sábado, 4 de agosto de 2007

Timor-Leste poderá conhecer terça-feira alguns ministros de um Governo da AMP


Público 04.08.2007, Jorge Heitor

O Presidente Ramos-Horta deverá formalizar segunda o convite feito à aliança de Xanana Gusmão, para que constitua o executivo que este já começou a preparar

A escolha do novo primeiro-ministro timorense deverá ser formalizada segunda-feira, para que na terça tome posse o núcleo duro do IV Governo Constitucional, que sucede aos que nos últimos cinco anos, após a proclamação da independência, foram dirigidos sucessivamente por Mari Alkatiri, José Ramos-Horta e Estanislau da Silva.

Ramos-Horta, agora Presidente da República, já convidou a título privado a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP), do seu antecessor Xanana Gusmão, a que constitua equipa, tendo dito quinta-feira à noite na televisão que ela tem condições para ver aprovado um Orçamento pelo Parlamento. Ao contrário da Fretilin, que, apesar de ser o partido mais votado nas legislativas de Junho, não consegue, mesmo com os seus aliados, controlar mais de 24 dos 65 deputados.

De modo a facilitar a formação de uma equipa governamental da AMP liderada por Xanana, o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Mário Viegas Carrascalão (*), desistiu de fazer parte do executivo, tendo afirmado que a Fretilin o tem como "o alvo a atingir". Mas que a nova maioria parlamentar nunca aceitará um Governo chefiado por um independente, como chegou a ser sugerido por Mari Alkatiri, secretário-geral da Frente Revolucionária.

Fernanda Borges, líder do Partido de Unidade Nacional (PUN), que votou ao lado da AMP na escolha de Fernando "Lasama" de Araújo para a presidência do Parlamento, considerou ontem ao PÚBLICO ser "muito lamentável" que Carrascalão não vá para vice-primeiro-ministro, dada a sua "experiência governamental e administrativa".
No caso de se manter a actual impossibilidade de qualquer Governo de Grande Inclusão, de que a Fretilin viesse a fazer parte, como Ramos-Horta e Alkatari gostariam, a bem da estabilidade nacional, as perspectivas actuais são de que Xanana Gusmão tome posse na terça-feira como primeiro-ministro.

De acordo com fonte da AMP ontem à noite consultada pelo PÚBLICO, o Ministério dos Negócios Estrangeiros deverá ser entregue ao presidente da bancada parlamentar do PSD, Zacarias Albano da Costa, vice-presidente da Cruz Vermelha de Timor-Leste. O da Justiça está destinado a Lúcia Lobato, vice-presidente da mesma bancada, e o das Finanças a Giall Alves, secretário-geral da Associação Social Democrata Timorense (ASDT).

Ainda segundo os quadros da AMP (conjunto formado por CNRT, ASDT, PSD e PD), Agio Pereira, que era chefe de gabinete de Xanana enquanto Presidente da República, deverá agora ficar como secretário de Estado na Presidência do Conselho de Ministros. E deixa de se considerar a possibilidade de um lugar de vice-primeiro-ministro, depois da desistência do antigo governador Mário Viegas Carrascalão (*), engenheiro agrário que entendeu que estava a ser "utilizado [em cartazes da Fretilin] como objecto para travar a nomeação do próximo Governo".

Aos 61 anos, o antigo Presidente Xanana Gusmão está a procurar formar o IV Governo de Timor-Leste

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Change Of Command In Timor Leste




Brigadier John Hutcheson has taken over command of the Australian-led International Stabilisation Force in Timor-Leste from Brigadier Mal Rerden who held the appointment since October 2006.

Based in Dili, Brigadier Hutcheson commands around 1100 Australian and New Zealand Defence Force personnel deployed in support of the Government of Timor-Leste and the United Nations Police. The role of the Australians and New Zealand troops – known as the International Stabilisation Force - is to assist local authorities and the United Nations to provide peace and stability in the country following last year’s civil unrest.

Brigadier Hutcheson arrives at a critical time in Timor-Leste as the nation forms a new government following the peaceful and successful presidential and parliamentary election process which concluded in July.

Brigadier Hutcheson, an infantry officer, previously served in Timor-Leste in 2001 as an advisor to the East Timor Defence Force as part of Australia’s Defence Cooperation Program. In 2004, he commanded the military component of the Australian-led Regional Assistance Mission in the Solomon Islands.

Under Brigadier Rerden’s leadership, the Australian and New Zealand troops in Timor-Leste have worked hard and effectively to create an improving security situation in Dili and the surrounding districts. These efforts have been exemplified by the successful and peaceful presidential and parliamentary election process between April and July this year.

The Australian contribution to the International Stabilisation Force is comprised of the ANZAC Battle Group based on the Townsville-based 1st Battalion of the Royal Australian Regiment. Supporting elements include Army aviation, logistics, armour, military police and engineers. About 170 New Zealand Defence Force personnel round out the force, including an infantry rifle company (attached to the ANZAC Battle Group) and Iroquois helicopters from the Royal New Zealand Air Force’s No 3 Squadron.

ENDS

Timor Leste: Escolha de novo PM deverá ser aposta na estabilidade

A escolha do novo primeiro-ministro de Timor-Leste, a anunciar na próxima terça-feira pelo Presidente José Ramos-Horta, deverá traduzir «uma aposta na estabilidade», defendeu hoje o antigo chefe da diplomacia portuguesa António Martins da Cruz.

«Penso que o Presidente Ramos-Horta é seguramente um dos timorenses com maior experiência política e é incontornável a sua preocupação em encontrar uma solução de estabilidade», salientou Martins da Cruz, referindo-se ao impasse na escolha do futuro chefe do governo timorense.

O Presidente José Ramos-Horta adiou voltou hoje a adiar, agora para terça-feira, o anúncio sobre quem convidará para a formar o novo governo de Timor-Leste, culminando múltiplos contactos com dirigentes políticos dos partidos com assento parlamentar e dirigentes religiosos para encontrar uma solução de governação que inclua a Fretilin e a oposição.

A Fretilin venceu as legislativas de 30 de Junho passado, mas sem maioria absoluta, e os quatro maiores partidos da oposição formalizaram uma coligação pós-eleitoral, garantindo mais de metade dos assentos parlamentares.

«Timor-Leste precisa de estabilidade ao nível político e institucional e essa é a única forma de manter o equilíbrio estratégico com a Austrália e a Indonésia que, no fundo, garante a verdadeira independência política«, frisou Martins da Cruz, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros no XV Governo Constitucional de Portugal, liderado por José Manuel Durão Barroso.

No mesmo sentido se pronunciou Rui Marques, Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Cultural (ACIDI), que destacou a »capacidade negocial política« do chefe de Estado timorense.

«Creio que o Presidente Ramos-Horta não podia ter um início de mandato mais complexo, mas está a confirmar o bom senso e a capacidade negocial que era expectável no seu exercício do cargo», disse.

Segundo Rui Marques, Ramos-Horta tem nas mãos uma «situação particularmente complexa que decorre do pior resultado possível das eleições legislativas».

«Ramos-Horta tem feito bem em tentar criar uma solução de consenso muito alargado na sociedade timorense, o que demonstra a sua capacidade negocial. Este adiamento traz viva a esperança de ser possível obter um acordo, seja ele qual for«, acrescentou.

Rui Marques, que em 1992 foi o principal impulsionador do malogrado projecto »Lusitânia Expresso«, navio que pretendia aportar a Díli, em plena ocupação indonésia, considera que a solução que venha a ser adoptada por Ramos-Horta deverá ser apoiada pela Fretilin e pela coligação pós-eleitoral, formada pelo CNRT, PD, PSD e ASDT.

«Será grave se decisão não for do consenso das duas partes. Uma decisão política que não seja pacífica e consensual pode ter consequências graves e não dar paz a Timor-Leste», vincou.

Nesse sentido, Rui Marques considera que o que Ramos-Horta está a fazer «é fundamental».

«É tentar obter um consenso, o que vem na linha do bom senso que o caracteriza e não embarcar em simplismos, seja convidando a Fretilin, correndo o risco do novo governo chumbar no parlamento, ou a Aliança para a Maioria Parlamentar (AMP)«, concluíu.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Timor Leste: PR adia decisão de governo para a próxima semana



O Presidente da República, José Ramos-Horta, anunciou hoje à noite (princípio da tarde em Lisboa) que tomará uma decisão sobre o novo governo apenas na próxima semana.

Numa comunicação ao país através da televisão pública TVTL, o chefe de Estado anunciou que vai aguardar até segunda-feira para tomar uma decisão final sobre o IV Governo Constitucional.

No seguimento da comunicação oficial, a TVTL emendou para «terça-feira» o dia provável do anúncio pelo Presidente da República.

A Fretilin, vencedora das eleições sem maioria absoluta, e a Aliança para Maioria Parlamentar, que reúne os quatro maiores partidos da oposição, não conseguiram chegar ainda a acordo para a formação de um governo de grande inclusão, como proposto pelo chefe de Estado timorense.

Diário Digital / Lusa

02-08-2007 14:18:00

Timor Leste: Fretilin usa arma do «lock-out» para formar governo

A Fretilin decidiu bloquear o funcionamento do parlamento timorense, a que chamou «lock-out», como «arma» para obrigar à formação de um governo escolhido por consenso com a oposição, anunciou hoje em Díli o secretário-geral do partido.

Em conferência de imprensa na sua residência, Mari Alkatiri explicou que a decisão de bloquear as sessões do plenário foi tomada quarta-feira à tarde, após o Presidente da República, José Ramos-Horta, ter anunciado à direcção da Fretilin a intenção de convidar a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) a formar o novo governo.

«Até ontem [quarta-feira], ainda estávamos convencidos que o Presidente ia convidar a Fretilin a formar governo e a sujeitar-se depois a todos os procedimentos e processos de aprovação do programa e orçamento pelo parlamento», explicou Mari Alkatiri.

«Isso não aconteceu» e José Ramos-Horta comunicou a Mari Alkatiri e a Francisco Guterres «Lu Olo», presidente da Fretilin, que o convite à AMP «tinha justificação clara no resultado das votações para presidente e vice-presidentes do parlamento», ganhas pela oposição.

Alkatiri explicou que a última proposta do seu partido é um governo chefiado por um independente, com dois vice-primeiro-ministros, um escolhido pela Fretilin e outro pelos partidos da oposição.

O ex-primeiro-ministro afirmou que «nada vai funcionar no país» se não houver acordo sobre esta questão, porque o «lock-out» do Parlamento Nacional terá como consequência a falta de um Orçamento de Estado e a paralisação a curto prazo das instituições públicas, incluindo a Polícia e as Forças Armadas.

Mari Alkatiri alertou para esta situação de «crise» pela qual responsabilizou a oposição.

«Um governo da Fretilin não teria o programa aprovado no parlamento. Agora, um governo da AMP não tem parlamento para aprovar programa», resumiu Mari Alkatiri sobre a posição de força do partido maioritário.

A Fretilin e a Aliança para Maioria Parlamentar, com os quatro maiores partidos da oposição, disputam o direito de ser chamados a formar governo na sequência das eleições de 30 de Junho.

«Se o problema é usar de uma arma para influenciar o parlamento, também temos uma arma a usar na Fretilin, que é deixar de comparecer às sessões plenárias», explicou Mari Alkatiri.

«Todos sabem que a Comissão Permanente [do Parlamento Nacional] ainda não está constituída e as comissões especializadas também não», recordou.

«O Regimento Interno torna claro que as comissões devem ter representação proporcional das bancadas. Sem a nossa presença, as comissões não funcionam», sublinhou o líder da Fretilin.

Alkatiri rafirmou que o entendimento da Fretilin sobre o direito de formar governo é de que «o voto de que a Constituição fala é o voto popular nas eleições directas e não o voto dos deputados».

O secretário-geral da Fretilin afirmou ainda que a AMP «não tem existência legal» e que «as duas únicas coligações que se apresentaram a sufrágio popular foram a Aliança Democrática KOTA/PPT e a ASDT/PSD».

«São apenas essas coligações que foram reconhecidas pelo Tribunal de Recurso e pela Comissão Nacional de Eleições».

«Agarra-se na ambiguidade da [expressão] "aliança com maioria parlamentar" [no artigo 106º da Constituição] para manipular o voto popular e evitar que o partido mais votado seja convidado», afirmou Mari Alkatiri.

«Na prática, convidou-se o segundo partido mais votado para formar o governo. Isto é inconstitucional», concluiu o ex-primeiro-ministro.

Diário Digital / Lusa

02-08-2007 11:30:00

Timor Leste: Mário Carrascalão diz ser "o alvo a atingir"

O presidente do Partido Social Democrata, Mário Viegas Carrascalão, desistiu hoje de integrar um governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) e, em declarações à Lusa, acusou a Fretilin de o ter como "o alvo a atingir".


O ex-governador de Timor-Leste durante a ocupação indonésia insistiu que o candidato da AMP a primeiro-ministro é o ex-chefe de Estado Xanana Gusmão.

"Se não for, o PSD não fará parte da AMP, o que não irá acontecer, garanto-lhe", respondeu Mário Carrascalão quando confrontado com a hipótese de a Aliança aceitar um governo chefiado por um independente.

O presidente do PSD anunciou hoje em conferência de imprensa, acompanhado por outros líderes da oposição, que desistiu de integrar um possível governo da AMP.

"Tomei a decisão para não ser mais utilizado como objecto para travar a nomeação do próximo governo", explicou.

Mário Carrascalão lamentou as "mentiras" inscritas nos cartazes afixados quarta-feira na vedação do Comité Central da Fretilin, em Comoro, na avenida principal de Díli, em antecipação do convite do Presidente da República a outro partido que não a Fretilin para formar o IV Governo Constitucional.

"Andam a repetir falsidades e eu sei ler as intenções das pessoas. Eu sou o alvo a atingir porque eles sabem que, se estivesse no governo, limpava os corruptos todos da administração. Assim, têm o caminho livre", afirmou o presidente do PSD.

"Eu nunca assinei a integração" de Timor-Leste na Indonésia, declarou Mário Carrascalão à Lusa reagindo a acusações lançadas por apoiantes da Fretilin na quarta-feira.

"Havia um cartaz que dizia que eu fui pró-integração em 1976, pró-autonomia em 1999, pró-federação em 2006 e, em 2007, pró-cadeira no governo", explicou o líder do PSD, que foi governador de Timor-Leste durante a ocupação indonésia.

"Vou escrever hoje ou amanhã uma carta ao Provedor de Justiça e Direitos Humanos para que peça responsabilidades à Fretilin sobre essas falsas acusações", declarou Mário Viegas Carrascalão.

Ao lado de Mário Viegas Carrascalão estavam Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social Democrática Timorense (ASDT), Mariano Sabino, do Partido Democrático (PD) e Dionísio Babo, do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT).

Os quatro partidos, juntos na AMP, pretendem formar um governo alterantivo à Fretilin, que venceu as eleições de 30 de Junho sem maioria absoluta.

Mário Carrascalão explicou que a sua decisão de não integrar um governo da AMP não significa que o PSD deixe de estar representado num executivo da Aliança.

"O PSD tem candidatos ao governo e eu ficarei no Conselho de Presidentes da AMP", esclareceu Mário Carrascalão.

"Não há problema com a Aliança".

Timor Leste: Mário Carrascalão afasta-se de um governo da AMP


O presidente do Partido Social Democrata (PSD) de Timor-Leste, Mário Viegas Carrascalão, anunciou hoje que decidiu afastar-se de um possível governo formado pela Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), de que o seu partido faz parte.

Na mesma conferência de imprensa, o presidente do PSD e outros líderes da AMP declararam que os quatro maiores partidos da oposição timorense rejeitam a proposta da Fretilin para um governo com primeiro-ministro independente.

«O problema não é com a Aliança, é com alguns partidos, sobretudo a Fretilin, que tem usado o meu nome para atrasar uma solução» do impasse político, explicou o presidente do PSD.

«O PSD mantém-se dentro da AMP e mantém os seus candidatos a integrar o governo da Aliança, mas sem Mário Carrascalão», afirmou o ex-governador timorense durante a ocupação indonésia.

Diário Digital / Lusa

02-08-2007 8:55:00

Timor Leste: Alkatiri propõe PM independente e dois vices


A Fretilin anunciou hoje que propôs ao presidente timorense a nomeação de um primeiro-ministro independente e dois vice-primeiros-ministros, um indicado pelo partido e outro «pelo CNRT e seus aliados», para ultrapassar a crise da formação do novo governo.

Em conferência de imprensa em Díli, o secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, anunciou também que o partido decidiu boicotar os trabalhos do Parlamento Nacional e alertou que «nada vai funcionar no país» se o partido maioritário não for convidado a formar governo.

Mari Alkatiri explicou que o boicote da Fretilin ao parlamento, que impede a formação da respectiva comissão permanente e de outras comissões, «é a única arma que o partido pode usar, em vez de usar a violência e a criminalidade generalizada que outros usaram para há um ano fazer cair o primeiro-ministro que tinha maioria absoluta».

Quarta-feira, o presidente timorense, José Ramos-Horta, adiou pelo menos até sexta-feira a indigitação do novo primeiro-ministro, explicando que «todos [os partidos] pediram mais tempo» para encontrar uma solução de governação que inclua a Fretilin e a oposição.

A Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente), que venceu as eleições de 30 de Junho sem maioria absoluta, reclama o direito de formar governo como partido mais votado.

Em alternativa, a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), formada após as eleições, apresenta uma plataforma dos quatro maiores partidos da oposição, com o apoio não formalizado de um quinto partido, como «garantia de estabilidade».

Integram a AMP o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), a coligação Associação Social Democrática Timorense e Partido Social Democrata (ASDT/PSD) e o Partido Democrático (PD).

Diário Digital / Lusa

02-08-2007 7:41:00

Timor-Leste: Alkatiri despedido por Xanana quer ser Primeiro Ministro


Associated Press

August 1, 2007 Wednesday 9:22 AM GMT

East Timor's ousted prime minister wants his job back
By GUIDO GOULART, Associated Press Writer

DILI East Timor

Ousted Prime Minister Mari Alkatiri announced Wednesday that he was running for his old job, a move likely to increase tensions in East Timor as its divided political elite haggle over the makeup of the new government.

The tiny nation has been in political limbo since clashes between security forces spiraled into gang warfare one year ago, leaving dozens dead and sending 150,000 fleeing their homes before the young government collapsed.

Parliamentary elections in June failed to produce a clear winner and, with rival parties unable to agree on who should govern, President Jose Ramos-Horta threatened to make a unilateral decision on Friday, as is his constitutional right.

There are fears that the selection of prime minister and other top government posts could spark fresh violence, and the announcement by Alkatiri, who was ousted at the height of last year's unrest, added to tensions.

After earlier claiming he did not want to be prime minister, Alkatiri said Wednesday he would be the candidate for his former ruling Fretilin party, which won the parliamentary polls but without the majority needed to govern alone.

A coalition of parties headed by former president Xanana Gusmao commands more seats, and says it should head the next government.

"I am ready to come back," said Alkatiri, who has many enemies within the ruling elite. "If a person like Xanana Gusmao is ready to be prime minister ... why not a person like me?

"As president, he failed to guarantee national unity and national reconciliation."

East Timor, which broke free from decades of often brutal Indonesian rule in 1999 following a U.N.-sponsored ballot, is facing major security, humanitarian and economic challenges just five years after it officially became Asia's newest state.

Unemployment in the nation of fewer than 1 million people hovers at 50 percent, gang battles continue to break out in the capital, and aid agencies have warned that a fifth of the population is threatened by food shortages after crop failures.

The lingering political deadlock has added to people's worries.

Ramos-Horta has repeatedly called for a unity government.

He has threatened several times to name the new leadership himself, only to push back the deadline at the last minute. He did so again Wednesday, saying that after daylong talks with rival parties, he felt it necessary to give them more time.

"They want to talk to each other. They want to ... find an alternative, a solution that can ensure peace and stability in the country," he said. "I cannot close the door when the disputing parties want dialogue."

Timor-Leste: Fretilin faltou a escola do Parlamento (Ami nia Titulo)



01.08.2007 - 20h48 Adelino Gomes

Eleitos da Fretilin deixaram de comparecer no Parlamento. Cimeira de Horta com Xanana Gusmão e Alcatiri adia decisão presidencial até sexta-feira.

Os deputados da Fretilin deixaram de comparecer no Parlamento nacional timorense, inviabilizando desta forma a constituição de um Governo saído das eleições de 30 de Junho.

A decisão foi tomada após a votação, esta terça-feira, que entregou os cinco lugares da mesa do Parlamento exclusivamente a membros da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP).

Para regressar ao Parlamento, a Fretilin exige a satisfação de um “pacote de acordo” que passa pelo envolvimento desde partido na formação do próximo Governo, na mesa do Parlamento e na direcção das comissões parlamentares.

O primeiro efeito prático desta decisão da Fretilin foi o adiamento até sexta-feira, pelo Presidente Ramos Horta, do anúncio público do nome que iria dirigir o próximo Governo.

Esta quarta-feira, Ramos Horta chamou os líderes dos dois partidos mais votados nas eleições – Alcatiri (Fretilin) e Xanana Gusmão (CNRT) – numa última tentativa de reconciliação.

Nenhuma informação foi prestada publicamente sobre este encontro, mas o adiamento por Horta do anúncio da sua decisão indicia a esperança de alguma espécie de acordo ainda ser alcançado até lá.

O secretário-geral da Fretilin, Alcatiri, convocou uma conferência de imprensa para esta quinta-feira, na qual explicará as razões que levaram o seu partido a não comparecer no Parlamento.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Timor Leste: Ramos Horta adia para sexta-feira indigitação do novo PM


O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, adiou hoje para sexta-feira a indigitação do novo primeiro-ministro (PM).

O pedido de adiamento foi apresentado a Ramos Horta pela Fretilin e a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP).

Timor Leste: Dom Alberto Sei Reza ba Parlamentu Foun


Edition: 31 July 2007

DILI— Amo Bispu Diocese, Dili, Dom Alberto Ricardo da Silva hatete, nia sei reza makaas atu tulun Presidente Parlamentu (PN) Foun Fernando “Lasama” Araujo atu lori rai doben TL ba oin ho susesu.

“Hau nia hanoin tenki iha koperasaun no kolaborasaun makaas atu hanoin fo liman ba malu ajuda governu nia servisu to remata,” Alberto Ricardo hatete lia hirak nee ba jornalista, bainhira partisipa iha seremmonia tomada de pose ba membru PN foun periodu 2007-2012 iha Uma Fukun PN, Dili, Segunda (30/7).

Timor oan tomak tuir Amu Ricardo tenki fo liman ba malu, atu bele servisu diak ba romaon foun nasaun doben Timor Leste. Ho nunee mak nia espera katak Igreja tenki servisu hamutuk ho orgaun soberania hirak nee atu lao ba oin.

Timor Leste tuir nia majoria ema katolika, ida nee tuir nia houri uluk, houri uanin kedas mesak ema sarani deit. “Hau nia hanoin eleisaun foin liu ba nee lao mos ho diak, semte ho dignidade ho esperansa katak timor oan tomak fo liman ba malu, roman foun nebe atu mai dadauk ita nia rain.”

Nia husu, liliu matenek no lia nain sira atu sukat didiak ho neon i laran diak ho kapasidade intelektual nebee iha maromak nia tulun hot-hotu bele kopera hamotukhodi lori nasaun nee ba oin.

Iha fatin hanesan, Presidente Musulmanu TL, Arif Abdullah Sagram hatete, nudar presidente musulimanu iha TL iha espetativa boot tebes ba PN foun atu bele fo buat ruma diak ba nasaun doben Timor Leste. Nebee lao benefit laos deit ba komunidade islam, maibe ba komunidade Timor tomak.

Iha fatin hanesan, Presidente PUN, Fernanda Borges hatete katak nia iha esperansa boot ba parlamentu foun bele halo buat diak ruma ba rai doben Timor nebee sei infrenta hela krizi politika. “Maibe ita tenki fiar katak nee deside husi povu, povu fo oan sira nia fiar membru PN nain 65 para bele halo buat ruma diak ba ita nia nasaun nee ba oin. Hau hanoin ita tenki ser fiar ho laran atu lori nasaun nee ba oin ho diak,” nia hatete.

Fernanda hatete, nasaun TL hetan susesu boot iha eleisaun liu ba. Eleisaun nebee lao ho u demokratiku bele haburas tan demokrasia iha nasaun foun nee. “Agora povu fahe votus nee ba partidu laiha ida ke manan ho votus majoria, nebe atu halo konforme nia hakarak maibe dadauk tama iha parlamentu laiha ida ho majoria, nee rezultadu diak ida ba povu TL,” nia esklarese.

Nia dehan parlamentu hanesan reprezenta povu tenki haree liu ba povu nia aspirasaun no nesesidade baziku nebee sei sai hanesan problematiku iha nasaun nee. tan nee nudar deputadu tenki tau matan liu ba povu nia moris.car


Edition: 31 July 2007

DILI – Partidu Fretilin ‘ngotot’ nafatin atu forma governu
, mesmu kadeira nebee sira hetan iha parlamentu nasional la sufisienti atu hametin pozisaun governu iha PN.

Kadeira nebee partidu Fretilin hetan iha eleisaun lezislativa 21 deit. Kadeira Fretilin nian iha Parlamentu Nasional nee, sei dook husi standar maioria parlamentar nebee tenki hetan 33 kadeira ba leten.

Fretilin hakarak nafatin atu forma governu tanba, sai nudar partidu mais votadu pemenang iha eleisaun liu ba. “Iha konstituisaun la hatete atu forma governu tenki iha majoria kadeira parlamentar. Konstituisaun hatete partidu mais votadu,” dehan Sekretariu Jeral partidu Fretilin Marii Alkatiri ba jornalista iha uma fukun Parlamentu Nasional Segunda (30/7).

Maibe, Sekretariu Jeral Fretilin nee la klarifika hotu kontituisaun Artigu 106 pontu 1, nebee hatete, “Primeiru Ministru hili husi partidu nebee iha votu barak liu ka husi aliansi partidu sira nebee iha nia ema barak iha Parlementu, no nomeasaun husi Prezidenti Republika wainhira rona tiha partidu politiku sira nebee iha reprezentante sira iha Parlementu.”

Neduni, eis Primeiru Ministru nee fiar katak bainhira Prezidenti Republika Ramos Horta kaer prinsipiu partidu mais votadu mak iha direitu forma governu, entaun sei bolu partidu Fretilin. Atu buka majoria parlamentar nee sei hanoin iha ikus mai. “Se prezidenti kaer ida nee sei bolu Fretilin. Depois, mak majoria iha parlamentu nee hetan ka la hetan,” katak Marii.

Tuir nia hanoin, too agora Prezidenti Republika seidauk fo sinal positivu ba Fretilin ka Aliansi Majoria Parlamentar (AMP) atu forma governu. Maibe, aban bainrua bele ona foti desizaun. “Too agora seidauk iha sinal ba ema ida, tuir hau nia hanoin.”

PM Fretilin

Alkatiri hatete, husi reuniaun nebee mak halao iha Comite Central Fretilin (CCF) sei nafatin nia atu sai Primeiru Ministru. “99,99 pursentu sei hakarak nafatin hau sai Primeiru Ministru.” Maibe, nia sei la lakohi, tanba iha ema alternativa barak iha partidu Fretilin nia laran.

Konaba eleisaun Prezidenti Parlamentu Nasional nebee kandidatu husi partidu Fretilin Aniceto Guterres Lopes lakon ho kandidatu AMP Frenando Lasama de Araujo, tuir nia nee normal. Demokrasia tenki iha ema lakon no manan.

Nia hatutan, nee hatudu katak povu hakarak halo mudansa lao lalais. Neduni, husi nee ba oin hotu-hotu tenki kolabora para iha mudansa lao diak liu tan, laos sai aat.dd

Timor Leste: Lasama Husu PovuTimor Fo Liman ba Malu

Edition: 31 July 2007
DILI – Prezidenti Parlamento Nasional periodu 2007–2012 Fernando Lasama de Araujo, husu ba komponeneti Timor tomak iha nasaun nee atu fo liman ba malu hodi servisu ba povu ho nasaun nee ba oin.

Prezidenti Parlamentu Nasional Lasama nebee manan votus 41 husi reprezentante Fretilin Aniceto Guterres ho votus 24 fo agradese ba povu Timor-Leste tomak, nebe maske moris iha susar nia laran, maibe tanba sira nia esforso tomak, liu hosi eleisaun parlamentar liuba, ohin loron Parlamentu Nasional nee, bele forma no hahu nia knar politika ba tinan lima mai.

Agradese mos ba Presidente da Republika RDTL, Governo Timor-Leste, UNMIT, UNPOL no Forsa Stabilizasaun Internasional, CNE, STAE, F-FDTL/PNTL, Igreija Katolika, Konfisaun relijioza seluk, media no agensia nasional no internasional sira seluk. Sira nee hotu, servisu makaas tebes iha eleisaun liuba, nebe lao ho susesu. Ho nune, prosesu demokratiku iha pais ida nee, bele lao ho diak.

La haluha, hau mos agradese ba eis Presidente Parlamento Nasional ho meza presidensial, eis membru Parlamentu Nasional periudu liuba, nebe iha situasaun difisil tebes, sira konsege halao nafatin sira nia servisu ho diak, no ramata sira nia mandatu ho susesu. Lider maximu jerasaun foun nee haktuir lia hirak nee liu husi Diskursu premeiru iha uma fukun PN Segunda, (30/7).

Konstituisaun RDTL fo funsaun ida nebe forti no as tebes ba Parlamentu Nasional hodi halao nia knar hanesan orgaun ida nebe soberanu tebes: kria fundasaun ba nasaun nian liu hosi produtu lei sira no fiskaliza lalaok governu nian.

Funsaun ida nee hanesan responsabilidade ida nebe sakral tebes, nebe Parlamentu Nasional tenki halo. Ho funsaun ida nee, Parlamentu Nasional, sai duni hanesan orgaun soberanu ida, orgaun povu nian, laos orgaun partidu ka grupu ida nian, hodi dezenvolve moris nasaun nian.

Tanba nee, hanesan Prezidente Parlamentu Nasional, hau sei esforsa makas hodi garante funsaun ida nee lao ho diak. Atu garante funsionamentu Parlamentu Nasional nee, buat diak nebe deputadu Parlamentu sira uluk husik hela sei halao nafatin. Maibe buat sira nebe seidauk halao, ka, lao la dun diak, tenki hadia liu hosi garantia funsionamentu buat hirak tuir mai nee. Parlamentu Nasional hanesan orgaun ida nebe iha dignidade tebes, nebe reprezenta interese nasional duke interese partidu, grupu ka individu ida nian. Parlamentu Nasional mos sei la sai hanesan porta vos governu nian. Parlamentu Nasional hanesan forum nebe reprezenta pluralidade demokratika no respeita liberdade ba espresaun.

Tanba nee, Prezidente Parlamentu Nasional sei tau an hanesan moderador ida nebe justu no fo ekilibriu, hodi garante prosesu hirak nee lao duni iha parlamentu nia laran. Garante direitu no fornese fasilidade nebe adekuadu ba lider opozisaun nian hodi halao nia knar hanesan governu sombra atu nune bele kontrola lalaok governu nian. Garante kompetensia deputadu/a sira nian tuir konstituisaun haruka kria kondisaun diak ba deputadu sira atu nune bele mantein sira nia kontaktu permanente ho povu. Ho kondisaun hanesan nee, sei garante ligasaun diak entre povu ho Parlamentu Nasional hodi tau interese povu nian iha prioridade ida nebe as tebes no hetan atensaun masimu. Garante separasaun poder entre orgaun soberanu sira atu nune ida-idak la bele intervein ba malu, hodi respeita nafatin interdependensia entre institusoens estadu nian.

Knar hanesan Prezidente Parlamentu Nasional nebe distintu deputadu sira hatur mai hau nia kbas, hau simu hodi asume responsabilidade ida nee, maske naha boot no todan tebes. Hanesan povu kiik no kiak nia oan nebe moris hamutuk ho povu, hau, sei la halai hosi naha todan nee. Hau simu responsabilidade boot ida nee, hanesan honra boot ida hosi povu, hodi hatutan lian povu nee nian ba nasaun no mundu tomak.

Nudar jerasaun foun, hau simu responsabilidade ida nee, tanba hau hatene, povu Timor-Leste hakarak duni iha mudansa ba moris nasaun nee nian. Povu, hahu hare ona jerasaun foun hanesan simbolu mudansa nian. Tanba nee, ho tulun Maromak, rai ho ahi no matebian sira, hau hamutuk ho deputadu tomak sei esforsa makas hodi dudu governu ida nebe atu forma mai, realiza duni mehi povu nian hodi bele moris ho hakmatek no diak. Ho nune, ita hakarak halo duni mudansa ba nasaun ida nee, hanesan eleitor sira hakarak, hanesan ezemplu, hakotu krize politika, sosial no militar nebe agora dadaun hanehan hela moris nasaun ida nee.

Maibe atu realiza mehi povu ida nee nian, presiza halo uluk reforma ba instrumentu baziku nebe iha atu bele favorese mudansa nasaun nee nian hanesan tuir mai nee, halo revizaun ba lei sira nebe la dun favorese ba dezenvolvimentu nasional Lori Parlamentu Nasional sai nudar promotor lei sira nebe bele garante moris povu nian, sai diak liu tan. Ba lei baziku sira nebe sai hanesan fundasaun nasaun nian no garante moris ema barak nian, tenki liu hosi prosesu konsensus ida nebe luan.

En korajen atu sistema justisa, nebe agora dadaun povu lamenta tebes, bele lao diak liu tan. Mehi sira nee hotu, sei la realiza bainhira nasaun ida nee moris nafatin hela iha instabilidade politika. Nune mos se entidade sosial no politika nasaun nee sei fila kotuk ba malu nafatin. Tanba nee, Parlamentu Nasional sei esforsa makas hodi kria mekanismu servisu hamutuk ho orgaun soberanu sira seluk (Presidente da Republika, Governo no Tribunal Rekursu) atu nune problema nasaun no povu nian tenki hetan solusaun lalais.

Parlamentu Nasional sei esforsa makas hodi suporta governu hodi hadia no halo koperasaun diak liu tan ho agensia nasional no internasional sira. Atu nune, dezenvolvimentu nebe hanesan dalan uniku hodi liberta povu nee, moris duni iha realidade povu nian. Nasaun nee nia moris mos presiza tebes involvimentu ativu instituisaun seluk hanesan NGO, Igreija no seluk-seluk tan. Tanba nee, hanesan Prezidente Parlamentu Nasional, hau sei garante ligasaun diak Parlamentu Nasional ho orgaun NGO sira, media, Igreija Katolika no konfisaun relijioza seluk no sira seluk tan.

Nune mos la haluha ba instituisaun ONU no Forsa Stabilizasaun Internasional, nebe hola parte signifikante tebes iha prosesu formasaun, stabilizasaun no dezenvolvimentu Timor-Leste, hahu hosi periodu uluk too loron oin mai. Tanba nee, husu nafatin komitmentu institusional ONU nian hodi bele ajuda garante stabilidade iha nasaun nee no ajuda dezenvolvimentu iha pais ida nee. Nudar Prezidente Parlamentu Nasional nebe mai hosi jerasaun foun, hau sei esforsu an makas hodi konkritiza duni hanoin Prezidente Republika konaba Parlamentu Juventude nian nebe esensial tebes ba vida demokratika nasaun nian.

“Molok hau taka hau nian diskursu nee, hau hakarak hatete buat ida. Ohin, bainhira eleisaun ba Prezidente Parlamentu nee ramata, hau ho hau nia kompañeru Aniceto Guterres, kandidatu Fretilin, hakat ba malu, fo liman ba malu no hakuak malu,”presta Lasama ho humildade.

Lasama haktuir, nudar jerasaun foun, ami nain rua, hau ho deputadu Aniceto Guterres, hatudu an nudar adversariu nebe diak, laos inimigu. Ami hakarak hatoo mensazen diak katak politika, laos atu kria inimigu, maibe atu hatudu katak ita respeita malu nafatin, maske hanoin la hanesan. Ho hahalok ida nee, hau husu atu ambientu ida nee, laos deit mosu iha Parlamentu. Maibe mos, sei reflete ita hotu nia hahalok ba pratika vida politika iha liur, iha ita nia sosiedade nia let. Hodi nune, ita bele garante paz, estabilidade no dezenvolvimentu nasaun Timor-Leste.

Maun alin sira, nasaun nee, so bele dezenvolve bainhira ita fo liman ba malu no hakuak malu ho dame maski politika la hanesan.

Nestemomentu Prezidenti Parlamentu eleitu nee maske kareta estadu PN ho numeru 1 prepara hela maibve Lasama seidauk uza tempu sei buka sofer privadu, nebe mai husi Lasama rasik. eis PN Lu-Olo akompanha Lasama husi husi gedung PN mai too iha liur antes sae kareta.bre

Timor-Leste: Parlamento escolhe vice-presidentes


O parlamento timorense elegeu hoje os vice-presidentes, ambos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), um dia depois da escolha do presidente, Fernando «La Sama» de Araújo, a segunda figura na hierarquia do Estado.

Os deputados Vicente da Silva Guterres, do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), e Maria da Paixão de Jesus da Costa, da coligação Associação Social Democrática Timorense e Partido Social Democrata (ASDT/PSD), foram eleitos para as duas vice-presidências do parlamento.

Maria Terezinha da Silva Viegas, do CNRT, foi escolhida para secretária da mesa da assembleia.

Como vice-secretárias foram eleitas Maria da Costa Exposto (ASDT/PSD) e Teresa Maria de Carvalho, do Partido Democrático (PD), o terceiro partido da AMP.

A escolha dos vice-presidentes acontece também na véspera da data em que o Presidente da República, José Ramos-Horta, prometeu anunciar quem vai convidar para formar o IV Governo Constitucional de Timor-Leste.

A Fretilin, que venceu as eleições de 30 de Junho sem maioria absoluta, e a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), que agrupa o CNRT, a ASDT/PSD e o PD, conseguindo assim a maioria dos deputados, disputam o direito de serem chamadas a formar governo, cujo mandato é de cinco anos.

Diário Digital / Lusa

31-07-2007 13:45:00

Timor Leste: Governo timorense cria parque nacional de proteção natural


31-07-2007 09:24:18

Díli, 31 Jul (Lusa) - O conselho de ministros timorense aprovou a criação do Parque Natural Nino Konis Santana, "o primeiro de uma rede nacional de proteção da natureza", informou nesta terça-feira uma nota do gabinete do primeiro-ministro.

O parque natural está localizado na região leste do país, ocupando uma área "com 68 mil hectares em terra e 55 mil hectares no mar".

"Timor Leste tem uma elevada prioridade, internacionalmente reconhecida, no âmbito da conservação da biodiversidade marinha e terrestre", disse o governo no comunicado sobre a decisão tomada durante uma reunião em 27 de julho.

O território timorense "integra a região de Wallacea, localizada no chamado Triângulo de Coral, muito rica pela variedade e pela singularidade da sua flora e fauna", afirmou o documento.

"A estratégia de desenvolvimento e consolidação da proteção da área do novo Parque Nacional visa a assegurar eqüidade na distribuição dos benefícios ambientais entre as comunidades locais, a proteção da biodiversidade própria da área, a conservação e a gestão dos aqüíferos e o reconhecimento da propriedade tradicional e da sua utilização pelas comunidades residentes na área do parque", informou ainda o comunicado.

Segundo a nota do governo, o Parque Nacional Nino Konis Santana "cumpre os requisitos de parque internacionalmente reconhecido pela União Mundial para a Natureza em que as interações culturais locais com a natureza são mantidas, conciliando a proteção ambiental com a extração sustentável de recursos e meios de vida pelas comunidades locais".

O novo parque abrange uma zona da ponta leste da ilha de Timor habitada continuamente há 40 mil anos.

É uma área "muito rica do ponto de vista do patrimônio arqueológico, além de incluir locais evocativos da passada presença colonial portuguesa, bem como do período da ocupação japonesa, durante a 2ª Guerra Mundial".

O nome do parque foi escolhido em homenagem ao falecido Konis Santana, herói nacional timorense e comandante das Falintil - Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL), natural de Tutuala, uma vila do distrito de Lautém integrada na reserva natural.