é inconstitucional:

«A AMP não se submeteu à votação popular no dia 30 de Junho e foi criada após a eleição parlamentar. Portanto, qualquer decisão tomada pelo Presidente da República para entregar o Governo à AMP é considerada insconstitucional e um “assalto ao poder”», afirmou o Presidente da FRETILIN aos jornalistas, numa conferência de imprensa realizada após a reunião alargada do Comité Central da FRETILIN (CCF), no Delta Nova, na semana passada.

No Parlamento Nacional, a AMP domina a Mesa Parlamentar, desde a posição de Presidente, os dois Vices, Secretária à de Vice-Secretária. Nesta circunstância, segundo Lú-Olo, o Presidente da República não deu oportunidade à FRETILIN, como o partido mais votado, para formar Governo, portanto há inconstitucionalidade.

«O Presidente da República devia ter entregado a formação do Governo ao primeiro partido mais votado. Como o entregou ao segundo partido e seus aliados, isto viola a Lei. A entrega do poder à AMP significa um “assalto ao poder” nas nossas mãos e é uma violação à Constituição. Permitimos um Presidente que está a criar uma divisão entre nós e os nossos filhos. Timor-Leste não terá nunca estabilidade. Portanto rejeitamos a decisão. Fomos o partido mais votado, promovemos um diálogo para uma solução intermédia, com um Primeiro-Ministro independente, um Vice-Primeiro-Ministro da FRETILIN e outro do CNRT. Os três em conjunto decidiriam depois a estrutura do Governo de Inclusão. Esta proposta foi considerada errada. Portanto o que é que vamos propor mais? A FRETILIN não tem mais nada a propor», lamentou Lú-Olo.

Lú-Olo lastima ainda que, ao ter sido entregue a formação do Governo à AMP, a FRETILIN continuará a gritar ao Povo que a decisão do Presidente da República não deu valor ao resultado da eleição legislativa do dia 30 de Junho, em particular aos 120 mil votos atribuídos à FRETILIN.

Na mesma oportunidade, o Secretário-Geral da FRETILIN, Marí Alkatiri, declarou que a proposta feita ao Presidente da República pela FRETILIN, para formar um Governo de Grande Inclusão (GGI) com um Primeiro-Ministro independente, ainda não obteve uma resposta formal do próprio Presidente da República nem do partido Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) ou seus aliados. Enquanto isso, segundo informações obtidas pela FRETILIN ainda hoje, segunda-feira, ou amanhã, terça-feira, o Presidente da República convidará o CNRT e seus aliados na AMP para formar Governo:

«Ainda não recebemos uma resposta formal do CNRT, seus aliados, nem do Presidente da República. Mas fomos informados de que na segunda ou terça-feira, o Presidente da República entregará a formação do Governo aos mesmos. Se isto acontecer consideramos inconstitucional a decisão do Presidente da República. Porque a AMP não existia. O Tribunal de Recurso, quando publicou os resultados eleitorais, não citou a AMP, mas o primeiro partido mais votado, que foi a FRETILIN, e o segundo, o CNRT. Se convidou o CNRT significa que ultrapassou a FRETILIN, o partido mais votado na eleição parlamentar», afirmou Marí Alkatiri.

O Secretário-Geral do partido esclareceu ainda que, segundo a sua opinião, é uma decisão errada e que viola a Constituição e as Leis.

Afirma que, apesar de isto violar a Constituição, a FRETILIN manterá os seus princípios, evitando a violência. Não vai optar pela violência para resolver problemas. Continuará a fazer esforços para informar o povo de Timor-Leste, para que seja o próprio povo a exigir e a fazer correcções:

«Se o Presidente da República e os outros Órgãos de Soberania, entre eles o Tribunal de Recurso, têm a ideia de que esta decisão é justa, então a FRETILIN pensa que a melhor solução é dar informações ao povo para que este tenha consciência de que a decisão é injusta. E, assim, o próprio povo exigirá e fará correcções», concluiu o Secretário-Geral da FRETILIN. JNSemanário.


Cento e dez casas destruídas em dois distritos

Pelo menos 110 casas foram destruídas nas últimas 24 horas nos distritos de Viqueque e Baucau, leste de Timor-Leste, na sequência dos incidentes violentos iniciados esta semana em Díli, disse à Lusa a porta-voz da polícia da ONU (UNPOL).

Kedma Mascarenhas acrescentou que número ainda não determinado de pessoas abandonaram as suas casas, refugiando-se nas montanhas.”

A situação está agora calma em Baucau e Díli. No caso da capital não há registo de incidentes desde quinta-feira de manhã (hora local)”, precisou.Embora tenha sido confirmada a destruição de 110 casas, a UNPOL dispõe de informações que apontam para a destruição, parcial ou total, de 142 casas, com os incidentes a serem marcados por bloqueios de estradas.

Além das mais de 50 detenções efectuadas quarta-feira em Baucau pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e UNPOL, a UNPOL reportou hoje a detenção de mais quatro indivíduos.Em Díli, foram feitas 17 detenções, todas relacionadas com apedrejamentos de viaturas civis e das Nações Unidas e confrontos entre grupos de jovens rivais, em incidentes verificados sobretudo a coberto da noite.

Relativamente às pessoas que abandonaram as suas casas, Kedma Mascarenhas disse à Lusa que “por enquanto não há um número”, mas adiantou que representantes das agências da ONU “viajam sábado de avião para Baucau, para fazerem uma avaliação da situação e contabilizarem o número real de refugiados”.

Os incidentes em Timor-Leste estão relacionados com o impasse que rodeou a designação do primeiro-ministro.A Fretilin, vencedora das legislativas de 30 de Junho mas sem obter maioria absoluta, rejeitou e denunciou a escolha de Xanana Gusmão como traduzindo um “golpe de Estado constitucional”.O Presidente José Ramos-Horta justificou a escolha de Xanana Gusmão, indicado por uma coligação pós-eleitoral liderada pelo CNRT, a que se juntaram mais três partidos minoritários.

Xanana Gsmão foi empossado quarta-feira no cargo de primeiro-ministro.Entretanto, a UNICEF apelou à protecção das escolas, algumas das quais foram vandalizadas ou destruídas nesta mais recente onda de violência em Timor-Leste.Em comunicado enviado à Lusa, a UNICEF receia que a violência ponha em causa o início do ano escolar, formalmente em curso desde o passado dia 06. rtp

Timor Leste: 28 armas estão ainda nas mãos de um grupo de militantes pró-Fretilin que tem ameaçado conduzir assassínios


(Leia e e tire a sua conclusao)

  • Reunem-se na sede da Fretilin e depois os mesmos a queimarem Dili.
  • 28 armas estão ainda nas mãos de um grupo de militantes
  • plano: que quando for tomada a decisão, queimarão todas as lojas em Dili”.
  • "Vê, aqui estão a causar problemas nas ruas de Dili. Depois aqui os mesmos estão a juntar-se na sede da Fretilin em Comoro,"

Time Magazine – Segunda-feira, Agosto 06, 2007
Por Rory Callinan / Dili

Herminio de Oliveira estava a saborear uma cerveja no seu pequeno balcão de bebidas e cigarros perto do aeroporto de Dili quando ouviu os gritos do campo de deslocados vizinho. "A Fretilin governará! A Fretilin governará!" era o canto quando montes de jovens, apoiantes do antigo partido do governo, saíram dos portões para a estrada no subúrdio oeste da capital Timorense. "Fiquei assustado," diz de Oliveira. "Então apareceu um carro, e os jovens atingiram-no com pedras." Ao volante estava João Carrascalão, cujo irmão Mário lidera o PSD.

"Partiram os vidros e feriram a sua mulher," diz de Oliveira. "Fiquei preocupado que começassem a atacar qualquer pessoa que não fosse da, preocupado que me pudessem atacar. A minha loja é tudo o que tenho. Se a destruírem, perco tudo."

De Oliveira é um dos milhares de Timorenses que passaram as últimas semanas à espera ansiosamente do anúncio do novo primeiro-ministro do país. Ao mesmo tempo que residentes de Dili estão entusiasmados com um novo governo, muitos estão preocupados com a violência politicamente motivada na escala vista em Abril e Maio do ano passado, quando foram mortas 37 pessoas e mais de 150,000 fugiram das suas casas. "Espero que possam controlá-la," diz de Oliveira.

Na Segunda-feira, o Presidente José Ramos-Horta anunciou a nomeação como primeiro-ministro do antigo guerrilheiro Xanana Gusmão, que lidera uma coligação constituída pelo seu próprio partido, CNRT, ASDT, PSD de Carrascalão e o PD. A coligação tem 37 lugares, o que lhe dá uma maioria substancial sobre a Fretilin, que ganhou 21 lugares nas eleições de 30 de Junho.

Os líderes da Fretilin argumentam que ganhou mais lugares do que qualquer outro partido e que por isso devem governar. Ramos-Horta adiou a sua decisão duas vezes e pediu à coligação para incluir representantes da Fretilin a bem da estabilidade nacional. Mas recusaram fazê-lo, e o atraso apenas aumentou as tensões na capital. Quando parece ser cada vez menos provável que a Fretilin venha a ter qualquer papel no novo governo, receia-se que os apoiantes do partido possam tentar usar a violência para desestabilizar o país. Imediatamente depois do anúncio de Ramos-Horta, rebentou a violência na capital, Dili; mais tarde nessa noite, manifestantes zangados pró-Fretilin deitaram fogo à alfândega de Dili quando tropas Australianas se moviam para restaurar a ordem.

Diz o Dr. Christopher Samson, que lidera uma ONG anti-corrupção baseada em Dil: "Haverá essa gente que não é educada que tentará tomar a lei nas próprias mãos. Querem ameaçar a nação e a sua estabilidade. Mas não acredito que vão longe, porque a maioria das pessoas não apoia isso." Samson recebe regularmente ameaças de morte por causa do seu trabalho de lutar contra a corrupção. "Se houver alguns civis com armas, então isso levará à perda de vidas," diz.
Uma fonte de tensão vem de grandes números de apoiantes da Fretilin do leste que se refugiaram em campos de deslocados na capital. No Domingo, jovens de um campo de deslocados da cidade bloquearam a estrada no exterior do novo Hotel Timor de Dili, onde líderes partidários regularmente fazem encontros. Cantando "Fretilin! Fretilin!" subiram árvores e colocaram uma faixa branca e vermelha atravessada na estrada. A bandeira tinha desenhada uma cobra e uma cruz com o slogan, em Tétum: "Timor precisa de um primeiro-ministro que seja inteligente, não alguém como o irmão grande." Muitos dos jovens parecem estar bêbados, e eram encorajados por agitadores na multidão.

O porta-voz da Fretilin e antigo ministro José Teixeira acredita que o anúncio pode desencadear confusões menores mas diz, "De modo algum há qualquer campanha para qualquer violência organizada. Estamos activamente envolvidos em assegurar que as pessoas aceitem a decisão." Mas na semana passada o secretário-geral do partido e antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, fez uma ligação clara entre a estabilidade do país e a Fretilin ter um papel na coligação de governo. "A Fretilin acredita firmemente que um governo de grande inclusão, que inclua membros de todos os partidos políticos representados no parlamento nacional, trará estabilidade ao país," disse aos jornalistas. "Se não houver estabilidade, nenhum governo poderá funcionar efectivamente.

O partido de Alkatiri, eleito para o governo em 2002, tem uma reputação duvidosa. O antigo ministro do interior Rogério Lobato está a cumprir uma pena de prisão de sete anos e meio por armar um esquadrão de ataque antes da violência do ano passado. O antigo guerrilheiro colonel Vincente de Conceicão Railos, o homem que denunciou a conspiração de Lobato, disse esta semana à TIME que sabe que pelo menos 28 armas estão ainda nas mãos de um grupo de militantes pró-Fretilin que tem ameaçado conduzir assassínios se a Fretilin for excluída do governo. "Querem causar instabilidade. Vão procurar líderes políticos para assassinar. Têm a experiência da resistência," diz, rodeado por guarda-costas sentado na varanda da sua casa. "Dei ao Presidente [Ramos-Horta] esta informação, mas não fizeram ainda nada acerca disto. As armas estão ainda lá."

Railos aponta outros desenvolvimentos preocupantes, incluindo um ajuntar de armas em Balibo e rumores de que uma grande quantidade de drogas foi trazida do Oeste de Timor, uma província da Indonésia, alegadamente para premiar e dar energia a jovens de campos de deslocados. Mas as afirmações do coronel foram descartadas pelo Indiano responsável pela Missão da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, que acredita que a eventual decisão de Ramos-Horta' provocará apenas incidentes menores. "O que acredito é que com a nossa presença, pode-se prevenir que incidentes isolados e esporádicos se tornem em confrontos maiores de violência do tipo que ocorreu no ano passado," diz. "A polícia não pode evitar todos e cada incidente. A polícia não pode evitar que as pessoas atirem pedras."

Khare, que controla uma força de cerca 1,600 polícias internacionais, não vê que haja qualquer evidência que qualquer partido político tenha estado a incitar a violência. "Não há qualquer conexão até agora," diz. "A violência é um acompanhamento de não exprimida frustração de desejos de várias pessoas que se encontram sem direitos e sem poderes e sentem que não receberam ainda os dividendos que deviam ter recebido do processo de restauração da independência nacional. Acredito que os líderes políticos têm ajudado e continuarão a ajudar a manter os seus apoiantes controlados."

Os residentes de Dili que têm de guiar perto do campo de deslocados do aeroporto podem discordar. Minutos depois do novo Parlamento eleger o membro da coligação e responsável do PD Fernando Lasama de Araújo seu presidente, mais uma vez, jovens saíram do campo e começaram a atirar pedras aos veículos e a gritar slogans pró-Fretilin. Polícias de OMU e mais de 20 soldados Australianos correram para o campo para forçarem os manifestarem a irem para dentro, onde gritaram obscenidades. Explosões similares aconteceram perto da sede da Fretilin em Comoro.

Apesar das afirmações de Khare, a polícia da ONU que ocupa a linha da frente na luta para parar a violência, suspeita que há uma ligação entre a violência e partidos políticos. O responsável do posto de polícia de Comoro Joel Doria diz que os seus homens receberam numerosas alegações de conexão entre a Fretilin e a violência que ferve em lume brando. Durante a campanha eleitoral, diz, a polícia andava a prender desordeiros pró-Fretilin e a encontrar $30 a $100 em dinheiro nas suas algibeiras — improváveis grandes quantidades de dinheiro para deslocados desempregados. "Pedimos-lhes para ficarem no campo, mas de cada vez que há um evento político eles saem para as ruas e criam problemas," diz. "Temos a informação mas não podemos fazer a conexão com evidência."

Doria, um oficial de polícia veterano que está mais habituado a perseguir extremistas na sua nativa Filipinas do que agitadores políticos em Timor-Leste, mostra-nos no monitor do seu computador fotos de ofensores regulares e de atiradores de pedras dos campos. "Vê, aqui estão a causar problemas nas ruas de Dili. Depois aqui os mesmos estão a juntar-se na sede da Fretilin em Comoro," diz, mudando para fotos tirados no mesmo dia em frente do edifício da Fretilin. "Porque é que estão lá? O que é que há lá para eles?" Doria anota que durante a semana passada, tem saído música alta do edifício da Fretilin a todas as horas. "Aquilo dá-lhes uma desculpa para terem muita gente lá. Fingem que têm uma festa. Mas na verdade estão à espera para causar problemas." Muitos locais concordam com a sua avaliação. Vendedores ambulantes dizem que aprenderam a esperar confusão quando vêem jovens locais a usarem os seus telemóveis. "Têm até $50 de crédito nos seus cartões de telefone. Como é que têm dinheiro para isso?" pergunta um.

O responsável do PSD Mário Carrascalão diz que o seu partido tem os nomes de três indivíduos, ligados à Fretilin, que acredita dão as ordens aos deslocados para causarem confusões. "Demos os nomes deles à polícia. Estão a receber dinheiro e bebidas de gente de topo relacionada com líderes da Fretilin," diz Carrascalão, cujo carro foi atacado por apoiantes da Fretilin atiradores de pedras perto do campo de deslocados em 30 de Julho. "Mas até agora nada ouvimos sobre eles serem investigados." Recebeu numerosas ameaças de violência. "Hoje, por exemplo, recebi uma curta mensagem a dizer que vão queimar o Hospital de Dili se a Fretilin não governar," diz. "Isso é terrorismo." Carrascalão tem preocupações que a ONU e os oficiais da segurança locais não sejam suficientemente pró-activos para prevenir ferimentos: "A polícias gere as coisas, mas apenas depois de terem começado. Aparecem apenas depois de já haver vítimas."

Nas ruas, residentes de Dili como de Oliveira estão nervosos. "Tenho um amigo que escutou um grupo de apoiantes da Fretilin no campo de deslocados numa reunião," diz. "Disseram que têm um plano: que quando for tomada a decisão, queimarão todas as lojas em Dili”.


Texto adaptado de blog http://timor-online.blogspot.com

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Timor Leste: Policial fica ferido em novos distúrbios no Timor-Leste


Díli, 14 ago (EFE).- Um policial ficou gravemente ferido nos distúrbios ocorridos hoje na capital e em outras cidades do Timor-Leste, enquanto começou a distribuição de ajuda oficial às milhares de pessoas deslocadas pela violência devido à crise política que sacode o país.

O agente foi agredido por um desconhecido com um machado em Uatolari, onde 923 pessoas saíram de suas casas e buscaram abrigo com a Polícia.

Nas primeiras horas da madrugada, uma casa pegou fogo na aldeia de Nularan. Em Baucau - segunda maior cidade do país e cerca de 120 quilômetros ao leste de Díli -, não foram registrados incidentes, mas o transporte público e os comércios não funcionaram com normalidade.

A Polícia da ONU (UNPol) atendeu a seis chamadas em Díli que, ao contrário de dias anteriores, foram resolvidas sem incidentes graves e com a detenção de três pessoas.

O novo vice-primeiro-ministro timorense, José Luis Guterres, disse à imprensa em Díli que a ajuda para os refugiados está sendo transportada por ar para os principais centros urbanos das diversas regiões, e depois por estrada até as vítimas.

Guterres disse que helicópteros da Missão Transitória das Nações Unidas no Timor-Leste (Unmit, em inglês) participam das operações para entregar "arroz, tendas, sopas instantâneas, leite e outras necessidades básicas às vítimas do conflito".

O coordenador da assistência humanitária para Baucau e Viqueque, José Asa, informou que os dados mais recentes superam as 8.100 pessoas deslocadas.

Os distúrbios começaram em 13 de agosto, depois que o presidente do país, José Ramos Horta, anunciou que havia escolhido Xanana Gusmão para primeiro-ministro e que o encarregou de formar Governo.

A princípio, os distúrbios foram atribuídos à frustração dos partidários da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) pelo fato de que não governarão, apesar de terem vencido as eleições parlamentares de 30 de junho, como estabelece a Constituição.

Gusmão formou após o pleito uma aliança de quatro partidos que reuniu 37 das 65 cadeiras do novo Parlamento unicameral, acima dos 21 do Fretilin.

A direção do Fretilin qualificou de ilegítimo o novo Governo, mas pediu calma a seus partidários e atribuiu a violência a grupos interessados em manchar o nome do partido. EFE

Timor Leste: BLOG “TIMOR LOROSAE NAÇÃO” EM BLOGSPOT

A pedido do Blog “TIMOR LOROSAE NAÇÃO” publicamos a seguinte:


BLOG “TIMOR LOROSAE NAÇÃO” EM BLOGSPOT

DEVIDO A AVARIAS TÉCNICAS INSUPERÁVEIS, ATÉ AO MOMENTO, OPTÁMOS PELA APRESENTAÇÃO DO “TIMOR LOROSAE NAÇÃO” EM BLOGSPOT.
OS RESTANTES BLOGS DA “FÁBRICA DOS BLOGS”, ATÉ AGORA COM SERVIDOR NIREBLOG, TERÃO O SEU DESTINO REAVALIADO OPORTUNAMENTE.
PEDIMOS DESCULPA PELO OCORRIDO.

O NOVO ENDEREÇO É: http://timorlorosaenacao.blogspot.com

POSTERIORMENTE, APÓS O ESCLARECIMENTO TÉCNICO DA SITUAÇÃO, DECIDIREMOS SE A MUDANÇA SERÁ PROVISÓRIA OU DEFINITIVA.

Timor Leste: ONU diz que a situação no país continua "volátil"


A Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) informou, ontem, que a situação no país continua "volátil e com actos de violência esporádicos", após vários dias de tumultos públicos em vários pontos da região.

O sub-director do UNMIT, Eric Huck Gim, declarou em conferência de Imprensa, em Díli, que a atmosfera local está tensa em Baucau e Viqueque, as principais cidades da região oriental do país, e que na capital as coisas tendem a acalmar. "Em Díli, a situação está relativamente calma, embora subsistam incidentes esporádicos de pessoas atirando pedras em zonas como o Bairro Pité, o porto, Santa Cruz e Comoro", declarou o oficial, um general de brigada de Singapura.

"Quero reiterar que a ONU apoia o direito a manifestações, mas estas devem ser realizadas de maneira pacífica e através dos canais legais adequados", afirmou.

Segundo o responsável das Nações Unidas, "alterar a vida normal do país, como incendiar escolas e edifícios públicos e privados, fazer deslocar pessoas dos seus locais de residência e comprometer a segurança de pessoas não é o caminho para levar o país para a frente".

Os distúrbios em Timor-Leste foram desencadeados no passado dia 13 quando o presidente timorense, José Ramos-Horta, designou como primeiro-ministro Xanana Gusmão, do Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor Leste, e não o candidato da Fretilin, o partido vencedor das eleições de 30 de Junho passado. Xanana Gusmão dirige uma coligação de quatro formações políticas que controla 37 dos 65 lugares do novo parlamento de câmara única, enquanto que a Fretilin, embora vencedora nas eleições, apenas obteve 21 deputados. Timor-Leste atravessa uma crise política desde Abril de 2006.

Timor Leste: Planned challenge to E Timor Govt dropped

Posted Wed Aug 15, 2007 9:15pm AEST

East Timor's former ruling party has abandoned plans for a court challenge to the legality of the Government sworn in last week, an official said.

But the party, Fretilin, still should be part of a unity government, its deputy president Arsenio Bano said amid continuing uncertainty following an inconclusive parliamentary election in June.

"We just need a political solution. We still need a 'grand inclusion' government involving all parties with a seat in parliament," he said.

"We will not use a court trial. A trial through the courts is not on our minds."

President Jose Ramos-Horta used his constitutional authority to install a coalition government led by Xanana Gusmao, the former president and one-time guerrilla fighter.

Fretilin won 21 seats in the polls, the highest number among all the parties, but Mr Gusmao's party, which won 18, cobbled together a coalition with control of 37 seats.

The former ruling party had threatened to challenge the legality of Mr Gusmao's government.

Fretilin supporters have protested violently against the administration, including during this week.

Dr Ramos-Horta had pushed for a unity government, but the major parties failed to reach an agreement on how to govern jointly.

Mr Gusmao has condemned Fretilin leaders for failing to halt the violence while in a separate statement released late on Tuesday, Mr Bano was critical of Mr Gusmao, saying many viewed him as "partly responsible for last year's crisis".

Unrest rocked the streets of Dili in April and May last year when security factions and youth gangs waged battle, leaving at least 37 dead.

International peacekeepers were deployed to restore calm and have been bolstered by some 1,600 UN police.

- AFP

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Timor Leste: Nove raparigas menores violadas pelos apoiantes da FRETILIN


EAST TIMOR Convent Girls Raped, Church Property Destroyed As New Prime Minister Takes Office

DILI (UCAN) -- Baucau diocese has expressed dismay over the rape of convent girls there and the burning of Church property following the announcement of the appointment of the country's new prime minister.

Father Francisco Pinheiro da Silva, vicar general of Baucau diocese, says that around 2 a.m. on Aug. 10, unidentified men raped about nine girls, one of them only 8 years old and the others 15-17, at the Salesian-run convent school in Baguia subdistrict, 40 kilometers south of Baucau.

"Indications show that the brutality and immoral actions were done by Fretilin supporters," said Father da Silva, referring to supporters of the former ruling party.

The vicar general, who handles administrative affairs for the diocese, told UCA News Aug. 13 that apart from the attack on the convent there had been attacks on Church and public buildings. During the three days Aug. 7-9, the diocesan office, the Caritas office, the Catholic Relief Services (CRS) office and a Catholic-run kindergarten were burned down, he said, speaking by telephone from Baucau, 120 kilometers east of Dili.

After President Jose Ramos-Horta announced Aug. 5 that he would appoint former president and independence hero Alexandre "Xanana" Gusmao to become prime minister, Fretilin party supporters demonstrated on the streets in Baucau and Dili. Baucau is considered a Fretilin stronghold.

Fretilin won the most votes in the June national election, but its 21 seats in the 65-member parliament are far short of the majority needed to form a government outright. Gusmao's party picked up 18 seats, but it later formed an alliance with three other parties to form a parliamentary majority.

Fretilin's leaders are still demanding the right to form the government and claim they will take the matter to court.

The vicar general regretted what he described as the "organized" violence that followed Ramos-Horta's announcement. He said he would urge United Nations peacekeeping forces to find and bring to justice those behind the incidents.

The sacking of 600 soldiers in 2006 by former Fretilin prime minister Mari Alkatiri led to clashes between "easterners" and "westerners" that resulted in more than 20 dead and well over 100,000 homeless in this troubled country of 1 million. Many of the displaced people had returned and relative peace had prevailed up to and through the presidential election on May 9 and the parliamentary election on June 30. The August violence shattered that.

Bishop Basilio do Nascimento of Baucau condemned the brutality of irresponsible people who have burned, raped and destroyed public facilities.

"I'm really sad about the immoral actions of irresponsible people," he told local media on Aug. 12. The bishop said he regretted the actions of "stupid people" who do not accept the political reality.

"I do not accuse anybody, but anyone who is behind those violations must bear responsibility," the bishop said.

According to Father da Silva, second-in-charge of the diocese after the bishop, more than 600 houses were burned down and more than 6,000 people have fled into the jungle. It is reported that three villages in Viqueque district, 185 kilometers east of Dili, were burned to the ground, he said.

Baucau district is calm now, he said, but many still live in fear and are traumatized because thousands of people have lost their homes and property.

One laywoman in Baucau told UCA News Aug. 13 that she was sad about the action of apparent Fretilin supporters. Veronica Xemenes, 40, said that these people do not respect the Church and do not have a moral conscience.

"This kind of action can only be considered immoral and communist," she told UCA News. One possible reason for it, she claimed, is the perception of some that the Church is supporting Gusmao's party and its alliance in order to bring down Fretilin.

The Fretilin government under Alkatiri was at odds with the Church leadership on several occasions, including the matter of religious education in schools, on which the government backed down from a proposal to make this optional.

After breaking away from decades of Indonesian rule in 1999 and formally declaring statehood in 2002, Timor Leste, or East Timor, faces major security, humanitarian and economic challenges. Although it has significant offshore oil and gas reserves, its unemployment rate is about 50 percent.

END