sábado, 31 de março de 2007

Presidential campaigning is proceeding well

Dili: March 30, 2007 - The UN's Special Representative in Timor Leste said the absence of reported serious incidents midway through the presidential campaign is a direct tribute to the people of Timor Leste who are clearly manifesting their commitment to a peaceful democratic process.

Mr Atul Khare said it is also a tribute to the authorities of Timor Leste – assisted by the international community through the United Nations – who are working to ensure credible elections.

"I would like to congratulate DSRSG Finn Reske-Nielsen and his team within the Electoral Assistance Section and UNDP who have diligently supported the national authorities to ensure that the presidential election on April the 9th will be free, fair and whose results will be acceptable to all," Mr Khare said.

Mr Khare said the campaigns of all candidates would obviously focus on their visions and goals for the development of Timor-Leste. However, a common goal should unite all campaigns; that is inclusiveness.

The importance of inclusiveness is defined in Rule 15 of the Presidential Code of Conduct signed by all candidates and witnessed by the church, civil society and the United Nations on March the 15, which states that all candidates must use:

"… A language that ensures a peaceful environment, free of defamation, non-threatening, not encouraging violence, and without personal criticism towards persons or a group of people, notably other candidates and their supporters…"

The elections must have a restorative and unifying impact and must not, on any account, lead to divisiveness.

"They are also the beginning of the democratic process to lead to participatory decision making for the common good," Mr Khare said.

UNMIT is mandated through Security Council Resolution 1704 to "support Timor-Leste in all aspects of the 2007 presidential and parliamentary electoral process, including through technical and logistical support, electoral policy advice and verification or other means."

For further information please contact UNMIT spokesperson Allison Cooper on +670 7230453

Church runs reconciliation program for youths to end 'East-West' conflict

March 30,2007

DILI (UCAN): The Catholic Church is conducting a yearlong reconciliation program in Timor Leste (East Timor) that has young Catholics visit each other as a way to end conflict between "easterners" and "westerners."
"The program started at the beginning of January and will be carried out for one year," according to Father Martinho Germano da Silva Gusmao, head of the Commission for Justice and Peace for Baucau diocese, based about 100 kilometers east of Dili.

The priest told UCA News on March 26 that young people from Dili diocese have visited their counterparts in Baucau three times since the program began. The two dioceses cover eastern and western Timor Leste, respectively. Catholics form an estimated 96 percent of the country's 1 million people.

Approximately 200 participants, accompanied by their parish priests and some nuns and seminarians, took part in each visit, during which the young people shared experiences and asked each other for forgiveness.

Father Gusmao said young people from Baucau diocese will go next month to visit their counterparts in Oecussi, a Timor Leste enclave in neighboring West Timor, part of Indonesia. Oecussi is in the territory of Dili diocese.

"The young people are willing to publicly acknowledge their mistakes and promise not to repeat them," the priest said. He explained that he initiated the program to show there is no discrimination between easterners and westerners in the Church.

Communal violence erupted in Timor Leste in April 2006 in the wake of the dismissal of more than a third of Timor Leste's army. The dismissed soldiers, from the western part of the country, had protested alleged discrimination against them. The easterners, it is claimed, were the backbone of the resistance against Indonesian rule during the 1980s and 1990s.

Tensions sparked by the soldiers' complaints and dismissal degenerated into clashes between groups claiming to represent easterners and westerners. At least 20 people died and 100,000 were displaced, taking refuge in camps, many of which were set up in Catholic churches and centers.

The Ministry of Social Affairs, Labour and Solidarity reports 64,367 people still living in 44 refugee camps in the Dili area, where the violence was concentrated. People sheltering in these makeshift camps remain fearful that violence would await them should they return to their homes. Some cannot return, since their homes were burned in the rioting.

Several people told UCA News they appreciate the youth program.

Maria Angelina Lopes Sarmento, executive director of Timor Leste Forum of Non-Government Organizations, praised the Catholic Church for its "significant role in reconciling people." She cautioned, however, that justice must not be neglected. "Reconciliation does not mean freeing young people who have killed others or committed violence. They must be put on trial."

Magdalena da Silva, a 47-year-old housewife, said she has no grudge against those who looted and burned her house, "because they are also victims -- used by certain people for their interest." The most crucial need, she said, is for perpetrators to ask forgiveness in front of those they harmed and promise not to inflict violence anymore, and for those harmed to forgive the perpetrators.

Arthur Ornai Fernandes Madeira, who stays in a refugee camp in Dili, said he supports the Church's reconciliation efforts with the hope that Timor Leste will never again have to suffer communal conflict.

Father Adrianus Ola Duli, parish priest of Mother Mary of Lourdes Church in Ermera, told UCA News he now sees unity in the district, 30 kilometers southwest of Dili. "When I go to my communities, I observe that people who were directly involved in the conflict now live together with the easterners without any discrimination and suspicion," he reported.

The Ministry of Social Affairs, Labour and Solidarity has been running its Simu Malu (mutual acceptance) program since June 2006. Jaime Hanjam, its coordinator, told UCA News the program involves dialogue, workshops and football competitions between easterners and westerners. The program is set to continue until all refugees return home.

Quem disse que nao posso usar minha Bandeira?


"Não haverá mais governo da Fretilin" - "Lasama" de Araújo

Críticas ao uso da bandeira no boletim de voto


A FRETILIN, o maior partido politico de Timor-Leste, criticou hoje a decisão tomada por quatro candidatos presidenciais em usarem a bandeira nacional como símbolo da sua candidatura às eleições presidenciais de 9 de Abril.

Os quatro candidatos que decidiram usar a bandeira nacional como símbolo da sua candidatura são: Ramos Horta (candidato independente), Avelino Coelho (PST), Lúcia Lobato (PSD) e Xavier do Amaral (ASDT). O candidato da FRETILIN, Francisco Guterres “Lu Olo” usará a bandeira do FRETILIN como símbolo da sua candidatura.

Um membro do escalão superior da FRETILIN, Filomeno Aleixo, disse que era desonesto e perigoso fazer uso da bandeira desta maneira uma vez que os candidatos, ou são candidatos independentes ou são candidatos propostos pelos respectivos partidos.

“O uso da bandeira nacional no boletim de voto é uma tentativa deliberada de enganar o eleitorado quando se sabe que há mais de 50% de analfabetos”, disse Filomeno.

“Quatro candidatos levarão o mesmo símbolo no mesmo boletim de voto sendo assim difícil de distingui-los”, acrescentou Aleixo, membro da Comissão Política Nacional.

O mesmo disse também que a decisão de se permitir usar a bandeira como símbolo de candidatura no boletim de voto afectará seriamente as eleições deixando de ser justas e transparentes.

A FRETILIN apresentou recurso ao Tribunal de Recurso no sentido de anular a decisão da Comissão Nacional de Eleições (CNE) mas o Tribunal decidiu que o uso da bandeira no boletim de voto não era ilegal.

Presidenciais timorenses: Ramos Horta apedrejado em campanha em Viqueque

CNE apela à calma
30.03.2007 - 11h26 Lusa

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Timor-Leste revelou hoje que 20 apoiantes do candidato presidencial José Ramos-Horta ficaram feridos após serem apedrejados numa acção de campanha em Viqueque, 220 quilómetros de Díli.

"Fomos informados de que 20 pessoas ficaram feridas em Viqueque, algumas foram hospitalizadas e quatro são feridos graves" na noite de ontem, disse o padre Marinho Gusmão, que apelou aos oito candidatos para controlarem os seus apoiantes.

A campanha para as eleições presidenciais em Timor-Leste, cuja votação decorre a 9 de Abril próximo, começou a 23 deste mês e, até ao momento, registaram-se incidentes em Viqueque, na quarta e quinta-feira, contra apoiantes da campanha de José Ramos-Horta e, na terça-feira, foram lançadas pedras contra a coluna de veículos de campanha da Fretilin em que seguiam o candidato Francisco Guterres "Lu Olo" e o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri.

Também terça-feira, a sede da Fretilin na vila de Liquiçá, a 34 quilómetros de Díli, foi apedrejada mas não se registaram feridos.

A CNE foi notificada das ocorrências mas, apesar destes dois incidentes, o padre Martinho Gusmão disse que o processo eleitoral não está posto em causa.

"Não podemos dramatizar. Lamentados o que aconteceu, mas estes casos não vão impedir todo o processo", afirmou o porta-voz da CNE.

Apesar dos dois incidentes registados em Viqueque e Liquiçá não impedirem a continuação do processo eleitoral a CNE vai apelar aos oito candidatos presidenciais para que controlem os seus apoiantes.

"Vamos mandar uma carta de repreensão a todos os candidatos para tomarem conta dos seus apoiantes, para que não se repitam os incidentes que aconteceram esta semana", adiantou à Lusa o porta-voz da CNE.

De acordo com Dionísio Soares, porta-voz de campanha de José Ramos-Horta, as vítimas do ataque são oriundas de uma povoação da zona de Viqueque e ainda não regressaram a casa. "Nós já mandamos uma informação para a CNE e já contactamos a polícia, que mandou homens do Bangladesh (UNPOL) para ver se estas pessoas podem regressar amanhã (sábado) às suas casas em segurança", disse à Lusa Dionísio Soares, acrescentando que os atacantes não foram identificados. "Não quero acusar ninguém porque, primeiro, tem de ser tudo verificado", disse o porta-voz da campanha de José Ramos-Horta.

Quinta-feira, em Díli, Finn Reske-Nielsen, vice-representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, declarou que o recenseamento eleitoral "superou as expectativas", ao registarem-se mais de 500.000 eleitores, embora o número final oficial de votantes das presidenciais ainda não tenha sido divulgado. Finn Reske-Nielsen e o chefe da missão internacional (UNMIT), Atul Khare, referiram que o processo eleitoral não está posto em causa por questões logísticas, de segurança ou legislativas.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), com o apoio da UNMIT, identificou e avaliou 504 mesas de voto nos 13 distritos e concluiu que 71 seriam de acesso muito difícil e 34 não podem ser atingidas por terra.

Nos próximos dias, a UNMIT apoiará a entrega de material eleitoral nos distritos, incluindo as áreas menos acessíveis, com quatro helicópteros, estafetas e cavalo.

As eleições vão ser acompanhadas por mais de mil observadores timorenses e por cerca de 100 observadores internacionais, cuja formação é assegurada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"Não haverá mais governo da Fretilin" - "Lasama" de Araújo

Pedro Rosa Mendes (texto) e António Cotrim (fotos), da Agência Lusa


Manatuto, Timor-Leste, 30 Mar (Lusa) - Fernando "Lasama" de Araújo afirmou hoje à Agência Lusa que "não haverá mais um governo de Mari Alkatiri, nem mais um Parlamento de "Lu Olo"" em Timor-Leste, defendendo que a campanha para as eleições legislativas "já começou".

"O que eu digo aos meus simpatizantes é que, depois das eleições presidenciais, haverá eleições gerais (legislativas, ainda sem data marcada) e que teremos de imediato uma reforma política", afirmou o presidente do Partido Democrático (PD) de Timor-Leste.
A campanha de Fernando "Lasama" de Araújo, o oitavo candidato nos boletins de voto às presidenciais de 09 de Abril, passou hoje em Manatuto, cerca de 60 quilómetros a leste de Díli.
Segundo observadores eleitorais e elementos das forças policiais ouvidos pela Lusa no local, "Lasama" foi, "sem qualquer dúvida, quem mobilizou mais pessoas até agora" entre os candidatos que passaram por Manatuto.
Francisco Guterres "Lu Olo", candidato da Fretilin, João Carrascalão, Lúcia Lobato e Francisco Xavier do Amaral realizaram acções de campanha em Manatuto, a região onde nasceu Xanana Gusmão, o Presidente cessante de Timor-Leste.
José Ramos-Horta, que abandonou o cargo de primeiro-ministro para se candidatar às presidenciais, teve uma acção de campanha agendada para a vila, mas acabou por realizá-la noutra localidade.
O presidente do PD disse estar "emocionado" com a organização do comício e com a resposta da população, que acorreu ao campo de futebol de Manatuto - "entre 700 a mil pessoas", segundo um polícia internacional.
Fernando "Lasama" de Araújo era secretário-geral da RENETIL, o organismo juvenil da Resistência timorense, quando foi preso durante a ocupação indonésia, em 1991.
O líder da RENETIL passou seis anos e quatro meses na cadeia de Cipinang, Jacarta, a mesma onde esteve Xanana Gusmão.
"Foi nos anos de Cipinang que aprendi com Xanana e com outros prisioneiros políticos. A minha formação política vem de Cipinang", disse.
De qualquer forma, se for eleito para a chefia do Estado, Fernando "Lasama" de Araújo referiu que será um Presidente diferente de Xanana Gusmão.
"Xanana trabalhou com este Parlamento e com este Governo", explicou. "E não haverá mais um governo de Mari Alkatiri, nem mais um Parlamento de "Lu Olo"".
Sobre o Congresso Nacional da Reconstrução de Timor (CNRT), o novo partido apoiado por Xanana Gusmão, o líder do PD disse que não é adversário à altura porque "só tem a figura" do Presidente cessante.
"No PD, não temos figuras mas temos equipa e a equipa é muito sólida. Resulta de um trabalho de seis anos, que já se vê nesta campanha presidencial. Acredito que a Fretilin já não vai ganhar", afirmou o presidente do PD.
"Este povo acompanhou a situação durante cinco anos e sabe quais são as fraquezas da Fretilin e quem são as pessoas que lá estão", acrescentou o candidato.
Fernando "Lasama" de Araújo nasceu em 1963 em Manutasi, Ainaro. A sua biografia de campanha refere que, "quando tinha 12 anos, testemunhou o massacre de 18 familiares pelo Exército indonésio". Terá sido esse o momento que determinou o seu empenhamento nas estruturas juvenis e clandestinas da Resistência.
Lusa/Fim

quinta-feira, 29 de março de 2007

Fretelin 7000, os mesmos numeros nos comicios

Sao os mesmos que vao de comicio a comicio. Os mesmos carros, as mesmas pessoas mais os curiosos no local.
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta quer que tropas Australianas fiquem no país durante cinco anos

A fazer campanha para as eleições presidenciais, o Sr Ramos Horta pediu a presença a longo-prazo da ONU e das forças de segurança Australianas.

"Se for o presidente deste país, quero que a ONU fique cá cinco anos," disse na cidade de Ermera no Sábado. "Quero que as tropas Australianas fiquem cinco anos."

O Ministro da Defesa Brendan Nelson disse que o Governo não estabelecerá datas-limite para a retirada das forças Australianas.

"Nu sa nia lae ba sai Presidente Australia nian? Nia hakarak ema sira nee (Tropa AUS.) hanorin nia ukun tan nia lae iha kapacidade karik? Ministro maka kolia ona hanesan nee, sai Presidente kala fa'an Timor at liu tan." falou um velho a sua filha durante o comicio .
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta quer que tropas Australianas fiquem no país durante cinco anos

A fazer campanha para as eleições presidenciais, o Sr Ramos Horta pediu a presença a longo-prazo da ONU e das forças de segurança Australianas.

"Se for o presidente deste país, quero que a ONU fique cá cinco anos," disse na cidade de Ermera no Sábado. "Quero que as tropas Australianas fiquem cinco anos."

O Ministro da Defesa Brendan Nelson disse que o Governo não estabelecerá datas-limite para a retirada das forças Australianas.

"Nu sa nia lae ba sai Presidente Australia nian? Nia hakarak ema sira nee (Tropa AUS.) hanorin nia ukun tan nia lae iha kapacidade karik? Ministro maka kolia ona hanesan nee, sai Presidente kala fa'an Timor at liu tan." falou um velho a sua filha durante o comicio .

quarta-feira, 28 de março de 2007

Aussie soldiers accused over Timor church vandalism




A Timor priest has accused Australian troops of destroying property in a raid on a church during a search for fugitive rebel leader Alfredo Reinado.

Fr Heremenio Gonsalves told reporters that in the early hours of 23 March, fully armed Australian soldiers kicked the backdoor and forcedly entered his church.

"They thought we had hidden the rebel leader there," Fr Gonsalves said.

The priest was not sure of the number of Australian soldiers who raided the church. "I just heard their shouts saying that Alfredo is inside the church, to hunt for him inside the church," he recalled.

Alfredo Alves Reinado, who led a revolt that plunged Timor Leste into chaos last April, has evaded capture by the Australian-led international peacekeeping force in Timor Leste. He has been a fugitive since he escaped from a Dili jail in August along with 50 other inmates.

Fr Gonsalves suspects the Australian soldiers thought Reinado was hiding in the church because many journalists covering the presidential election campaign stopped there the previous day on their way to Suai. The election is scheduled for 9 April.

"The Australian soldiers might have thought the journalists came to interview Reinado," Fr Gonsalves said, questioning how the Australian soldiers could even think the Catholic Church would harbour a fugitive in a place of worship.

"It is not proper," he said of the Australian soldiers' action, urging them to respect and not destroy places of worship in performing their duty.

The priest said he would ask President Xanana Gusmao and Prime Minister Jose Ramos-Horta to look into the incident.

He said he would also ask Bishops Alberto Ricardo da Silva of Dili and Basilio do Nascimento of Baucau, whose dioceses cover the country, to tell the Australian soldiers not to storm into his church again.

Fr Gonsalves said Indonesian troops during the occupation were not "rude like the bule (white) soldiers, who entered the church kicking and destroying the house of worship."

EAST TIMOR Australian Peacekeeping Soldiers Vandalize Church


AILEU, East Timor (UCAN) -- A priest in Timor Leste (East Timor) has accused Australian troops of forcing their way into his church building and destroying some property in their search for a rebel leader.

"About 2 a.m. of March 23, fully armed Australian soldiers came here when the electricity was off. They went around the church, kicked the backdoor and forcedly entered. They thought we had hidden the rebel leader there," Father Heremenio Gonsalves said on March 23. He spoke to reporters from UCA News and other media organizations at his residence in the Sts. Peter and Paul Church compound in Aileu, just southwest of Dili.

The soldiers ruined the church door and also destroyed property as they ransacked an adjoining guest room under the same roof as the church, Father Gonsalves explained.

The priest was not sure of the number of Australian soldiers who raided the church. "I just heard their shouts saying that Alfredo is inside the church, to hunt for him inside the church," the priest recounted.

Alfredo Alves Reinado, who led a revolt that plunged Timor Leste into chaos last April, has evaded capture by the Australian-led international peacekeeping force in Timor Leste. He has been a fugitive since he escaped from a Dili jail in August along with 50 other inmates.

Father Gonsalves suspects the Australian soldiers thought Reinado was hiding in the church because many journalists covering the presidential election campaign stopped there the previous day on their way to Suai. The election is scheduled for April 9.

"The Australian soldiers might have thought the journalists came to interview Reinado," Father Gonsalves said, questioning how the Australian soldiers could even think the Catholic Church would harbor a fugitive in a place of worship.

"It is not proper," he said of the Australian soldiers' action, urging them to respect and not destroy places of worship in performing their duty.

The priest said he would ask President Alexandre "Xanana" Gusmao and Prime Minister Jose Ramos-Horta to look into the incident. He said he would also ask Bishops Alberto Ricardo da Silva of Dili and Basilio do Nascimento of Baucau, whose dioceses cover the country, to tell the Australian soldiers not to storm into his church again.

The mutiny in April 2006 led to months of arson, looting and gang violence, pitting locals from eastern and western parts of the country against one another. At least 20 people died and 100,000 were displaced. Since then, international peacekeepers from Australia, Malaysia, New Zealand and Portugal have been stationed in the country.

On March 4, hundreds of young men blocked roads ion the Dili area and burned tires in support of Reinado. This came after a predawn raid on the rebel leader's hideout by international troops, who failed to capture Reinado.

Timor Leste, where Catholics form 96 percent of about 1 million people, has faced decades of violence, especially under Indonesian occupation from 1975 to 1999. It became a fully independent nation in 2002 after a couple of years under the United Nations Transitional Administration in East Timor.

Father Gonsalves said Indonesian troops during the occupation were not "rude like the bule (white) soldiers, who entered the church kicking and destroying the house of worship."

EAST TIMOR Church Urges Conscientious Voting As Presidential Campaign Begins

DILI (UCAN) -- Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili has urged laypeople to take seriously their role in Timor Leste's first presidential election as an independent country.

"I'm encouraging you to participate and choose the right person for our president. We have been experiencing a very bitter life, and you have also seen how this current government runs the country. So don't make another mistake by choosing the wrong leader," Bishop da Silva said in a letter read in churches on March 25.

The bishop also urged people in this predominantly Catholic country to carefully study manifestoes put forward by the candidates. He reminded them of how they have faced poverty and violence. "We want to see people living in peace in their own homes, not in refugee tents where they are unsafe and susceptible to illness and death," Bishop da Silva said in his letter.

Campaigning for the April 9 presidential election kicked off on March 23. Eight candidates are in the running to succeed President Alexandre "Xanana" Gusmao, who is not running for a second five-year term.

Among frontrunners are Prime Minister Jose Ramos-Horta, Fernando Lasama from the Democratic Party and Francisco Lu Olo from Fretilin, the country's largest political party. Campaigning is scheduled to end April 4.

Ramos-Horta, considered the most popular candidate, shared the 1996 Nobel Peace Prize with Bishop Carlos Filipe Ximenes Belo, then apostolic administrator of Dili. Though a Fretilin founder, he is now an independent.

In June 2006, he resigned as foreign minister in protest following months of violence in Dili. The rioting began after then-prime minister Mari Alkatiri dismissed 600 of the army's 1,400 members for protesting alleged discrimination. Alkatiri was forced to resign that same month, and Ramos-Horta took over as prime minister. At least 20 people died and 100,000 were displaced in the violence.

In a recent campaign speech in Dili, Ramos-Horta told a gathering of approximately 4,000 people: "If I'm elected as president of this country, I will work together with the Church to solve this crisis." He said he would bolster Church-State cooperation to develop the country, because Timor Leste (East Timor) has a "Catholic culture" and the Church has a "strong influence on the people."

Lasama, also in a campaign speech in Dili, promised an estimated 2,500 people that he would be strict on law enforcement if elected and would make the country prosperous for all its people.

NGO worker Antonio Soares told UCA News the coming election is "very important" because the current government has "failed" to solve the country's current crisis.

Father Ermelindo Soares, in charge of Comoro parish in Dili, told UCA News on March 27 that Bishop da Silva and Bishop Basilio do Nascimento of Baucau, who heads the other diocese in the country, have directed priests not to be involved in politics. "I am conscious that our role is to guide people in spiritual and social matters, not in politics," he added.

Nuns too have been instructed not to get involved in politics, according to Sister Carminda de Jesus, a nurse at Motael Clinic in Dili. "What we can do is to encourage people to vote, but we do not tell people which leader to choose," she told UCA News. Nonetheless, she insisted that nuns and priests have a duty to denounce injustice, especially against poor people.

In addition to the presidential election, East Timor is scheduled to hold a parliamentary election in the middle of the year, also its first as an independent nation. The current government was elected in U.N.-supervised elections on Aug. 30, 2001. Gusmao was elected in a U.N.-supervised presidential election on April 14, 2002, just weeks before East Timor achieved full independence on May 20 that year.

terça-feira, 27 de março de 2007

Timor: Xanana vai integrar um novo partido

26-03-2007

Xanana Gusmão disse hoje em Díli que vai integrar o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), que se apresentará às eleições legislativas deste ano, mas só depois de terminado o mandato como Presidente da República, a 19 de Maio.

"Vieram com uma petição para eu aceitar fazer parte do partido que eles vão criar. Em princípio, enquanto Presidente, ainda não posso. Mas vou deixar de o ser em breve. Depois de deixar de ser Presidente, vou juntar-me a eles para tentar dar uma nova direcção ao país e ao povo", disse Xanana Gusmão durante a entrega de uma petição daquele partido, no Palácio das Cinzas, em Díli.

O actual chefe de Estado recebeu hoje 6.500 assinaturas de peticionários que apelam ao actual Presidente para que se junte ao CNRT, que será quarta-feira formalizado como partido político e que vai concorrer às legislativas de 2007, ainda sem data marcada.

"Se tudo estiver preparado, eles vão criar um partido e vou juntar-me depois de sair (do cargo) de Presidente", disse Xanana Gusmão à Agência Lusa, no final de uma cerimónia que juntou cerca de uma centena de pessoas no jardim do Palácio das Cinzas, acto que se prolongou durante hora e meia e que incluiu danças tradicionais timorenses.

Xanana Gusmão, ao lado de Mau Honu, antigo comandante das Forças Armadas de Libertação de Timor-Leste (FALINTIL), aceitou as caixas com a petição e as fotocópias dos documentos de identidade de cada um dos 6.500 signatários.

De acordo com Eduardo Barreto, coordenador do CNRT, a entrega das petições foi a primeira fase para a criação do novo partido que prepara para terça-feira a conferência nacional.

"Vamos fazer uma reunião nacional para aprovar o nosso estatuto, programa político, bandeira e hino e, depois disto tudo, vamos registar o partido no Tribunal, na quarta-feira", disse Eduardo Barreto, em declarações à Lusa.

Segundo o mesmo coordenador, o congresso nacional do partido vai realizar-se durante o mês de Abril e, em Maio, Xanana Gusmão vai tomar posse como líder do CNRT.

"Depois de tudo aprovado, o Presidente Xanana, que termina o mandato a 19 de Maio, vai liderar, como candidato, o nosso partido", adiantou Eduardo Barreto.

Os estatutos do CNRT, a que Lusa teve acesso, e que têm como lema, "Libertada a Pátria, Libertemos o Povo!", referem que o partido pretende "responder às aspirações profundas de um povo que sofreu durante 24 anos e que, conquistada a independência, continua a sofrer da miséria e sem esperança no futuro".

No preâmbulo dos estatutos lê-se que o partido tem como objectivo "responder à necessidade de inculcar uma cultura democrática nas comunidades, uma cultura de transparência e de responsabilização nas instituições do Estado e uma cultura de justiça, credível, independente e imparcial no sistema judicial timorense".

O documento refere igualmente que "os primeiros quadros do partido são todos aqueles que participam na 1ª Conferência Extraordinária para o registo do CNRT" e que compete ao presidente, vice-presidente e secretário-geral do partido propor ao Conselho Nacional "os candidatos a cargos políticos no Governo".

Os estatutos abrem expressamente a possibilidade de esses cargos serem ocupados por pessoas que não sejam filiados no CNRT.

Os titulares de cargos escolhidos pelo CNRT vão assinar um compromisso de honra, em que assumem "os princípios e o programa do partido" e em que fazem uma lista de bens e de fontes de receita.

Os estatutos do CNRT prevêem também a criação de estruturas de representação dos veteranos da Resistência, da Juventude, das mulheres e das associações profissionais.

O CNRT tem como símbolo "o mapa do país, com uma casa tradicional na capital, traduzindo a identidade nacional e o espírito de "Uma Pátria, Um Povo"", disse à Lusa Duarte Nunes, secretário da Comissão Organizadora do novo CNRT, que explicou que a bandeira do partido tem três cores.

"A faixa superior é da cor azul, simbolizando os valores morais, éticos e humanos que devem orientar a sociedade timorense. A faixa central é da cor branca, simbolizando os princípios democráticos de tolerância política, de reconciliação e de unidade nacional. A faixa inferior é da cor verde, simbolizando a esperança por uma vida sempre melhor, a produtividade do cidadão, num meio ambiente que deve ser protegido".

Xanana lidera novo partido

2007-03-26

O Presidente cessante de Timor-Leste, Xanana Gusmão,de 60 anos, confirmou ontem que vai prosseguir a sua vida política num novo partido agora em formação e que se designará Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor (CNRT).
“Uma vez que deixo de ser Presidente, junto-me a vós no novo partido”, disse Xanana, ao receber uma delegação de uma centena de pessoas que lhe foram pedir para assumir a liderança do grupo, conforme noticiou a AFP.
A criação do CNRT suscitou grande polémica em Díli, por retomar o acrónimo do velho Conselho Nacional da Resistência Timorense, que reunia todos os que estavam contra a ocupação indonésia e desejavam a independência.
“Trata-se de uma tentativa oportunista”, considerou num comunicado o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, partido cujo presidente, Francisco Guterres, “Lu-Olo”, concorre actualmente à suprema magistratura, numas eleições cuja primeira volta é a 9 de Abril.
Nas presidenciais, Xanana apoia o independente José Ramos-Horta, que o ano passado substituiu Alkatiri à frente do Governo. E só nas legislativas, alguns meses depois, é que o CNRT deverá testar a sua força, frente à Fretilin, a frente histórica que o ainda Chefe de Estado liderou de 1978 a 1988, tendo-se depois distanciado dela. J.H. 27 de Março de 2007

Timor Leste: Líder rebelde timorense pede voto para candidatos presidenciais


Dili, 26/03 - Alfredo Reinado, o ex-militar que pegou em armas no ano passado, pediu aos timorenses que votem em quatro candidatos nas eleições presidenciais de 9 de abril e que não elejam os dois candidatos com mais possibilidades, o actual primeiro-ministro, José Ramos Horta, e Francisco Guterres.


Em comunicado divulgado domingo, Reinado disse que os únicos que podem levar o país pelo caminho do progresso e da democracia são Fernando de Araújo, do Partido Democrata, Xavier do Amaral, da Associação Social Democrática Timorense, Lucia Lobato, do Partido Social Democrático, e o independente João Carrascalão.

Reinado disse que Ramos Horta e Guterres têm as mãos manchadas de sangue e que são inspirados pela repressão comunista totalitária.

Guterres é um dos líderes do Fretilin, partido de esquerda que levantou a bandeira da luta pela independência e que tem maioria no Parlamento. O partido foi acusado de totalitária pela Igreja Católica no ano passado, quando um protesto de militares e policiais expulsos levou a uma onda de violência que deixou o país à beira da guerra civil.

A crise provocou a renúncia do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, e sua substituição por Ramos Horta, que se apresenta como independente às eleições presidenciais.

Um dos protagonistas da crise foi Reinado, que, após liderar os protestos, foi detido por posse de armas e depois fugiu da prisão.

Após sua recomendação de voto, Reinado assegurou que não é uma ameaça para o processo eleitoral e confiou em que "Jesus Cristo e Deus fornecerão uma solução" para o país.

O ex-militar esteve prestes a ser detido no início do mês pelas forças internacionais, lideradas pela Austrália, que operam no Timor desde a crise de meados de 2006