terça-feira, 11 de março de 2008

“TOKE”: Serviço móvel pré-pago da Timor Telecom

A Timor Telecom (TT), como outros operadores existentes no mundo, decidiu dar um nome e imagem aos seus serviços móveis. Assim, o nome escolhido foi “TOKE”, para facilitar as populações na área de telecomunicações, afirmou o administrador-delegado da Timor Telecom, José Brandão, aos jornalistas em conferência de imprensa realizada no edifício do Hotel Timor, Díli.

«O cartão Sim ou o pré-pago normalmente utilizado pelos clientes não tinha um nome próprio, para comprá-lo nas Lojas da Timor Telecom um cliente diria “quero comprar um cartão Sim da TT”. Neste momento poderão dizer que desejam comprar um cartão Sim “Toke”», repetiu Brandão.

Acrescentou que foi a partir do dia 1 de Março de 2008, o dia do 5º aniversário de operação da sua rede de telecomunicação, que a Timor Telecom lançou oficialmente o seu novo nome para os serviços móveis pré-pagos.

«A novidade trazida pelo TOKE é o novo cartão Sim de 5 dólares, do preço anterior 20 dólares (10 dólares créditos). Neste momento o cartão Sim com o preço de 5 dólares, incluindo crédito de 5 dólares, um preço para o acesso aos serviços móveis neste momento zero», explicou Brandão.

Salientou que não é difícil ser cliente do serviço móvel, como diz a publicidade do TOKE, os serviços têm como objectivo facilitar a população no acesso à telecomunicação, em especial os jovens.

«Por que é que escolhemos o TOKE? Porque é nome de um animal simpático que vive no mato e também vive nas nossas casas. Quando canta, acorda-nos, citando ou cantando sete vezes consecutivas o nome “TOKE”, como que desejando falar connosco. Por outro lado, “TOKE” na língua Tétum significa “jovem bonito”. Portanto a Timor Telecom deseja novos serviços especialmente para os jovens, que constituem a maioria da população», afirmou Brandão, acrescentando que não será apenas isto. O TOKE trará outra novidade dentro deste ano. Na realidade, 2008 será um ano cheio de novidades e surpresas positivas para os clientes da Timor Telecom.

Na ocasião, o director comercial da Timor Telecom, Gastão Sousa, explicou que em relação às dúvidas de clientes da Timor Telecom sobre se com o lançamento do Sim TOKE o cartão Sim de 20 dólares continuará válido, respondeu que continua válido, mas porque a maioria de utilizadores de telemóveis são jovens e em Timor-Leste há falta de campos de trabalho para os jovens, neste caso a Timor Telecom tomou a iniciativa de vender o cartão Sim Pré-pago TOKE com um preço de 5 dólares e crédito de 5 dólares.

«Então a partir de agora poderão frequentar as lojas da Timor Telecom para comprarem estes cartões porque haverá uma grande surpresa para os clientes da Timor Telecom dentro deste ano», afirmou Sousa, satisfeito. JNSemanário .

Resultado da audiência preliminar, “Susar” cumprirá um ano de prisão preventiva

O resultado da audiência preliminar (ou o primeiro interrogatório judicial) ao ex-Agente da Polícia Nacional de Timor-Leste, Amaro da Costa “Susar”, que decorreu por dois dias (segunda e terça-feira), foi conhecido na terça-feira, por volta das 14h00, quando o Juiz Ivo Rosa, como Juiz da audiência, anunciou que “Susar” será remetido a prisão preventiva durante 1 ano para participar nos processos posteriores, porque a decisão do Tribunal é uma medida de coacção.

Após a audiência, o Juiz Ivo Rosa deu oportunidade aos jornalistas para entrarem na sala de audiência A, a fim de serem informados de que o arguido Susar obteve uma pena de prisão preventiva, de um ano, porque várias evidências demonstram o envolvimento do arguido em vários casos.

O Juiz Ivo Rosa acrescentou que há indícios fortes para considerar que o arguido cometeu 6 homicídios, nomeadamente, homicídio atentado, crime contra o Estado de Segurança, homicídio atentado para matar o Chefe do Estado na sua residência em Metiaut, incluindo perturbação de ordem pública e crime contra a segurança do Estado aos seus companheiros das F-FDTL em Fatuahi no dia 23 de Maio de 2006 e em Same.

Portanto o Juiz aplicou o artigo 338, 340, 53, 140 do Código Penal, artigo 140, contra a segurança do Estado e artigo 340, atentado contra o Chefe do Estado, no dia 11 de Fevereiro.

No mesmo local, o Procurador Felismino Cardoso afirmou que o Ministério Público determinou a prisão preventiva porque o mesmo teve envolvimento em vários casos, dirigido pelo falecido Alfredo Reinaldo Alves.

«Há indidicações de três casos de envolvimento do Susar com o falecido Alfredo Reinaldo, há fortes indícios do seu envolvimento no atentado do dia 11 de Fevereiro, no caso de 23 de Maio e no caso de 2007 em Same», explicou Felismino.

No mesmo local o advogado do Susar, José Pedro Camões, afirmou que o seu cliente concorda com a decisão do Juiz da audiência sobre o seu envolvimento nos três casos supramencionados, então a prisão preventiva é o melhor meio para aguardar o processo de justiça.

«O meu cliente concorda com a decisão tomada pelo Juiz. Susar demonstrou a sua dignidade aos seus colegas para facilitar os serviços do Tribunal. Não há recurso a ser feito pelo advogado de Susar porque o processo terá ainda continuação», afirmou Pedro Camões.

A audiência foi dirigida pelo Juiz Ivo Rosa e o Procurador que atendeu ao caso foi Felismino Cardoso, incluindo o advogado de defesa do arguido Susar, José Pedro Camões, Hernani Rangel e Belchior Bento.

Segundo a observação do Diário, a audiência teve uma segurança máxima da UNPOL, Guarda Nacional Republicana (GNR) e PNTL. A audiência foi fechada ao público, por ser o primeiro interrogatório judiciário a Susar. No final da audiência, o arguido Susar, acompanhado pela GNR, foi levado para a Prisão de Becora, Díli. JNSemanário.

Primeiro-Ministro Xanana Gusmão : “O Governo dará atenção à família do Alfredo”

O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão garante que o Governo dará atenção à família do falecido Alfredo Reinaldo Alves mas não agora.

Xanana Gusmão referiu-se a esta questão aos jornalistas, no Palácio das Cinzas, Caicoli, Díli, após o encontro de alto nível em resposta à mensagem do Presidente da República Ramos Horta, que pediu ao Governo para dar atenção à família do falecido Alfredo.

O Chefe do Governo afirmou considerar esta declaração porque muitos dos seus familiares estão nos locais de refugiados e outros.

«Não nos esquecemos disso. Eu pessoalmente sei que a sua esposa e o seu filho estão no exterior, mas não vou suportar agora, porque todos os casos devem ser tratados através de um orçamento e todos nós sabemos que os nossos pais e mães que formam no Ministério da Solidariedade Social, o Governo procurará meios para os ajudar», afirmou Xanana.

Em relação à segurança, desejo contar uma história: «alguns indivíduos ou alguns senhores em Timor-Leste dizem que com o estado de sítio umas pessoas estão zangadas comigo. Mas umas senhoras falam ao contrário e dizem ao Primeiro-Ministro que o estado de sítio é bastante positivo. Porque à noite ninguém as incomoda e podem dormir tranquilas. Umas senhoras escreveram cartas ao Primeiro-Ministro a agradecer ao Primeiro-Ministro porque com o estado de sítio os seus maridos não saem da casa à noite», explicou.

Xanana afirmou que no encontro informou ainda ao Presidente da República Interino que amanhã (hoje) o Conselho de Ministros elaborará um pedido para ser apresentado ao PR Interino para ser considerado. O PR Interino disse que tomará em consideração o assunto relativo às celebrações da Páscoa (Sexta-Feira Santa e Sábado Santo) para que haja tolerância nestas celebrações.

«Portanto desejo avisar desde já que se houver essa tolerância, a sociedade, o povo e os jovens devem comportar-se bem para que todos juntos possamos aliviar a situação», advertiu Xanana.

O Chefe do Governo explicou que nesse encontro falaram sobre as operações do Comando Conjunto, sobre as FEI, UNPol, que prometeram dar atenção aos soldados que cometam qualquer actuação no terreno, farão tudo para corrigir, mas, em geral, todos apreciaram e tudo correu bem.

Além disso o PM Xanana sublinhou ainda que hoje (ontem) se realizou um encontro inter-ministerial para tratar das condições dos peticionários que, como todos nós sabemos, dentro desta semana serão retirados de Aitaraklaran para outro local para poderem realizar as suas actividades, senão apenas vão dormir e comer e poderão apanhar “stress”. Assim poderemos ver a oportunidade e possibilidade para resolver os seus problemas.

Relativamente a Salsinha, que se entregará, Xanana afirmou que isso não é da sua competência, mas é da competência do Comando. Se o Salsinha quiser vir, o Governo aguarda-o. Portanto o Governo continua a passar a mesma mensagem a Salsinha e seu grupo: para se entregarem.

Assim também, em relação ao “Susar”, que vai cumprir a prisão preventiva durante um ano, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão realçou que isso é da competência da justiça e que o Governo não deve interferir. JNSemanário.

Primeiro-Ministro Xanana esclarece Parlamento Nacional sobre comportamento de membros das F-FDTL e PNTL

O Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, enviou uma carta de esclarecimento ao Parlamento Nacional (PN) sobre o comportamento de elementos das F-FDTL e PNTL na comunidade sobretudo em relação aos deputados, afirmou o Presidente Interino do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, aos jornalistas recentemente no Parlamento Nacional, após a leitura da carta de esclarecimento na sessão plenária.

Vicente explicou que sobre o conteúdo da carta, há um esclarecimento do Primeiro-Ministro acerca do comportamento de elementos das F-FDTL e PNTL face aos cidadãos e aos deputados a fim de poder identificar alguns abusos de poder cometidos por esses elementos de Polícia e das Forças Armadas.

«Foi um esclarecimento sobre o comportamento de elementos das F-FDTL e PNTL contra cidadãos e deputados a fim de elaborar um inquérito e corrigir estes comportamentos», salientou Vicente.

Vicente afirmou ainda que a carta de esclarecimento do Primeiro-Ministro Xanana é como um pensamento para corrigir atitudes de indivíduos dentro das Instituições e sobre o comportamento dos deputados no futuro.

«Amanhã ou depois, se alguns deputados não se comportarem bem, os jornalistas poderão dar-nos conhecimento disso, e nós daremos os esclarecimentos necessários. Poderá acontecer o mesmo em outras Instituições», concluiu Vicente. JNSemanário .

Timor-Leste: Comando Conjunto renova apelo a Salsinha

2008-03-10 17:10:38

Díli - O Comando Conjunto da Operação «Halibur» voltou hoje a reiterar o apelo ao ex-tenente Gastão Salsinha para que reconsidere a proposta de entrega e rendição feita pelo Procurador-Geral da República timorense, Longuinhos Monteiro, na semana passada.

Apesar do apelo à solução pacífica do problema, o Comando Conjunto anunciou que durante as actuais operações no distrito de Ermera, sudoeste do país, as foram ocupados 30 pontos estratégicos a partir dos quais são efectuadas patrulhas diurnas e nocturnas. Nesta acção estão envolvidos 465 elementos, 300 dos quais das F-FDTL (forças armadas timorenses) e os restantes 165 da PNTL (Policia nacional). As Forças Internacionais de Segurança também participam nesta operação, em especial ao nível do apoio logístico.

Quanto a Súsar, um dos líderes do grupo que atacou o Presidente da República Ramos Hortas, o Comando Conjunto informou que se encontra na Messe de Oficiais das F-FDTL em Ermera, negando desde logo os rumores que circularam em Dili relativamente ao envenenamento de Súsar. A última estimativa de peticionários que se encontram acantonados em Dili é de 674, crescendo o número de dia para dia.

Tiago Farinha (c) PNN Portuguese News Network

segunda-feira, 10 de março de 2008

Homem que atingiu Ramos Horta está com Salsinha

Data: 10-03-2008

O homem que disparou contra o Presidente José Ramos Horta há um mês integra o grupo do ex-tenente Gastão Salsinha e está na área de Atsabe, Ermera, afirmou hoje fonte do Comando Conjunto da operação 'Halibur'.

Falando numa conferência de imprensa, o tenente-coronel Filomeno Paixão afirmou que "a maioria" dos elementos que atacaram a residência de José Ramos Horta, dia 11 de Fevereiro, já se entregou às autoridades.

"Faltam uns tantos. Um deles (é) o que pessoalmente atirou sobre o Presidente da República. Mas sabemos exactamente onde está neste momento", explicou o comandante da operação 'Halibur'.

"Ele está com o grupo de Gastão Salsinha e está para os lados de Atsabe", acrescentou Filomeno Paixão.

Gastão Salsinha, que se encontra em fuga desde o duplo ataque de 11 de Fevereiro contra José Ramos Horta e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, ainda não se entregou às autoridades.

O ex-tenente das Forças Armadas timorenses, líder dos peticionários em Janeiro de 2006, fez um acordo para a rendição de 32 homens e 18 armas, mas sexta-feira pediu mais dois dias ao procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, para reunir os últimos dois elementos do seu grupo.

"Salsinha vai entregar-se em breve. Não vai aguentar a pressão do cerco feito pelos soldados", afirmou hoje o tenente-coronel Filomeno Paixão.

A operação 'Halibur' tem actualmente no terreno quatro companhias com 465 elementos armados, dos quais 300 são soldados das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e os restantes da Polícia Nacional (PNTL).

Segundo o comando da operação, as forças conjuntas controlam cerca de 30 pontos, concentrados no distrito de Ermera, a partir dos quais são conduzidas patrulhas diurnas e nocturnas.

"As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) colaboram e têm coordenação operacional e táctica com as forças do comando conjunto no terreno, participando activamente nesta operação", adiantaram os comandantes da 'Halibur'.

Filomeno Paixão explicou que as ISF, que têm um pelotão estacionado junto a Maliana (oeste), ofereceram-se para evacuar soldados timorenses que sejam feridos no teatro de operações.

"Salsinha prometeu render-se hoje. Não temos conhecimento da sua vontade de se render. Ontem, ele retirou a intenção de se entregar e hoje o procurador-geral da República ia uma última vez a Ermera falar com ele", declarou Filomeno Paixão à imprensa.

O primeiro-ministro afirmou, à mesma hora, numa outra conferência de imprensa à chegada de Darwin, Austrália, que "Salsinha não tem mais opções".

"Acredito que as forças conjuntas e as ISF o cercaram em Ermera. A escolha está do lado dele, não do nosso", acrescentou Xanana Gusmão, que visitou, em Darwin, o Presidente da República.

Lusa

Xanana Gusmão visitou Ramos-Horta en Darwin

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, visitou hoje o presidente José Ramos-Horta no hospital de Darwin, na Austrália, numa prova de solidariedade depois do atentado de que foram alvo os dois políticos timorenses.

Xanana Gusmão visitou esta segunda-feira no hospital de Darwin o seu amigo Ramos-Horta numa visita que o primeiro-ministro considerou ser de solidariedade para com o presidente após o atentado do passado dia 11 de Fevereiro.

O líder do Governo timorense mostrou-se satisfeito “por ver novamente Ramos-Horta a andar” depois do atentado de que foi alvo e que o deixou gravemente ferido.

“Vim numa visita de solidariedade” referiu Xanana Gusmão aos jornalistas após a visita feita a Ramos-Horta no hospital de Darwin mostrando-se muito satisfeito por ver que o seu amigo de longa data recuperou bastante bem.

Xanana Gusmão teve ainda oportunidade de referir que espera que a operação de captura dos rebeldes “termine esta semana” com a rendição de Gastão Salsinha.

“Foi dito a Salsinha que ou se entregava ou teria de enfrentar as consequências”, disse o primeiro-ministro timorense adiantando que depois disso “podemos continuar a resolver os nossos problemas humanitários e sociais do país”.

RTP
2008-03-10 10:10:34

Igreja engajada no processo de reconciliação do Timor Leste

Photo: Estatua de Nossa Senhora no pico do monte Ramelau (3,000 metros)
DILI, domingo, 9 de março de 2008 (ZENIT.org-Fides).- Diálogo, arrependimento, reconciliação, pacificação nacional: são estes os binários nos quais caminha, em maior à difícil situação política e social, a Igreja Católica em Timor Leste.

Na história da pequena república asiática de maioria católica, a Igreja sempre teve influência e ascendência na sociedade, conduzindo-a ao bem-comum, à paz e harmonia, refere a agência Fides, da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Atualmente, graças aos esforços de mediação de líderes católicas, parece ter-se aberto uma espiral de reconciliação para a população, abalada pelo atentado ao presidente José Ramos-Horta e a rebelião de um grupo de militares.

O próprio presidente, gravemente ferido e ainda internado em um hospital de Darwin (Austrália), deu um passo inicial, anunciando seu perdão aos autores do atentado e mostrando-se animado pelo desejo de pacificação, e não de vingança.

Entretanto, alguns líderes rebeldes deixaram entender sua disponibilidade em arrepender-se publicamente. Alguns se entregaram voluntariamente à polícia.

A obra da Igreja, que recebeu elogios e consenso em nível político e social, está produzindo seus frutos. Todos nutrem a esperança de que todo o grupo de militares rebeldes entregue as armas e abandone os propósitos de subversão, encerrando o episódio e abrindo uma nova era de paz.

O governo também se disse pronto a perdoar os rebeldes, reintegrando-os em suas funções de soldados.

A República Democrática de Timor Leste nasceu oficialmente em 20 de maio de 2002, após um período de administração transitória das Nações Unidas.

Mais de 90% da população timorense se declara católica. Por este motivo, a Igreja tem uma função importante na formação das consciências dos cidadãos timorenses.

A nação está engajada no «diálogo nacional» sobre justiça e reconciliação, que envolve membros do parlamento, organizações sociais e políticas, representantes da comunidade católica. A Igreja local acentuou a necessidade do «perdão na verdade e na justiça», essenciais para reforçar a unidade nacional.

Além de servir as carências espirituais dos mais de 665.000 fiéis nas dioceses de Dili e Baucau, a Igreja em Timor Leste oferece serviços sociais e sanitários e coordena programas de desenvolvimento para agricultores.

Entre os desafios da recém-criada nação, estão a reconstrução de infra-estruturas, escolas, hospitais e de um aparato burocrático eficiente para todos os setores da vida pública.

ático eficiente para todos os setores da vida pública.

Sirana – O início do cinema timorense

Para ver o filme "Sirana" CLICK http://jpesperanca.blogspot.com/
Sábado, Março 08, 2008
As cenas iniciais mostram-nos o interior de uma casa de palapa, um típico lar timorense com uma fotografia do Papa João Paulo II pendurada na parede, um oratório onde rezam os habitantes com uma vela acesa, frinchas nas paredes, cozinha e quarto-de-banho exteriores, também feitos de materiais como palapa ou chapas. Um senhora de lipa e cabaia reza as orações matinais e faz a lida da casa. Ficamos então a saber quem mais mora na casa, Sirana, a protagonista, filha da senhora, e a irmã mais velha daquela e o cunhado. Este está desempregado, é vadio e bêbado, e bate na mulher. As discussões entre o casal são constantes.

Vemos depois Sirana sair cedo a pé com a mãe para irem vender legumes da sua horta no mercado. Aí aparece uma antiga conhecida da mãe, acompanhada por uma jovem colega de Sirana, ambas bem vestidas e com visual moderno. As senhoras conversam um pouco e a que compra os vegetais diz que trabalha num kantor [escritório] e refere as muitas colegas de ambas de antigamente, que são agora deputadas no Parlamento e funcionárias de Ministérios. A cena apresenta, sem tal mencionar explicitamente, o contraste chocante entre a vida de uma que continua pobre e a forma como a outra subiu na vida e se move no mundo dos políticos, dos malais, das ONGs… As duas raparigas andam ambas a ensaiar para uma peça de teatro e combinam encontrar-se lá no CJPAV mais tarde. Sirana interpreta o papel principal, o de Rosa Muki Bonaparte.

Já em casa, aparece a visitá-las uma prima, moça moderníssima, toda gira, transportada de carro. Explica que trabalha com os malais, ganha muito dinheiro, e, inquirida, responde que para arranjar um emprego assim “tem que se saber inglês e português, saber vestir-se bem, ser bonita, e mais outras coisas… que tu [Sirana] ainda não sabes”. Veio contar-lhes que na semana seguinte será o seu “troka prenda”, noivado, e que o namorado é estrangeiro, mas muito boa pessoa, e que no próximo ano irão ambos à terra dele.

Noutra cena, as amigas de Sirana vêm chamá-la para ir com elas à praia. São exuberantes, elegantes e belas, vestem roupas justas com ombros nus e umbigos à mostra… Sirana vai com roupas que a prima lhe havia oferecido. Na praia ela está triste e acaba por desabafar com dois colegas, um rapaz e uma cachopa, contando os problemas em casa entre a irmã e o cunhado, e também que não lhe estão a correr bem os ensaios porque não sabe o suficiente sobre Rosa Muki Bonaparte. Os colegas falam-lhe do papel desta como pioneira dos direitos da mulher em Timor, no âmbito da OPMT, e que foi assassinada pelos militares indonésios no porto de Díli logo no primeiro dia da invasão, e aconselham-na a procurar nos livros e perguntar às senhoras mais velhas. Ela confessa que há mais uma coisa a preocupá-la, um amigo, Nonó, gosta dela, mas ela sente-se reticente em retribuir porque ele é rico e ela não. Eles asseguram que o Nonó é um tipo impecável que não dá importância a essas coisas.

Noutro ensaio, um senhor lá no CJPAV (uma das mais importantes instituições culturais de Díli) pergunta à nossa jovem heroína porque não pede ela à mãe informação sobre a personagem que tem que interpretar e sobre esses tempos. Ele tinha afinal estado no mato com a mãe de Sirana. Esta conta depois à filha sobre os primórdios da luta das mulheres pela sua dignidade, oprimidas que estavam pela sociedade e pela cultura tradicional, e sobre as actividades da OPMT na montanha nos primeiros anos da guerra.

Entretanto o namoro com o tal Nonó parece estar encaminhado. Sirana chega a casa e depara com a irmã que fora novamente espancada.

Temos depois uma cena com a prima, numa esplanada com o namorado. Este é “português”, apesar de o actor falar com um forte sotaque anglo-saxónico:

“- Amor, quando é que me levas para Portugal?
- Fazer o quê?
- Aprezenta ha’u ba ó-nia família [apresentar-me à tua família], of course!
- Querida, ó tenke komprende ha’u tropa ne’e. Ha’u labele lori ó ba Portugál agora. [tens que compreender que sou militar aqui. Não posso levar-te para Portugal agora]
- Mas amorzinho, ó promete atu aprezenta ha’u ba ó-nia família! [tu prometeste apresentar-me à tua família] Sabes perfeitamente que eu estou grávida!
- Eu sei amor. Ne’e la’ós ha’u mak sala. Itrua mak hakarak!... [isso não é culpa minha. Ambos quisemos… ]
- Mas amor…
- Não, não! Ita la promete buat ida ba malu. [nós não prometemos nada um ao outro]
- Ó labele halo ha’u nune’e [não podes fazer-me isso], por favor! “

E o “português” pede desculpa e põe-se a andar. Fica a moça abandonada a chorar. Depois vai a casa das primas contar-lhes lavada em lágrimas.

Este é um drama relativamente comum em Timor, o das namoradas grávidas deixadas entregues à sua sorte por namorados malais que terminam o tempo de serviço e voltam para os seus países. Mas achei curioso que – ainda por cima sendo o actor falante de inglês – tivessem optado por dar ao personagem a nacionalidade portuguesa. É certo que um soldado australiano me contou (não sei se estava a dizer a verdade ou não) que eles estão proibidos de namorar com as timorenses e que por isso, enquanto dura a comissão, têm alguns dias de licença de xis em xis semanas para irem a Báli, mas também é verdade que ele me disse isso num bar e que fiquei com a impressão que ele namorava com uma das empregadas que lá trabalhava…

A história no filme continua a desenrolar-se com a estreia da peça, que retrata a violência da invasão indonésia. As cenas da peça alternam com outros acontecimentos: o cunhado que aparece bêbado mais uma vez e que a sogra expulsa de casa, o reaparecimento deste num estado deplorável andando aos tombos até à porta que ninguém lhe abre. A peça termina com aplausos entusiásticos do público e com a subida ao palco de Mari Alkatiri (na época Primeiro Ministro) para dar beijinhos e cumprimentos aos actores e actrizes.

O filme foi feito em Díli há uns quatro ou cinco anos, e parece-me que é a obra pioneira do cinema timorense. Lembro-me de ter visto pelo menos uma produção antiga com actores da diáspora, “Flores Amargas”, ambientado no meio dos refugiados do Vale do Jamor, em Portugal, mas produto nacional mesmo, este – que eu saiba – é o primeiro. Apesar de algumas dificuldades ao nível técnico, como por exemplo a captação do som que não está muito boa, parece-me um trabalho muito bem conseguido a vários níveis. O primeiro é a sua radicação consciente na realidade local, falado em tétum, não se tratando apenas de olhares de malai sobre Timor mas sim de ambientes e histórias que fazem parte do quotidiano genuíno dos timorenses. Outro aspecto que me agradou foi, que apesar da aparente simplicidade do argumento, há a possibilidade de mais do que um nível de leitura. Resta dizer que Ivete de Oliveira foi a realizadora, e que o filme resulta do trabalho conjunto de várias instituições: Fundasaun Kultural Le-Ziaval, Sahe Institute for Liberation, Sanggar Mamura e Catholic Institute for International Relations, com apoio da Caritas Australia e Caritas New Zealand. Da banda sonora fazem parte pelo menos Os Novos 5 do Oriente e o Nelson Turquel, que também aparecem no filme.

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domingo, 9 de março de 2008

Ex-jornalista Miguel Lemos morreu aos 52 anos

Miguel Lemos, actualmente chefe do gabinete de Relações Externas do Tagus Park, antigo jornalista que integrou os quadros redactoriais da Rádio Renascença e da RTP, morreu, ontem, na sua casa, em S. João do Estoril, onde se encontrava sozinho. Uma vez que não tinha um historial clínico de doenças graves, a família aguarda a realização de autópsia, com o objectivo de esclarecer as causas da morte.

Nascido em Luanda há 52 anos, Miguel Lemos radicou-se em Portugal após a independência de Angola.

Ao serviço da RTP, viria a ser um dos primeiros jornalistas a entrar em Timor-Leste, após a invasão do território sob administração portuguesa pela Indonésia, em 1975.

Foi na estação pública de televisão que a sua carreira de jornalista ganhou especial projecção, a vários níveis. Além de repórter, ocupou também lugares de chefia. Editor e coordenador de Informação e de Programas, chegou a coordenar o Telejornal, como salienta uma nota informativa da RTP, enviada à Agência Lusa.

Seria ainda apresentador de "Fogo Cruzado" - um programa quinzenal de debate em torno de temas da actualidade, sobretudo política - e correspondente, em Moçambique e no Brasil, as últimas funções desempenhadas no canal público.

Para lá da actividade como jornalista, que abandonou há alguns anos, foi de 1986 a 1991 director do Gabinete de Comunicação Social de Macau e marcou presença na literatura. No ano passado, publicou o livro "A Caminho do Horizonte". Editada pela Gradiva, a obra aborda uma arriscada viagem a bordo de um veleiro sem motor entre Angola e Portugal, que se cruza com a história recente de África.

O corpo de Miguel Lemos estará em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir de amanhã, não se sabendo ainda onde será cremado.

Mensagem do Presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta

8 de Março de 2008

Hoje mulheres no mundo inteiro celebram o Dia Internacional da Mulher. Com profundo respeito eu desejo felicitar todas as mulheres de Timor-Leste.

Neste dia eu peço a todas as pessoas de Timor Leste, para parar com violência doméstica, violência contra mulheres e crianças. Espero isso não só em Timor Leste mas no mundo inteiro; não só para hoje mas todos os dias.

Temos que lembrar-nos que as mulheres são nossas sócias e umas "luzes" importantes para as famílias e as sociedades, para criar estabilidade na nossa nação e estabilidade no mundo.

Timor Leste mostrou sua convicção em aderir aos Direitos de Valores Humanos em construir uma sociedade com Justiça, Liberdade e Igualdade. Estes têm que ser as raizes do nosso cotidiano.

Da minha cama de hospital eu dou meu apoio às mulheres de Timor Leste e a todas as pessoas de Timor, aderir às Convenções sobre Direitos Humanos, especialmente a Convenção na Eliminação de Discriminação Contra Mulheres, que foi ratificada por nosso país.

Os incidentes de 11 de fevereiro não me deterão, nem qualquer pessoa em Timor, de construir um Timor baseou em respeito para vida e a dignidade do ser humano. Recusamos o uso de uma pena de morte, encarceramento perpétuo e todas as outras formas de violência perpetuada pelo estado em seus cidadãos. Tenho recentemente reconfirmado este empenho no Dia dos Direitos Humanos em Dezembro passado.

Nós não devemos esquece-nos do sacrifício das mulheres de Timor durante nossa luta pela liberdade, nós devemos estimar e devemos lembrar-nos das suas lágrimas e sofrimento. Temos que construir um Timor de direitos iguais para homens e mulheres - igualdade entre cidadãos nos olhos da lei.

Nós também devemos lembrar-nos das crianças porque são nossos futuros.

Devemos continuar a criar uma atmosfera de estabilidade, de modo que as pessoas não se sintam amedrontados, e que tenham confiança em amanhã.

As mães e mulheres tomam conta da educação não violente das nossas crianças, sua saúde e preparamnas para seu futuro.

Neste Dia Internacional da Mulher, eu prometo para as pessoas de Timor-Leste, homens e mulheres, em Dili e nos Distritos, na cidade, nas aldeias, em todas as circunstâncias, uma vida com tranqüilidade que é livre de violência em suas comunidades.

A nossa Nação não será construída de violência mas de paz. Isto é nossa esperança para os nossos jovens e gerações futuras.

José Ramos-Horta

Ramos-Horta recebe condecoração de Portugal - Ordem do Infante D. Henrique

Dili, 8 mar (Lusa) - O embaixador de Portugal em Dili, João Ramos Pinto, entregou neste sábado o certificado da Ordem do Infante D. Henrique ao presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, que está hospitalizado em Darwin, norte da Austrália.

João Ramos Pinto visitou o chefe de Estado timorense no Hospital Particular de Darwin, onde o líder ainda se recupera do ataque que sofreu em 11 de fevereiro (noite do dia 10 no Brasil).

"Encontrei-o bem", afirmou o embaixador português, contatado por telefone pela Agência Lusa.

"O presidente se cansa com facilidade, o que é normal, mas está muito lúcido. Interessa-se pelo que está se passando no Timor Leste e está chocado com o que lhe aconteceu", contou João Ramos Pinto à Lusa.

José Ramos-Horta quis saber da situação do rebelde Gastão Salsinha, que prometeu se entregar na próxima segunda-feira com outros 31 homens - foragidos desde os atentados a Ramos-Horta e ao primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão.

"Fiquei surpreendido com a boa forma de José Ramos-Horta", contou João Ramos Pinto, que entregou ao presidente a condecoração que recebeu de Portugal em 2007.

José Ramos-Horta "agradeceu o apoio de Portugal neste momento", afirmou Ramos Pinto, que entregou também uma mensagem "de solidariedade e melhoras" do corpo diplomático estabelecido em Dili.

João Ramos Pinto levou a José Ramos-Horta uma garrafa de vinho do Porto, um "vintage" da casa fundada por sua família.

sábado, 8 de março de 2008

Mulher Timorense Feliz no seu ambiente



Photo: Mulher Timorense enfeitada de ouro e rubi

Taur Matan Ruak : “Procuramos o Salsinha nos buracos e nas grutas”

O Comandante da Operação Conjunta F-FDTL e PNTL, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, afirma que a operação conjunta para procurar o Gastão Salsinha e os seus elementos será realizada até em buracos, grutas e no tecto das casas.

Taur Matan Ruak falou sobre este assunto ao Jornal Nacional Semanário após a cerimónia da parada militar no primeiro dia da operação, realizada no Campo da Democracia de Díli.

Taur Matan Ruak explicou que o Comando da Operação Conjunta está pronto para uma operação ao grupo Salsinha, mas antes das operações desejava pedir ao Salsinha e ao seu grupo para se entregarem e contribuirem para a justiça.

Taur Matan Ruak espera que o prazo das operações não seja tão longo como os 24 anos da invasão indonésia em Timor-Leste.

«Não prometo se é amanhã ou depois de amanhã que conseguimos capturar o grupo, vocês é que podem ver com os próprios olhos e podem contar as Forças que neste momento estão preparadas dentro do campo. Antes da captura, chamamo-los para se entregarem vivos, mas poderá acontecer que o Salsinha e o grupo poderão matar-nos primeiro», salientou Taur.

Acrescentou que as Forças estavam prontas para iniciar as operações no domingo, dia 17 de Fevereiro, em que o Governo decidiu a criação de um Comando Conjunto F-FDTL e PNTL para responder à situação. O Comando Conjunto iniciou algumas actividades na área operacional como o estabelecimento da estrutura do Comando Conjunto, o estabelecimento do Estado-Maior Conjunto e o da Força Operacional Conjunta, bases legais como artigos e criação de bases legais para articular todos os assuntos no campo operacional, respeitando as leis e protegendo todos os acordos com as Forças Internacionais destacadas no nosso País», explicou Taur.

«Reforçámos ainda o apoio logístico, apoio sanitário, traçámos planos e outros serviços de que não podemos falar nesta conferência de imprensa. Após 5 dias de cooperação com todas as partes podemos dizer que estamos prontos para realizar as operações no terreno e cumprir a nossa missão», afirmou Taur Matan Ruak.

Taur Matan Ruak afirmou ainda que dirige um apelo aos peticionários com o pensamento de que todos nós somos timorenses e temos o dever de criar a estabilidade no nosso País. Durante algum tempo fomos irmãos nas Forças Armadas, não tinhamos qualquer má intenção para estarmos opostos uns aos outros, mas com toda a consciência desejamos contribuir para procurar soluções do problema.

«Para resolver os problemas através do diálogo, devem unir-se imediatamente com os outros peticionários que já se encontram em Aitaraklaran, Díli. Se precisarem de segurança, de qualquer assistência, digam-nos imediatamente e nós ajudaremos. Se não for assim, temos de pensar muito bem porque ao longo de dois anos estiveram numa situação que não foi justa para resolver os vossos problemas. Para os que se envolveram no ataque ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro pedimos para voluntariamente se entregarem e cooperarem com a justiça. Devemos pensar muito bem sobre o valor da nossa vida. Não coloquem as vossas vidas e a vida dos outros em risco, porque a vida não é uma hortaliça que pode ser comprada e vendida no mercado.

Desejo apelar a todos os timorenses que os deveres e as obrigações são de todos nós. Cooperarmos com a justiça é o único meio para reforçar a estabilidade no nosso País. O meio injusto vemo-lo nas pessoas procuradas pela justiça que deram apoio aos que desejaram matar o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. Com os vossos apoios podemos criar novamente a estabilidade no nosso País. Começarmos a caminhar pelo caminho do progresso e desenvolvimento porque só assim poderemos unir-nos e esvaziar os campos de refugiados, injustiça, etc.

Aos políticos, faço um apelo para darem o contributo pela estabilidade do País ou, mais urgente, reforçarem o nosso Estado, colocando os interesses nacionais acima dos interesses partidários. O povo neste País está a sofrer bastante há um longo período, não merece sofrer mais, porque esse sofrimento veio dos próprios timorenses.»

Antes de realizar a conferência, o Chefe do Comando de Operação, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, e o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, prestaram declarações como Chefes de Operação para afirmar que quem desejar destruir Timor-Leste, o Comando da Operação F-FDTL e PNTL estará pronto para o enfrentar. «Portanto estamos prontos para receber pedidos das partes competentes e assumirmos a nossa responsabilidade», concluiu Taur Matan Ruak. JNSemanário .

La Kleur Tan Kampu IDPs Taka

Edition: 07 March 2008

DILI – Primeiru Ministru Kay Rala Xanana Gusmao afirma katak la kleur tan governu sei taka kampu Internal Displace Persons (IDPs) hotu iha Dili laran.

Xanana lamenta ho atetude deslokadu balu nebee simu tiha ona osan subsidiu husi governu depois fila ba ba kampu deslokadu laos fila ba sira nia hela fatin. “Hau hakarak fo hatene ba imi katak, iha familia balun simu tiha osan husi governu, fila fali ba iha fatin deslokadus, ida nee iha ona disponivel ba ami katak, sira bele fila fali, nee la iha buat ida, maibe hanesan fofoun dehan katak komitmentu governu nian atu rezolve problema deslokadu nian, tan nee buka atu rezolve dadauk, tan nee IDPs la bele hanoin atu bosok governu, katak sira simu tiha osan fila fali deit ba IDPs,” Xanana hatete.

Relasiona ho atetudi hirak nee tuir Xanana katak atu kleur ka lalais, kampu IDPs sei taka, tanba iha loron hirak liu ba governu hasoru malu IDPs, sira hatete katak, problema Alfredo ho Petisionarius nian rezolve tiha maka prontu atu fila, tan nee laiha razaun tan atu ba toba nafatin iha IDPs.

“Problema foin dadauk mosu, balun dehan katak ba simu tiha osan husi governu fila fali deit ba kampu IDPs, nee hau sei haree,” katak xefi governu nee.

Xanana laiha apelo ba petisionarius sira, tanba problema nebee maka IDPs sira tau iha problema maka, ijiji governu ho nia autoridade sira atu fo prioridade ba problema seguransa liu-liu rezolve lalais problema Alfredo ho petisionarios sira nian. Governu tenta rezolve problema sira ho modo nebe iha, tan nee depois hetan ajudu husi governu laiha tan razaun atu ba toba bebeik iha IDPs hodi hein tan ajudu segundu.

Iha oportunidade nee, Xanana informa katak inkontru semanal nebee nia halao ho Prezidente Republika, koalia mos kona ba Prezidente Republika atu hasai hanoin no desizaun balu, liu-liu iha Kinta feira santa, Sesta feira santa, no Sabadu feira santo iha loron koresma nee. PR mos tuir nia sei hasai apelu relasaun ho loron boot sira nee.

Okaziaun nee Xanana husu ba jovens sira iha rai laran atu la bele aproveita tempu hirak nee hodi hemu lanu no provoka malu, basaa Kinta feira santa, Sesta feira Santa, no Sabadu santo, sei la iha rekuilero obrigatorio, maibe hot-hotu tenki servisu hamutuk atu kontribui paz no estabilidade nasaun nee nian. bre