Nova Iorque, Nações Unidas, 18 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai voltar a discutir a situação em Timor-Leste na quinta-feira, disseram fontes da organização.
A reunião tem como objectivo essencial debater uma proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon para a prorrogação do mandato da missão da ONU em Timor, UNMIT, por mais um ano.
O mandato da UNMIT termina no fim do mês.
O relatório de Ban Ki-moon foi elaborado e entregue ao Conselho de Segurança das Naçoes Unidas antes da última crise no país causada pelas tentativas de assassínio do Presidente José Ramos-Horta e do primeiro-ministro Xanana Gusmão.
Contudo, as fontes na ONU disseram à Lusa que o representante do secretário-geral em Timor deverá estar presente à reunião para informar o Conselho de Segurança sobre os últimos desenvolvimentos no território além de prestar esclarecimentos sobre o relatorio de Ban Ki-moon.
Citando a "fragilidade" da situação em Timor-Leste, o secretário-geral da ONU propôs a extensão do mandato da missão da UNMIT no país, por mais um ano.
O documento sublinhou em particular a incapacidade de a polícia de Timor-Leste assumir responsabilidades pela segurança do pais.
O relatório está em parte ultrapassado pelos últimos acontecimentos pois Ban Ki-moon tinha escrito que a situação de segurança havia melhorado através do pais "sem grandes incidentes de segurança ou de violência".
No entanto, "diferenças persistentes e e falta de cooperação entre alguns dirigentes políticos e partidos impediu o consenso em se resolver algumas questões-chave" como a questão dos cerca de 100.000 deslocados internos.
Ban aludiu também a problemas entre a polícia timorense e as forças policiais da ONU afirmando que agentes da polícia timorense têm "resistido" a ser supervisionados e aconselhados pela polícia da UNMIT, "por se considerarem prontos a assumir maiores responsabildiades operacionais".
O secretário-geral da ONU disse que vários dirigentes timorenses tinham tambem manifestado "preocupações" sobre o ritmo lento de "certifcação" de agentes da polícia timorenses e de entrega de responsabilidades à policia nacional.
Não obstante, Ban Ki-moon indica que a polícia de Timor-Leste está longe de estar pronta a assumir grandes responsabilidades.
A polícia é uma das "instituições mais críticas" para Timor-Leste, que "precisa de ajuda sustentável", requerendo ainda "mais treino, desenvolvimento institucional e maiores capacidades para estar em posição de assumir responsabildades totais para fazer face a potenciais situações de segurança voláteis".
Ban Ki-moon faz notar que, em Timor-Leste, agentes da força polical da ONU "continuam a ser necessários para responder a lutas entre grupos e da istúrbios públicos".
"A ocorrência diária de distúrbios públicos faz sublinhar a necessidade da continuação da presença policial da UNMIT para levar a cabo interinamente a aplicação da lei até a força policial nacional estar totalmente reconstruída," afirma o documento.
Ban Ki-moon propõe de seguida a extensão do mandato da UNMIT "por mais 12 meses na sua actual força e composição".
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Timor-Leste: Assessora jurídica de Alfredo Reinado libertada com Termo de Identidade e Residência
Díli, 18 Fev (Lusa) - A assessora jurídica de Alfredo Reinado, Angela Pires, foi hoje libertada com Termo de Identidade e Residência (TIR) depois de ter passado uma noite detida e ter sido ouvida pelo Ministério Público de Timor-Leste, disse à agência Lusa fonte judicial.
Angela Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório no Ministério Público no domingo à tarde, constituída arguida e ficou detida no âmbito do processo "Reinado" que corre no Tribunal de Timor-Leste, tendo hoje sido libertada com termo de identidade e residência após ter sido ouvida pelo juiz.
Apesar de se intitular assessora jurídica, fontes em Díli sustentam que Angie Pires frequenta ainda o primeiro ano do curso de Direito de uma universidade local.
O Procurador Longuinhos Monteiro, que no domingo confirmara apenas a detenção de uma pessoa, terá ouvido pelo menos quatro pessoas entre domingo e segunda-feira mas segundo fontes judiciais contactadas pela agência Lusa apenas Angie Pires ficou detida (no domingo).
Ao longo dos próximos dias espera-se que o Ministério Público timorense prossiga interrogatórios a várias pessoas cuja identidade se desconhece mas que já terão sido notificadas pelo menos como testemunhas no processo Alfredo Reinado.
O nome de Angela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na última quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado" - todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado, ex-comandante da polícia timorense, liderou há uma semana um ataque à residência particular do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, em Díli, e acabou por ser morto pela segurança presidencial juntamente com um dos seus seguidores, Leopoldino, enquanto Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, chefiou, no mesmo dia, o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
Angela Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório no Ministério Público no domingo à tarde, constituída arguida e ficou detida no âmbito do processo "Reinado" que corre no Tribunal de Timor-Leste, tendo hoje sido libertada com termo de identidade e residência após ter sido ouvida pelo juiz.
Apesar de se intitular assessora jurídica, fontes em Díli sustentam que Angie Pires frequenta ainda o primeiro ano do curso de Direito de uma universidade local.
O Procurador Longuinhos Monteiro, que no domingo confirmara apenas a detenção de uma pessoa, terá ouvido pelo menos quatro pessoas entre domingo e segunda-feira mas segundo fontes judiciais contactadas pela agência Lusa apenas Angie Pires ficou detida (no domingo).
Ao longo dos próximos dias espera-se que o Ministério Público timorense prossiga interrogatórios a várias pessoas cuja identidade se desconhece mas que já terão sido notificadas pelo menos como testemunhas no processo Alfredo Reinado.
O nome de Angela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na última quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado" - todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado, ex-comandante da polícia timorense, liderou há uma semana um ataque à residência particular do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, em Díli, e acabou por ser morto pela segurança presidencial juntamente com um dos seus seguidores, Leopoldino, enquanto Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, chefiou, no mesmo dia, o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
Timor Leste: Lasama Araújo fixa prazo de um mês para apanhar rebeldes timorenses
PATRÍCIA VIEGAS
Fernando "Lasama" Araújo fixou o prazo de um mês para apanhar os rebeldes que tentaram matar José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
O presidente interino de Timor- -Leste, citado pela ABC News, garantiu que o tempo do diálogo terminou. E, segundo a Lusa, anunciou que peritos do FBI chegam hoje a Díli para ajudar a procuradoria timorense na investigação dos atentados.
Estes tiveram como alvo os chefes do Estado e do Governo timorenses. José Ramos-Horta foi baleado duas vezes nas costas e é hoje submetido a uma quinta cirurgia em Darwin. Xanana Gusmão escapou ileso.
"Os peritos são necessários para efectuar uma investigação profunda", disse Araújo, que ainda não tem definida a forma como as forças portuguesas de investigação da GNR integrarão a equipa de investigação.
"Espero que não os matem", disse o também líder do Parlamento, garantindo que Gastão Salsinha e os seus homens serão alvo de um julgamento e de uma investigação justos.
Salsinha assumiu-se como líder dos rebeldes depois de o major Alfredo Reinado ter sido abatido a tiro na casa de José Ramos-Horta no dia em que ocorreram os atentados. Mas negou ter participado em qualquer tentativa para matar Xanana.
No dia do ataque, o dia 10, o primeiro-ministro timorense terá pedido a ajuda de um helicóptero das forças australianas no terreno, mas não obteve qualquer resposta, segundo indicou o Sydney Morning Herald.
O jornal cita um conselheiro de Xanana, Joaquim Fonseca, que grante que o líder histórico timorense e o seu motorista tiveram, então, de fugir para o mato e apanhar um dos muitos autocarros locais. A informação não foi, porém, confirmada.
Enquanto decorre a caça ao homem em Timor-Leste, sabe-se agora que José Ramos-Horta pretendia antecipar eleições para 2009, bem como amnistiar os rebeldes. A assessora de Reinado, Angelita Pires, foi entretanto libertada sob termo de entidade e residência.
Fernando "Lasama" Araújo fixou o prazo de um mês para apanhar os rebeldes que tentaram matar José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
O presidente interino de Timor- -Leste, citado pela ABC News, garantiu que o tempo do diálogo terminou. E, segundo a Lusa, anunciou que peritos do FBI chegam hoje a Díli para ajudar a procuradoria timorense na investigação dos atentados.
Estes tiveram como alvo os chefes do Estado e do Governo timorenses. José Ramos-Horta foi baleado duas vezes nas costas e é hoje submetido a uma quinta cirurgia em Darwin. Xanana Gusmão escapou ileso.
"Os peritos são necessários para efectuar uma investigação profunda", disse Araújo, que ainda não tem definida a forma como as forças portuguesas de investigação da GNR integrarão a equipa de investigação.
"Espero que não os matem", disse o também líder do Parlamento, garantindo que Gastão Salsinha e os seus homens serão alvo de um julgamento e de uma investigação justos.
Salsinha assumiu-se como líder dos rebeldes depois de o major Alfredo Reinado ter sido abatido a tiro na casa de José Ramos-Horta no dia em que ocorreram os atentados. Mas negou ter participado em qualquer tentativa para matar Xanana.
No dia do ataque, o dia 10, o primeiro-ministro timorense terá pedido a ajuda de um helicóptero das forças australianas no terreno, mas não obteve qualquer resposta, segundo indicou o Sydney Morning Herald.
O jornal cita um conselheiro de Xanana, Joaquim Fonseca, que grante que o líder histórico timorense e o seu motorista tiveram, então, de fugir para o mato e apanhar um dos muitos autocarros locais. A informação não foi, porém, confirmada.
Enquanto decorre a caça ao homem em Timor-Leste, sabe-se agora que José Ramos-Horta pretendia antecipar eleições para 2009, bem como amnistiar os rebeldes. A assessora de Reinado, Angelita Pires, foi entretanto libertada sob termo de entidade e residência.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Presidente interino do Timor Leste anuncia chegada de FBI
Dili, 18 fev (Lusa) - O presidente em exercício do Timor Leste, Fernando La Sama de Araújo, anunciou nesta segunda-feira a chegada ao país de oficiais do FBI, na terça, para cooperarem com a Procuradoria-geral da República nas investigações criminais dos atentados ocorridos há uma semana.
La Sama explicou que os “peritos internacionais” vão colaborar com as autoridades de Justiça do Timor Leste na investigação criminal dos ataques da semana passada contra o presidente timorense, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
José Ramos Horta foi baleado e se recupera dos graves ferimentos em um hospital
na Austrália. Já o premiê do país escapou ileso à emboscada.
"Os peritos são necessários para que se possa efetuar uma investigação profunda”, destacou La Sama, explicando que “vão colaborar com a Procuradoria”, e não atuar de forma autônoma.
O presidente interino disse ainda “que não há mais diálogo” com o grupo de rebeldes responsáveis pelos ataques, agora liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha, que chefiou a emboscada a Xanana Gusmão.
O comandante anterior do grupo, o major foragido Alfredo Reinado, morreu no ataque à casa de Ramos Horta.
“O tempo do diálogo passou”, sublinhou La Sama, ao apelar à rendição de todos os membros do grupo, garantindo que os Direitos Humanos “serão respeitados”, que “não haverá torturas” e que o ”julgamento será justo”.
O atual líder timorense acrescentou esperar que as operações de captura, que serão lançadas “em breve”, possam conduzir os suspeitos à Justiça no prazo de um mês, de forma a garantir que o Estado timorense ”não seja afetado na sua credibilidade”. La Sama disse ainda esperar que as buscas não acabem com a morte dos rebeldes.
O presidente timorense em exercício acrescentou que as forças internacionais vão participar disponibilizando meios de ação nas operações de detenção dos rebeldes e explicou que a busca por Gastão Salsinha está relacionada com sua participação nos ataques da última semana, e não por ter liderado os cerca de 600 militares rebeldes que deram origem a um levante em 2006.
La Sama falou aos jornalistas após a chefe do gabinete da Presidência, Natália Carrascalão, ter lido uma nota que divulgava como “grave, mas muito estável” o estado de saúde de Ramos Horta.
La Sama explicou que os “peritos internacionais” vão colaborar com as autoridades de Justiça do Timor Leste na investigação criminal dos ataques da semana passada contra o presidente timorense, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
José Ramos Horta foi baleado e se recupera dos graves ferimentos em um hospital
na Austrália. Já o premiê do país escapou ileso à emboscada.
"Os peritos são necessários para que se possa efetuar uma investigação profunda”, destacou La Sama, explicando que “vão colaborar com a Procuradoria”, e não atuar de forma autônoma.
O presidente interino disse ainda “que não há mais diálogo” com o grupo de rebeldes responsáveis pelos ataques, agora liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha, que chefiou a emboscada a Xanana Gusmão.
O comandante anterior do grupo, o major foragido Alfredo Reinado, morreu no ataque à casa de Ramos Horta.
“O tempo do diálogo passou”, sublinhou La Sama, ao apelar à rendição de todos os membros do grupo, garantindo que os Direitos Humanos “serão respeitados”, que “não haverá torturas” e que o ”julgamento será justo”.
O atual líder timorense acrescentou esperar que as operações de captura, que serão lançadas “em breve”, possam conduzir os suspeitos à Justiça no prazo de um mês, de forma a garantir que o Estado timorense ”não seja afetado na sua credibilidade”. La Sama disse ainda esperar que as buscas não acabem com a morte dos rebeldes.
O presidente timorense em exercício acrescentou que as forças internacionais vão participar disponibilizando meios de ação nas operações de detenção dos rebeldes e explicou que a busca por Gastão Salsinha está relacionada com sua participação nos ataques da última semana, e não por ter liderado os cerca de 600 militares rebeldes que deram origem a um levante em 2006.
La Sama falou aos jornalistas após a chefe do gabinete da Presidência, Natália Carrascalão, ter lido uma nota que divulgava como “grave, mas muito estável” o estado de saúde de Ramos Horta.
Reinado's rebels flouted curfew
Paul Toohey, Dili | February 18, 2008
NINETY of Alfredo Reinado's rebels, most of them armed, broke the East Timor-wide 8pm curfew and entered Dili late on Wednesday night to pay their last respects as their leader and his offsider, Leopoldino Exposto, lay in coffins awaiting burial.
Reinado's adoptive father, Victor Alves, says the men had filed on foot through the backstreets of Dili, under the noses of the Australian-led International Stabilisation Force, Portuguese riot police and East Timorese police.
Mr Alves says they were angry and that night wanted to take revenge on East Timorese F-FDTL army soldiers who had shot and killed Reinado in President Jose Ramos Horta's villa on Monday morning, but he was able to calm them, urging them not to act, out of respect for himself and Reinado.
Mr Ramos Horta is still recovering in Royal Darwin Hospital. He remains sedated and on a ventilator and is likely to undergo further surgery tomorrow. Hospital spokesman Luke Gosling said doctors were pleased with the outcome of the most recent surgery on Friday.
Events surrounding the attempt to assassinate the President are no clearer to authorities, with UN police, sections of the Australian military, the general population and even Mr Ramos Horta's relatives flatly refusing to believe that Reinado went to the President's home to kill him.
Mr Ramos Horta had been in close contact with Reinado over the past two years since he and 500 to 600 western-born soldiers abandoned their posts, angry that their eastern F-FDTL colleagues had received preferential treatment and had fired upon them in 2006 when they marched to protest at their conditions.
The Australian has the names of two more of Reinado's band who were with him last Monday morning.
Mr Alves said: "I spoke to (one of them) and said, 'Why shoot Ramos Horta? He's a good man'.
"He said to me, 'Father, I didn't shoot him. I shot at them (Mr Ramos Horta's own F-FDTL guard) because they had shot Ramos Horta'.
"I said to him, 'I don't believe you. You shot Ramos Horta.' He said he didn't do it. He said when the time came, I could look him in the eye. If I believed he shot Ramos Horta, I could shoot him."
Mystery surrounds how the President was shot in the back when he was walking up the hill into gunfire. The whole thing is taking on grassy knoll dimensions, with Reinado's own men telling Mr Alves that the F-FDTL soldiers shot Mr Ramos Horta from behind while they hid inside the compound.
The Australian travelled to the Ermera district yesterday, west of Dili, Reinado's old stomping ground. The mood is strange. Normally it is one of the first flashpoints for trouble in East Timor but the youth are unusually subdued.
It is not just that there are armed guards and police - the young men have grown up under the rule of the gun and don't show great fear for them.
It is almost as though they are waiting to find out what really happened at the President's villa. One thing they and their Sri Lankan, Bangladeshi and Pakistani UNPOL guards have in common is that no one knows the real story.
Foreign Minister Stephen Smith said yesterday the East Timorese Government might want to rethink its policy of seeking a negotiated settlement with rebel fighters.
"As I said to Foreign Minister Zacharias Da Costa, when I saw him in Darwin during the week, that (policy) is something that the East Timorese Government now may well wish to reflect upon, given what's occurred," Mr Smith told the Ten Network.
The man accused of staging the almost simultaneous ambush on Prime Minister Xanana Gusmao's motorcade, Gastao Salsinha, has strenuously denied any involvement and has also extended an offer to Mr Alves to shoot him if he's lying.
NINETY of Alfredo Reinado's rebels, most of them armed, broke the East Timor-wide 8pm curfew and entered Dili late on Wednesday night to pay their last respects as their leader and his offsider, Leopoldino Exposto, lay in coffins awaiting burial.
Reinado's adoptive father, Victor Alves, says the men had filed on foot through the backstreets of Dili, under the noses of the Australian-led International Stabilisation Force, Portuguese riot police and East Timorese police.
Mr Alves says they were angry and that night wanted to take revenge on East Timorese F-FDTL army soldiers who had shot and killed Reinado in President Jose Ramos Horta's villa on Monday morning, but he was able to calm them, urging them not to act, out of respect for himself and Reinado.
Mr Ramos Horta is still recovering in Royal Darwin Hospital. He remains sedated and on a ventilator and is likely to undergo further surgery tomorrow. Hospital spokesman Luke Gosling said doctors were pleased with the outcome of the most recent surgery on Friday.
Events surrounding the attempt to assassinate the President are no clearer to authorities, with UN police, sections of the Australian military, the general population and even Mr Ramos Horta's relatives flatly refusing to believe that Reinado went to the President's home to kill him.
Mr Ramos Horta had been in close contact with Reinado over the past two years since he and 500 to 600 western-born soldiers abandoned their posts, angry that their eastern F-FDTL colleagues had received preferential treatment and had fired upon them in 2006 when they marched to protest at their conditions.
The Australian has the names of two more of Reinado's band who were with him last Monday morning.
Mr Alves said: "I spoke to (one of them) and said, 'Why shoot Ramos Horta? He's a good man'.
"He said to me, 'Father, I didn't shoot him. I shot at them (Mr Ramos Horta's own F-FDTL guard) because they had shot Ramos Horta'.
"I said to him, 'I don't believe you. You shot Ramos Horta.' He said he didn't do it. He said when the time came, I could look him in the eye. If I believed he shot Ramos Horta, I could shoot him."
Mystery surrounds how the President was shot in the back when he was walking up the hill into gunfire. The whole thing is taking on grassy knoll dimensions, with Reinado's own men telling Mr Alves that the F-FDTL soldiers shot Mr Ramos Horta from behind while they hid inside the compound.
The Australian travelled to the Ermera district yesterday, west of Dili, Reinado's old stomping ground. The mood is strange. Normally it is one of the first flashpoints for trouble in East Timor but the youth are unusually subdued.
It is not just that there are armed guards and police - the young men have grown up under the rule of the gun and don't show great fear for them.
It is almost as though they are waiting to find out what really happened at the President's villa. One thing they and their Sri Lankan, Bangladeshi and Pakistani UNPOL guards have in common is that no one knows the real story.
Foreign Minister Stephen Smith said yesterday the East Timorese Government might want to rethink its policy of seeking a negotiated settlement with rebel fighters.
"As I said to Foreign Minister Zacharias Da Costa, when I saw him in Darwin during the week, that (policy) is something that the East Timorese Government now may well wish to reflect upon, given what's occurred," Mr Smith told the Ten Network.
The man accused of staging the almost simultaneous ambush on Prime Minister Xanana Gusmao's motorcade, Gastao Salsinha, has strenuously denied any involvement and has also extended an offer to Mr Alves to shoot him if he's lying.
Assessora jurídica de Alfredo Reinado é detida no Timor
Dili, 17 fev (Lusa) - A assessora legal do major rebelde Alfredo Reinado, Angela Pires, foi detida neste domingo por ordem do Ministério Público do Timor Leste e é acusada no processo que envolvia o ex-militar, morto há uma semana no ataque a residência do presidente José Ramos Horta.
Fonte judicial disse à Agência Lusa que Angie Pires, como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde deste domingo (hora local), declarada suspeita e acabou ficando presa.
O nome de Ângela Pires não constava na lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na quinta-feira pelo juiz do processo, que eram destinados a militares e policiais envolvidos no levante de 2006.
Angie Pires é prima da ministra das Finanças do governo timorense, Emilia Pires.
Neste domingo, o Conselho de Ministros do Timor Leste encarregou as Forças Armadas e a polícia do país das operações de busca e detenção do grupo rebelde que efetuou os ataques contra as lideranças timorenses, agora liderado por Gastão Salsinha.
Alfredo Reinado liderou na última segunda-feira (noite de domingo dia 10 no Brasil) um ataque à residência do presidente José Ramos Horta em Dili, no qual foi morto. Já Gastão Salsinha, que assumiu o posto de líder do grupo rebelde deixado por Reinado, orientou o ataque à comitiva do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e está foragido.
Na seqüência do ataque à sua casa, José Ramos Horta ficou gravemente ferido e está internado em um hospital na Austrália.
Fonte judicial disse à Agência Lusa que Angie Pires, como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde deste domingo (hora local), declarada suspeita e acabou ficando presa.
O nome de Ângela Pires não constava na lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na quinta-feira pelo juiz do processo, que eram destinados a militares e policiais envolvidos no levante de 2006.
Angie Pires é prima da ministra das Finanças do governo timorense, Emilia Pires.
Neste domingo, o Conselho de Ministros do Timor Leste encarregou as Forças Armadas e a polícia do país das operações de busca e detenção do grupo rebelde que efetuou os ataques contra as lideranças timorenses, agora liderado por Gastão Salsinha.
Alfredo Reinado liderou na última segunda-feira (noite de domingo dia 10 no Brasil) um ataque à residência do presidente José Ramos Horta em Dili, no qual foi morto. Já Gastão Salsinha, que assumiu o posto de líder do grupo rebelde deixado por Reinado, orientou o ataque à comitiva do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e está foragido.
Na seqüência do ataque à sua casa, José Ramos Horta ficou gravemente ferido e está internado em um hospital na Austrália.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Timor-Leste: Ramos-Horta deve voltar a ser operado terça-feira - irmã
Lisboa, 17 Fev (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste continua estável, mas deverá ser submetido a uma nova intervenção cirúrgica na terça-feira, disse hoje a irmã de José Ramos-Horta, contactada telefonicamente pela agência Lusa em Darwin, Austrália.
"Os médicos dizem que ele continua na mesma", afirmou Romana Horta.
"De vez em quando abre os olhos", mas continua muito sedado, até porque os médicos não querem que acorde e fique agitado, numa altura em que tem ferimentos internos, explicou a irmã de Ramos-Horta.
Segundo o último boletim do Royal Darwin Hospital, José Ramos-Horta continua em estado grave, sedado e a respirar por um ventilador, mas a recuperar satisfatoriamente.
Na próxima terça-feira à tarde, Ramos-Horta será sujeito a uma nova cirurgia, a quinta desde que foi ferido a tiro em Díli, a qual deverá servir para "tentar tapar o buraco nas costas" causado pelas balas, disse Romana Horta.
Na segunda-feira, Ramos-Horta foi gravemente ferido a tiro na sua residência em Díli, num ataque em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense foi operado de urgência na segunda-feira em Timor-Leste e transferido no mesmo dia para a cidade australiana de Darwin, onde já fez várias intervenções cirúrgicas.
Os médicos australianos têm-se mostrado confiantes na recuperação total de Ramos-Horta, admitindo que venha a ter alta hospital dentro de três semanas e uma recuperação total no prazo de seis meses.
"Os médicos dizem que ele continua na mesma", afirmou Romana Horta.
"De vez em quando abre os olhos", mas continua muito sedado, até porque os médicos não querem que acorde e fique agitado, numa altura em que tem ferimentos internos, explicou a irmã de Ramos-Horta.
Segundo o último boletim do Royal Darwin Hospital, José Ramos-Horta continua em estado grave, sedado e a respirar por um ventilador, mas a recuperar satisfatoriamente.
Na próxima terça-feira à tarde, Ramos-Horta será sujeito a uma nova cirurgia, a quinta desde que foi ferido a tiro em Díli, a qual deverá servir para "tentar tapar o buraco nas costas" causado pelas balas, disse Romana Horta.
Na segunda-feira, Ramos-Horta foi gravemente ferido a tiro na sua residência em Díli, num ataque em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense foi operado de urgência na segunda-feira em Timor-Leste e transferido no mesmo dia para a cidade australiana de Darwin, onde já fez várias intervenções cirúrgicas.
Os médicos australianos têm-se mostrado confiantes na recuperação total de Ramos-Horta, admitindo que venha a ter alta hospital dentro de três semanas e uma recuperação total no prazo de seis meses.
Timor-Leste: Ramos-Horta comunicou ao Governo e a "Lula" da Silva que ia convocar eleições antecipadas
Díli, 17 Fev (Lusa) - José Ramos-Horta pretendia convocar eleições legislativas e presidenciais antecipadas e comunicou essa intenção ao Governo timorense e ao Presidente "Lula" da Silva na sua viagem ao Brasil, disseram hoje à Lusa fontes diplomáticas.
O Presidente da República de Timor-Leste pretendia convocar eleições antecipadas, quer houvesse ou não acordo político entre os partidos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), actualmente no poder, e a Fretilin, partido vencedor das legislativas de 2007 e maior partido da oposição.
Isso mesmo foi transmitido por José Ramos-Horta ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, antes da recente visita oficial do chefe de Estado timorense ao Vaticano e ao Brasil, e também ao presidente "Lula" da Silva.
Fontes diplomáticas brasileiras confirmaram à Lusa que o próprio José Ramos-Horta comentou ao seu homólogo brasileiro, "Lula" da Silva, que tinha planeado convocar eleições antecipadas para 2009.
"Essa conversa foi mantida em Brasília e estavam algumas pessoas presentes, incluindo o embaixador do Brasil em Timor-Leste", disse a fonte diplomática, que solicitou o anonimato.
José Ramos-Horta foi ferido a tiro segunda-feira, num ataque à sua residência em Díli em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense encontra-se hospitalizado em Darwin, norte da Austrália.
Pouco depois do ataque contra a residência do presidente timorense, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência em Balíbar para Díli.
O Presidente da República de Timor-Leste pretendia convocar eleições antecipadas, quer houvesse ou não acordo político entre os partidos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), actualmente no poder, e a Fretilin, partido vencedor das legislativas de 2007 e maior partido da oposição.
Isso mesmo foi transmitido por José Ramos-Horta ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, antes da recente visita oficial do chefe de Estado timorense ao Vaticano e ao Brasil, e também ao presidente "Lula" da Silva.
Fontes diplomáticas brasileiras confirmaram à Lusa que o próprio José Ramos-Horta comentou ao seu homólogo brasileiro, "Lula" da Silva, que tinha planeado convocar eleições antecipadas para 2009.
"Essa conversa foi mantida em Brasília e estavam algumas pessoas presentes, incluindo o embaixador do Brasil em Timor-Leste", disse a fonte diplomática, que solicitou o anonimato.
José Ramos-Horta foi ferido a tiro segunda-feira, num ataque à sua residência em Díli em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense encontra-se hospitalizado em Darwin, norte da Austrália.
Pouco depois do ataque contra a residência do presidente timorense, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência em Balíbar para Díli.
Timor-Leste: Governo entrega às forças timorenses "todas as operações" contra grupo de Salsinha
Díli, 17 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste decidiu hoje que "todas as operações policiais e militares" associadas à perseguição do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha serão conduzidas pelas Forças Armadas e a Polícia Nacional timorenses.
Em Conselho de Ministros, hoje reunido em Díli, foi aprovada uma proposta do primeiro-ministro e ministro da Defesa, Xanana Gusmão, que entrega o controlo das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha a forças de segurança internas.
O comando das operações é, pela mesma decisão, entregue ao Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Ficam, assim, afastadas do controlo das operações as forças internacionais no país, nomeadamente a Polícia das Nações Unidas (UNPol) e as Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Gastão Salsinha liderou segunda-feira uma emboscada à coluna onde seguia o primeiro-ministro, numa estrada de acesso a Díli, hora e meia depois de um ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, liderado pelo major Alfredo Reinado.
O militar fugitivo e um dos seus homens foram mortos no ataque, no qual ficou gravemente ferido o chefe de Estado.
Em Conselho de Ministros, hoje reunido em Díli, foi aprovada uma proposta do primeiro-ministro e ministro da Defesa, Xanana Gusmão, que entrega o controlo das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha a forças de segurança internas.
O comando das operações é, pela mesma decisão, entregue ao Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Ficam, assim, afastadas do controlo das operações as forças internacionais no país, nomeadamente a Polícia das Nações Unidas (UNPol) e as Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Gastão Salsinha liderou segunda-feira uma emboscada à coluna onde seguia o primeiro-ministro, numa estrada de acesso a Díli, hora e meia depois de um ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, liderado pelo major Alfredo Reinado.
O militar fugitivo e um dos seus homens foram mortos no ataque, no qual ficou gravemente ferido o chefe de Estado.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Timor Leste: General timorense confirma operação de 'caça' a rebeldes
16-02-2008 11:50:49
Dili, 16 fev (Lusa) - O general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas timorenses, confirmou neste sábado a realização de uma operação de "caça ao homem" perto de Dili e apelou aos políticos locais "para não se preocuparem com assuntos mesquinhos partidários".
Taur Matan Ruak confirmou que as Falintil - Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL) efetuaram, na quinta-feira, uma operação denominada "Limpeza", de captura do grupo agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, que a Agência Lusa havia noticiado na sexta-feira.
"Foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autônoma das F-FDTL", explicou o general Ruak.
Na segunda-feira (noite de domingo no Brasil), rebeldes atacaram a residência do presidente timorense, José Ramos Horta, a leste de Dili, sob a liderança do major Alfredo Reinado. Pouco depois, a sul da capital, a comitiva onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, foi atacada por um grupo chefiado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
No primeiro ataque, no qual Ramos Horta ficou gravemente ferido, foi morto Alfredo Reinado e um de seus homens. O resto do grupo fugiu "nessa mesma noite para Dare", nas montanhas ao sul de Dili, afirmou o general.
Segundo Taur Matan Ruak, as F-FDTL lançaram a operação de busca na área de Meti-hau e Becora, mas não conseguiram capturar ninguém, porque não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar nas casas.
"Vamos pedir mandados para entrar dentro e no redor das casas", afirmou o general Ruak em entrevista coletiva realizada neste sábado, na Base Naval de Hera, a leste de Dili.
"Alguma coisa não está bem", acrescentou o general Ruak sobre o apoio da população ao grupo, que é agora chefiado pelo líder dos rebeldes das Forças Armadas, o ex-tenente Gastão Salsinha.
"Não prometo apanhar Salsinha, o que estamos fazendo é aplicar um mandado do Ministério Público", explicou Ruak.
"Não lhes peço para se renderem, mas para encontrarem uma solução pacífica para esta situação", respondeu ainda o general, perante a insistência dos jornalistas sobre as regras operacionais das F-FDTL nas buscas dos suspeitos.
O comandante das Forças Armadas timorenses deixou três apelos: aos políticos, aos jovens e à população timorense.
Aos políticos, pediu que "não se preocupassem com assuntos mesquinhos partidários" e que se unam "em torno dos grandes interesses nacionais, a democracia e a liberdade".
Aos jovens, "que podem comprometer o futuro do país", Taur Matan Ruak apelou para que não seguissem figuras que põem em causa a paz e a estabilidade do Timor Leste.
Já à população, Ruak avisou que dar cobertura ao grupo de Gastão Salsinha "não conduzirá a nada e põe em risco a segurança".
"Não é bom fazerem isso. Só contribuem para o agravamento da situação", alertou o militar.
Taur Matan Ruak também se dirigiu aos rebeldes, afirmando para não hesitarem, porque "o Estado está aberto a uma solução"; e ao grupo de Gastão Salsinha, para que "reflita sobre toda a situação e ganhe coragem" para se entregar.
Dili, 16 fev (Lusa) - O general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas timorenses, confirmou neste sábado a realização de uma operação de "caça ao homem" perto de Dili e apelou aos políticos locais "para não se preocuparem com assuntos mesquinhos partidários".
Taur Matan Ruak confirmou que as Falintil - Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL) efetuaram, na quinta-feira, uma operação denominada "Limpeza", de captura do grupo agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, que a Agência Lusa havia noticiado na sexta-feira.
"Foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autônoma das F-FDTL", explicou o general Ruak.
Na segunda-feira (noite de domingo no Brasil), rebeldes atacaram a residência do presidente timorense, José Ramos Horta, a leste de Dili, sob a liderança do major Alfredo Reinado. Pouco depois, a sul da capital, a comitiva onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, foi atacada por um grupo chefiado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
No primeiro ataque, no qual Ramos Horta ficou gravemente ferido, foi morto Alfredo Reinado e um de seus homens. O resto do grupo fugiu "nessa mesma noite para Dare", nas montanhas ao sul de Dili, afirmou o general.
Segundo Taur Matan Ruak, as F-FDTL lançaram a operação de busca na área de Meti-hau e Becora, mas não conseguiram capturar ninguém, porque não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar nas casas.
"Vamos pedir mandados para entrar dentro e no redor das casas", afirmou o general Ruak em entrevista coletiva realizada neste sábado, na Base Naval de Hera, a leste de Dili.
"Alguma coisa não está bem", acrescentou o general Ruak sobre o apoio da população ao grupo, que é agora chefiado pelo líder dos rebeldes das Forças Armadas, o ex-tenente Gastão Salsinha.
"Não prometo apanhar Salsinha, o que estamos fazendo é aplicar um mandado do Ministério Público", explicou Ruak.
"Não lhes peço para se renderem, mas para encontrarem uma solução pacífica para esta situação", respondeu ainda o general, perante a insistência dos jornalistas sobre as regras operacionais das F-FDTL nas buscas dos suspeitos.
O comandante das Forças Armadas timorenses deixou três apelos: aos políticos, aos jovens e à população timorense.
Aos políticos, pediu que "não se preocupassem com assuntos mesquinhos partidários" e que se unam "em torno dos grandes interesses nacionais, a democracia e a liberdade".
Aos jovens, "que podem comprometer o futuro do país", Taur Matan Ruak apelou para que não seguissem figuras que põem em causa a paz e a estabilidade do Timor Leste.
Já à população, Ruak avisou que dar cobertura ao grupo de Gastão Salsinha "não conduzirá a nada e põe em risco a segurança".
"Não é bom fazerem isso. Só contribuem para o agravamento da situação", alertou o militar.
Taur Matan Ruak também se dirigiu aos rebeldes, afirmando para não hesitarem, porque "o Estado está aberto a uma solução"; e ao grupo de Gastão Salsinha, para que "reflita sobre toda a situação e ganhe coragem" para se entregar.
Novo líder rebelde de Timor-Leste diz que não se renderá sem luta

15.02.2008 - 15h42 Lusa
O ex-tenente das forças armadas de Timor-Leste, Gastão Salsinha, autoproclamado novo líder dos rebeldes timorenses, afirmou que está fortemente armado numa casa em Díli e que não se renderá sem luta.
Em declarações ao canal de televisão australiano Channel Nine, divulgadas hoje, Salsinha diz também que o major rebelde Alfredo Reinado foi morto cerca de 25 minutos antes de o Presidente timorense, José Ramos Horta, ter sido baleado no ataque à sua residência, na segunda-feira.
“O meu comandante Alfredo Reinado foi a Metiaut [onde se situa a casa de Ramos-Horta]. Foi primeiro morto pelas F-FDTL [Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste] e cerca de 25 minutos depois o presidente foi baleado”, afirmou.
O tenente Salsinha afirma ter assumido o comando dos rebeldes após a morte de Alfredo Reinado. “Ele era o meu comandante e eu era seu adjunto. Como foi morto, claro que o substituirei”, declarou, frisando que seu objectivo é “lutar por justiça”.
Entrega-se se os seus partidários quiserem
Mas também disse, citado pela agência de notícias australiana AAP, que se os seus adeptos quiserem se entrega ao Governo. Também afirmou que não é “inimigo da Austrália” e que apoia a presença de forças estrangeiras no país, afirmando que estão ali “para ajudar o povo do Timor”.
Sobre os ataques de segunda-feira, Salsinha, que liderou o ataque à coluna do primeiro-ministro Xanana Gusmão, disse que eram parte de um plano “muito complicado”, mas recusou dar detalhes e dizer se pretendiam matar os dois dirigentes.
“Não vos direi qual era o plano desse ataque, só o farei quando for a tribunal”, afirmou, acrescentando, no entanto, que se quisessem matar a Ramos Horta, teriam feito “directamente”.
Gastão Salsinha é um dos nomes que constam na lista de cinco novos mandados de captura assinados na noite de quinta-feira pelo juiz do processo, disse à Lusa uma fonte ligada à investigação. Os outros quatro mandados emitidos pelo juiz são referentes a membros das Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste e da Polícia Nacional.
Gastão Salsinha fazia parte dos cerca de 600 rebeldes das forças armadas que se amotinaram e foram despedidos pelo Governo em 2006, o que desencadeou uma onda de violência no país, provocando a morte de pelo menos 37 pessoas e deixando mais de 150 mil desalojados. O levantamento derrubou o Governo liderado por Mari Alkatiri.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Ramos-Horta continua estável; premiê australiano vai a Timor Leste
14/02/2008
da Folha Online
O estado de saúde do presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, que está internado no Hospital Real de Darwin, norte da Austrália, continua estável. Ele sofreu um atentado em sua casa na manhã de segunda-feira (11).
O premiê, Xanana Gusmão, também foi atacado, mas saiu ileso, quando ia de carro para seu escritório na capital Díli. O ex-comandante do Exército Alfredo Reinado, autor do ataque, foi morto pelos seguranças do presidente. Outro soldado rebelde e um guarda de segurança também morreram.
Austrália
Segundo o ex-chefe das Forças Armadas australianas, Peter Cosgrove, que visitou o presidente timorense nessa quinta-feira, os médicos confirmaram que Ramos-Horta, 58, pode receber alta em duas ou três semanas.
Ele disse à rede de televisão australiana "ABC" que o presidente timorense está sedado desde segunda-feira (11). "Eu lhe disse que os australianos tem muito carinho e respeito por ele", afirmou Cosgrove, que dirigiu o primeiro destacamento australiano a atuar em Timor Leste, durante a onda de violência promovida por forças pró-Indonésia em 1999 que culminou com a independência do país.
O premiê australiano, Kevin Rudd anunciou que viajará na sexta-feira (15) a Timor Leste para tratar da situação que o país atravessa depois dos atentados de segunda-feira (11). Ele decidiu ir ao país após conversar pelo telefone com o primeiro-ministro timorense.
Timor Leste, país de cerca de 1 milhão de habitantes onde é falada a língua portuguesa, conseguiu a independência em 2002, após 24 anos de ocupação indonésia (1975-1999) e de 3 anos sob tutela da ONU (1999-2002).
Em 2006, o país passou por uma crise quando 599 militares foram expulsos das Forças Armadas após fazerem denúncias de corrupção e nepotismo no governo. Mais de 10 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas e 37 pessoas morreram em combates promovidos pelos ex-militares chefiados por Reinado.
Reinado
Segundo a Reuters, o líder rebelde pretendia seqüestrar o presidente José Ramos-Horta e matar o premiê Xana Gusmão, durante os ataques dessa segunda-feira (11). Seu objetivo seria expulsar as tropas estrangeiras que atuam no país e gerar novas eleições parlamentares.
"A constituição timorense estabelece que haveria eleições imediatas se o primeiro-ministro tivesse morrido", disse Leandro Isaac, um legislador do governo anterior que se aliou às forças de Reinado em 2007, mas desistiu porque não concordava com o uso de violência.
Issac disse que Reinado planejava capturar Ramos-Horta e negociar a retirada das forças internacionais de Timor Leste, além da expulsão de juízes e promotores estrangeiros do país. Para ele, "Reinado acreditava que a presença dessas pessoas era a causa das injustiças em Timor Leste".
TIMOR-LESTE : Alfredo Reinado enterrado no quintal de sua casa


14 de Fevereiro 08
Alfredo Reinado, morto durante o assalto à casa do presidente timorense Ramos-Horta, foi enterrado, esta quinta-feira, no quintal da sua residência, no Bairro Marconi, na capital timorense, Díli.As cerimónias fúnebres de Alfredo Reinado, cujo corpo estava em câmara ardente desde quarta-feira, começaram pelas 16:00 locais (7:00 em Lisboa) na residência do pai adoptivo do major revoltoso.Após a celebração da missa na casa de Vítor Alves, os caixões com os restos mortais do major e do seu companheiro Leonardo, também abatido no decurso deste ataque, saíram em cortejo para a residência do major, a 200 metros da casa do seu pai adoptivo.Centenas de pessoas marcaram presença nestas cerimónias, realizada sob fortes medidas de segurança, que foi feita por elementos da GNR e por unidades especiais da polícia timorense.O funeral esteve inicialmente marcado para as 10:00 locais, contudo, acabou por ser adiado para mais tarde, dado que a campa ainda não estava pronta, explicou Vítor Alves, em declarações à agência Lusa. Entretanto, o estado de saúde do presidente timorense está a evoluir como se esperava, sem que se tenham registado complicações, anunciou o hospital de Darwin, na Austrália, onde José Ramos-Horta está a ser tratado.A directora da unidade de cuidados intensivos do Royal Hospital de Darwin diz estar satisfeita com os progressos registados e considerou mesmo que nos «próximos dias» Ramos-Horta deverá acordar do coma induzido em que tem estado.Dianne Stephens adiantou ainda que se esperam progressos para que o presidente timorense deixe de estar ligado a um ventilador e acrescentou que os ferimentos que tem continuam a ser tratado, tratamento que só acabará quando estiverem «completamente sarados».
Brasileiro é indicado pela ONU para o Timor Leste
13/02/2008
O juiz José Barroso Filho, da Justiça Militar de Manaus, se prepara para assumir o posto de juiz internacional no Timor Leste. Ele foi aprovado em no processo seletivo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A seleção internacional foi realizada para escolher somente um magistrado para instruir e julgar processos cíveis e criminais do país - inclusive os que tratam dos crimes de guerra praticados durante a ocupação da Indonésia. A atividade jurisdicional deve ocorrer no prazo de um ano e ainda prevê a participação do magistrado como professor orientador do Centro de Formação Judicial do Timor Leste.
A seleção começou em outubro do ano passado e foi concluída na última semana. Para tanto, interessados de diversos países submeteram-se s etapas que incluíram análise de currículo, de documentos e provas orais. Na avaliação do magistrado brasileiro, a experiência na carreira jurídica e a atuação em diversas áreas do Direito foram fundamentais para a indicação de seu nome.
"Fiz minha inscrição e me submeti s diversas fases desse processo. Era apenas uma vaga para atuar como juiz internacional e orientar os juízes timorenses. A última delas foi uma entrevista feita por telefone onde estavam presentes quatro juízes internacionais, entre eles o presidente do Tribunal de Recursos do Timor Leste, Cláudio Ximenes", conta o juiz José Barroso Filho. "São mais de 15 anos de experiência como magistrado, com atuação em áreas diversas, como criminal, família, eleitoral e outras. Acho que também contou minha atuação como professor em escola de Magistratura."
Barroso Filho nasceu em Ribeirão Preto (SP), mas vive em Manaus desde 2004. Atualmente é titular da 12ª Circunscrição Judiciária Militar, responsável por Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com sede em Manaus. "Eu continuo sendo juiz dessa região, mas a partir do mês que vem estarei licenciado pelo tribunal para atuar como juiz internacional."
Segundo o juiz, o desejo de contribuir com as questões jurídicas nesse país o motivaram a participar do processo de seleção. "Há anos eu acompanho as lutas dos timorenses. Trata-se de um povo muito sofrido, mas que sempre lutou por sua liberdade. É esse espírito de luta que me atrai e me leva a crer que de alguma forma posso contribuir com minha experiência para o crescimento do mais novo país do século 21."
Fonte: Agência Estado
O juiz José Barroso Filho, da Justiça Militar de Manaus, se prepara para assumir o posto de juiz internacional no Timor Leste. Ele foi aprovado em no processo seletivo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A seleção internacional foi realizada para escolher somente um magistrado para instruir e julgar processos cíveis e criminais do país - inclusive os que tratam dos crimes de guerra praticados durante a ocupação da Indonésia. A atividade jurisdicional deve ocorrer no prazo de um ano e ainda prevê a participação do magistrado como professor orientador do Centro de Formação Judicial do Timor Leste.
A seleção começou em outubro do ano passado e foi concluída na última semana. Para tanto, interessados de diversos países submeteram-se s etapas que incluíram análise de currículo, de documentos e provas orais. Na avaliação do magistrado brasileiro, a experiência na carreira jurídica e a atuação em diversas áreas do Direito foram fundamentais para a indicação de seu nome.
"Fiz minha inscrição e me submeti s diversas fases desse processo. Era apenas uma vaga para atuar como juiz internacional e orientar os juízes timorenses. A última delas foi uma entrevista feita por telefone onde estavam presentes quatro juízes internacionais, entre eles o presidente do Tribunal de Recursos do Timor Leste, Cláudio Ximenes", conta o juiz José Barroso Filho. "São mais de 15 anos de experiência como magistrado, com atuação em áreas diversas, como criminal, família, eleitoral e outras. Acho que também contou minha atuação como professor em escola de Magistratura."
Barroso Filho nasceu em Ribeirão Preto (SP), mas vive em Manaus desde 2004. Atualmente é titular da 12ª Circunscrição Judiciária Militar, responsável por Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com sede em Manaus. "Eu continuo sendo juiz dessa região, mas a partir do mês que vem estarei licenciado pelo tribunal para atuar como juiz internacional."
Segundo o juiz, o desejo de contribuir com as questões jurídicas nesse país o motivaram a participar do processo de seleção. "Há anos eu acompanho as lutas dos timorenses. Trata-se de um povo muito sofrido, mas que sempre lutou por sua liberdade. É esse espírito de luta que me atrai e me leva a crer que de alguma forma posso contribuir com minha experiência para o crescimento do mais novo país do século 21."
Fonte: Agência Estado
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
ONU diz que rebeldes queriam seqüestrar líderes de Timor Leste
14/02/2008 - 01h14
da Folha Online
O ex-militar timorense Alfredo Reinado pretendia seqüestrar o presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, segundo os investigadores liderados pela Polícia da ONU. A hipótese descarta a tentativa de assassinato durante os atentados desta segunda-feira (11).
A nova hipótese reduziria as tensões criadas no país após a divulgação de um suposto documento no qual a Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) ofereceu US$ 10 milhões a Reinado para que matasse os dois governantes, informou hoje o jornal australiano "The Sydney Morning Herald".
O Fretilin, liderado pelo ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri --forçado a renunciar em meados de 2006 por uma crise promovida pelo próprio comandante rebelde--, negou essa informação e assegurou que o documento é uma tentativa de desestabilizar o país.
Segundo os analistas, este rumor seria usado como desculpa pelos seguidores de Reinado para iniciar uma nova onda de violência como a que há dois anos deixou 37 mortos, mais de 100 mil refugiados e obrigou o envio de forças internacionais de paz no Timor Leste.
O presidente José Ramos-Horta pode receber alta em duas ou três semanas
A crise foi desencadeada por causa da expulsão do Exército timorense de 600 soldados que denunciaram corrupção e nepotismo na corporação.
Reinado foi enterrado hoje em Díli, patrulhada desde a segunda-feira por soldados e policiais locais e estrangeiros, que estabeleceram um forte dispositivo com postos de controle em diversas ruas da cidade.
Ramos Horta, internado num hospital de Darwin (Austrália), está com a saúde estável e poderia receber alta em duas ou três semanas. Gusmão saiu ileso do ataque.
O Parlamento do Timor Leste aprovou ontem à noite a prorrogação até o dia 23 de fevereiro do estado de exceção declarado na segunda-feira para manter a calma no país.
da Folha Online
O ex-militar timorense Alfredo Reinado pretendia seqüestrar o presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, segundo os investigadores liderados pela Polícia da ONU. A hipótese descarta a tentativa de assassinato durante os atentados desta segunda-feira (11).
A nova hipótese reduziria as tensões criadas no país após a divulgação de um suposto documento no qual a Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) ofereceu US$ 10 milhões a Reinado para que matasse os dois governantes, informou hoje o jornal australiano "The Sydney Morning Herald".
O Fretilin, liderado pelo ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri --forçado a renunciar em meados de 2006 por uma crise promovida pelo próprio comandante rebelde--, negou essa informação e assegurou que o documento é uma tentativa de desestabilizar o país.
Segundo os analistas, este rumor seria usado como desculpa pelos seguidores de Reinado para iniciar uma nova onda de violência como a que há dois anos deixou 37 mortos, mais de 100 mil refugiados e obrigou o envio de forças internacionais de paz no Timor Leste.
O presidente José Ramos-Horta pode receber alta em duas ou três semanas
A crise foi desencadeada por causa da expulsão do Exército timorense de 600 soldados que denunciaram corrupção e nepotismo na corporação.
Reinado foi enterrado hoje em Díli, patrulhada desde a segunda-feira por soldados e policiais locais e estrangeiros, que estabeleceram um forte dispositivo com postos de controle em diversas ruas da cidade.
Ramos Horta, internado num hospital de Darwin (Austrália), está com a saúde estável e poderia receber alta em duas ou três semanas. Gusmão saiu ileso do ataque.
O Parlamento do Timor Leste aprovou ontem à noite a prorrogação até o dia 23 de fevereiro do estado de exceção declarado na segunda-feira para manter a calma no país.
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