quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Timor Leste: PR adia decisão de governo para a próxima semana



O Presidente da República, José Ramos-Horta, anunciou hoje à noite (princípio da tarde em Lisboa) que tomará uma decisão sobre o novo governo apenas na próxima semana.

Numa comunicação ao país através da televisão pública TVTL, o chefe de Estado anunciou que vai aguardar até segunda-feira para tomar uma decisão final sobre o IV Governo Constitucional.

No seguimento da comunicação oficial, a TVTL emendou para «terça-feira» o dia provável do anúncio pelo Presidente da República.

A Fretilin, vencedora das eleições sem maioria absoluta, e a Aliança para Maioria Parlamentar, que reúne os quatro maiores partidos da oposição, não conseguiram chegar ainda a acordo para a formação de um governo de grande inclusão, como proposto pelo chefe de Estado timorense.

Diário Digital / Lusa

02-08-2007 14:18:00

9 comentários:

Anónimo disse...

Sr Presidente tem razao em nomear AMP para governo.

Viva o Nobel de Paz, Viva Horta.

Anónimo disse...

Fretilin do Alkatiri esta a ser fintado e deixado enterrado na lama..

Quanto mais Fretilin demora em aceitar a decisao do PR mais se dividem internamente.

O "Lock-out" mencionado pelo alkatiri foi sem uma decisao tomada em consenso pela CCF, foi uma decisao tomada pelo Alkatiri sem consulta ao CCF.

Luolo "coracao de pedra" deve estar triste depois de perder cadeira.

Mas que tristeza o Alkatiri querer um PM independente, quem? e como este pode formar governo? Onde esta na Constituicao esse mandato?

Que grande burro e' o Alkatiri.

(Estamos todos a rir) HAHAHAHAHAHAAAAHAHAHAHAAAHAHAHAHAAAA

Anónimo disse...

Timor: Escolha de novo PM deverá ser aposta na estabilidade
A escolha do novo primeiro-ministro de Timor-Leste, a anunciar na próxima terça-feira pelo Presidente José Ramos-Horta, deverá traduzir «uma aposta na estabilidade», defendeu hoje o antigo chefe da diplomacia portuguesa António Martins da Cruz.

«Penso que o Presidente Ramos-Horta é seguramente um dos timorenses com maior experiência política e é incontornável a sua preocupação em encontrar uma solução de estabilidade», salientou Martins da Cruz, referindo-se ao impasse na escolha do futuro chefe do governo timorense.

O Presidente José Ramos-Horta adiou voltou hoje a adiar, agora para terça-feira, o anúncio sobre quem convidará para a formar o novo governo de Timor-Leste, culminando múltiplos contactos com dirigentes políticos dos partidos com assento parlamentar e dirigentes religiosos para encontrar uma solução de governação que inclua a Fretilin e a oposição.

A Fretilin venceu as legislativas de 30 de Junho passado, mas sem maioria absoluta, e os quatro maiores partidos da oposição formalizaram uma coligação pós-eleitoral, garantindo mais de metade dos assentos parlamentares.

«Timor-Leste precisa de estabilidade ao nível político e institucional e essa é a única forma de manter o equilíbrio estratégico com a Austrália e a Indonésia que, no fundo, garante a verdadeira independência política«, frisou Martins da Cruz, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros no XV Governo Constitucional de Portugal, liderado por José Manuel Durão Barroso.

No mesmo sentido se pronunciou Rui Marques, Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Cultural (ACIDI), que destacou a »capacidade negocial política« do chefe de Estado timorense.

«Creio que o Presidente Ramos-Horta não podia ter um início de mandato mais complexo, mas está a confirmar o bom senso e a capacidade negocial que era expectável no seu exercício do cargo», disse.

Segundo Rui Marques, Ramos-Horta tem nas mãos uma «situação particularmente complexa que decorre do pior resultado possível das eleições legislativas».

«Ramos-Horta tem feito bem em tentar criar uma solução de consenso muito alargado na sociedade timorense, o que demonstra a sua capacidade negocial. Este adiamento traz viva a esperança de ser possível obter um acordo, seja ele qual for«, acrescentou.

Rui Marques, que em 1992 foi o principal impulsionador do malogrado projecto »Lusitânia Expresso«, navio que pretendia aportar a Díli, em plena ocupação indonésia, considera que a solução que venha a ser adoptada por Ramos-Horta deverá ser apoiada pela Fretilin e pela coligação pós-eleitoral, formada pelo CNRT, PD, PSD e ASDT.

«Será grave se decisão não for do consenso das duas partes. Uma decisão política que não seja pacífica e consensual pode ter consequências graves e não dar paz a Timor-Leste», vincou.

Nesse sentido, Rui Marques considera que o que Ramos-Horta está a fazer «é fundamental».

«É tentar obter um consenso, o que vem na linha do bom senso que o caracteriza e não embarcar em simplismos, seja convidando a Fretilin, correndo o risco do novo governo chumbar no parlamento, ou a Aliança para a Maioria Parlamentar (AMP)«, concluíu.

Anónimo disse...

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE

FRETILIN

Comunicado de imprensa

2 de Agosto de 2007

A estabilidade de Timor-Leste será re- estabelecida com um Governo de Grande Inclusão

A FRETILIN, que se reafirmou como o partido maioritário de Timor-Leste através das eleições legislativas de 30 de Junho, afirmou hoje que a estabilidade só poderá ser re-estabelecida em Timor-Leste se for estabelecido um Governo de Grande Inclusão. O partido FRETILIN disse que a formação de um Governo de Grande Inclusão reflectirá o desejo do eleitorado.

O Secretário Geral da FRETILIN, Dr. Alkatiri disse: " FRETILIN acredita com firmeza que um Governo de Grande Inclusão que integre membros de todos os partidos politicos com assento no Parlamento Nacional contribuirá certamente para que, em Timor-Leste, se volte a ter estabilidade. Se não houver estabilidade, nenhum governo poderá funcionar com eficiência".


" Estamos abertos à opiniões de todos os partidos políticos, incluindo daqueles que não são partes integrantes do Parlamento Nacional, aos que não farão parte do Governo e às forças vivas da sociedade civil que contribuam para a melhoria dos programas de desenvolvimento do nosso país".


Dr. Alkatiri disse ainda que " Como partido mais votado nas eleições do dia 30 de Junho, nós temos o direito constitucional de escolher o primeiro-Ministro e de formar o Governo. Contudo, o resultado das eleições é um indicativo de que a FRETILIN deverá integrar no executivo todos os partidos com assento no Parlamento Nacional."


" A nossa posição reflecte o desejo do eleitorado e este é o único caminho a ser tomado para que o país possa avançar rumo ao desenvolvimento nos próximos cinco anos".


Para mais informações contactar com:


Arsénio Bano, Vice-Presidente e membro da Comissão Política Nacional, tel. 733 9416 José Reis, tel. 7340382, Secretário-Geral Adjunto e membro da Comissão Política Nacional


Email: fretilin@gmail,com

Anónimo disse...

Embora, no plano jurídico-formal, as eleições legislativas tenham apenas por objecto a designação de 65 deputados, a verdade é que qualquer análise substancial de ciência política mostra claramente que elas tem hoje dois outros grandes objectivos - revelar o peso proporcional dos vários partidos, e escolher um primeiro-ministro.

Sendo as coisas assim, como são, temos de concluir que as chamadas eleições "legislativas" se transformaram numa escolha popular do primeiro-ministro.

É por isso que Maurice Duverger chama democracias "directas" àquelas onde isso acontece, e "indirectas" àquelas onde o primeiro-ministro pode ser escolhido - sem eleições - por novos arranjos parlamentares ou por meras decisões das cúpulas partidárias. Não tenho dúvidas de que Timor-Leste pertence ao primeiro grupo; e seria muito mau, que deixasse de pertencer.

Se Ramos-Horta insistir em nomear primeiro-ministro o líder do partido que perdeu as eleições mais não quer do que converter a democracia em Timor-Leste em partidocracia.

Anónimo disse...

As eleições legislativas servem para o povo escolher os 65 deputados do Parlamento Nacional e simultaneamente para revelar o peso proporcional dos vários partidos e para escolher o primeiro-ministro.

Se Ramos-Horta insistir em escolher para primeiro-ministro o líder do CNRT que foi derrotado pela Fretilin e ficou em segundo lugar, então Ramos-Horta agirá contra a democracia, porque a democracia elegeu a Fretilin para governar.

Anónimo disse...

Foi o próprio novo Presidente do Parlamento que há dias apresentou no Plenário as Declarações da Constituição das Bancadas Parlamentares.
Analisando-a vemos que há 9 bancadas parlamentares dos seguintes partidos: Fretilin, CNRT, PD, PSD, ASDT, PUN, UNDERTIM, KOTA e PPT.
E que cada uma tem os seguintes deputados:
Fretilin – 21
CNRT – 18
PD – 8
PSD – 6
ASDT – 5
PUN - 3
UNDERTIM – 2
KOTA – 1
PPT - 1

E que NÃO EXISTE a suposta AMP. Porque nem sequer foi a votos, ninguém votou nela. NÃO EXISTE, é uma fraude, uma burla. É apenas propaganda oca sem conteúdo.

A única coisa que vale são os resultados eleitorais e por eles se constata que é a Fretilin o mais votado, a quem o povo deu a força para governar e a mais ninguém.

Anónimo disse...

Faço minhas as palavras dos deslocados:

«Xanana é revolucionário, mas com cérebro de John Howard e G.W.Bush»,

«Stop!!! Konsep Perang»

«Deputado Xanana tem que responsabilizar-se pela crise entre "lorosae" e "loromonu"»

«Os traidores não merecem governar»

«Queremos justiça para os autores dos crimes de 2006»

«Não concordamos que o Presidente da República inclua Xanana Gusmão como primeiro-ministro»

«Os deslocados não têm dignidade a viver debaixo de um toldo no seu próprio país».

"CNRT = Conselho Nacional da Revolta do Traidor»

«CNRT = Conselho Nacional da Recolha do Traidor»

«Traidor uma vez, traidor sempre»

Os «objectivos» da AMP são como «salvar os autonomistas, pisar o povo maubere, sobretudo o mais miúdo, alcançar uma nação capitalista e dar liberdade aos autores da crise»

«O filho do povo maubere precisa de um primeiro-ministro e não de uma pessoa choramingas como o irmão grande Xis»

Anónimo disse...

DECLARACAO - 6 de Agosto de 2007

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

DECLARAÇÃO

A Comissão Política Nacional da FRETILIN, orgão político-executivo do partido, reuniu hoje em Dili 06 de Agosto de 2007, decidiu tornar clara a posição da FRETILIN face ao convite do Presidente da República ao CNRT, o segundo partido mais votado, e os seus aliados para formar o Governo.

A FRETILIN sempre procurou interpretar racionalmente a mensagem do eleitorado logo depois do anúncio ou certificação formal feita pelo Tribunal de Recursos dos resultados eleitorais onde ficou evidente que ganhou as eleições. Deste modo a FRETILIN avançou desde o início com a proposta de um Governo de Grande Inclusão na linha defendida por S.E o Presidente da República.

A FRETILIN, uma vez mais, fazendo leitura correcta a mensagem vinda do eleitorado, apoiou sem equívocos a proposta do Governo de Grande Inclusão do Presidente da República. Contudo, manteve a posição de que o PM deveria ser indigitado pela FRETILIN, partido mais votado nas eleições parlamentares para ser em conformidade com os artigos 85 e 106 da Constituição da República Democrática de Timor-Leste.

Face a intransigência do CNRT e seus aliados e ainda no contexto do GGI, a FRETILIN voltou novamente a propor ao PR a indicação de um independente para liderar o Governo. Contudo essa mesma proposta foi igualmente rejeitada pelo CNRT e seus aliados.

Perante tal realidade, a FRETILIN considera que, para sermos fieis aos artigos conjugados nr. 85 e 106, da Constituição da República Democrática de Timor Leste, o Presidente da República deve convidar a FRETILIN para formar o governo e só na situação clara de rejeição do seu Programa pelo Parlamento Nacional, por duas vezes consecutivas, pode SE o PR convidar o Segundo Partido mais votado. Não sendo este o caso, a FRETILIN considera a decisão do PR de convidar o CNRT e seus aliados para formar o governo, uma decisão contrária a Constituição da RDTL e politicamente desrespeitadora das expectativas do eleitorado timorense que iam no sentido de todos trabalharmos em conjunto para reestabelecer a estabilidade que tanto almejamos e reforçar o Estado de Direito Democrático.

Como consequência, a FRETILIN declara que não cooperará com um Governo empossado à margem da Constituição mas, consciente das suas responsabilidades, tudo fará, ao seu alcance, para consciencializar todo o povo no sentido do mesmo poder combater por vias legais a usurpação do poder, contribuir para pôr fim a violência, restabelecer a Lei e a Ordem, restaurar a paz e a estabilidade.

A FRETILIN mutiplicar-se-á em acções legais no sentido de impor o respeito pela Constituição e pelas Leis da República Democrática de Timor-Leste e devolver ao povo a confiança no Sistema politico no nosso país.


A Luta Continua!

Dili, 6 de Agosto de 2007.

Francisco Guterres ( LU OLO ) Mari Bin Amude Alkatiri