quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Famílias desalojadas voltam para casa no Timor Leste

20-10-2008 11:23:01
Díli, 20 out (Lusa) - Mais de 400 famílias deslocadas de suas casas desde a crise de 2006 começaram a sair do campo de Obrigado Barracks nesta segunda-feira, em Díli, capital do Timor Leste.Obrigado Barracks é o quartel-general da Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste (UNMIT) e o campo de deslocados com o mesmo nome se situa diante da entrada principal do local.Desde 2006 que a área, em pleno centro da cidade, era usada por milhares de pessoas deslocadas e como estacionamento de apoio à UNMIT.

Finn Reske-Nielsen, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no país, agradeceu "a boa vizinhança" dos deslocados.Reske-Nielsen pediu também, diante de algumas dezenas de pessoas presentes na cerimônia de fechamento do campo, que os deslocados retornaram a suas casas ou comunidades "sem incidentes".O secretário de Estado timorense da Assistência Social e Desastres Naturais, Jacinto Rigoberto Alves, agradeceu a "paciência e boa vontade" da UNMIT em assegurar abrigo durante dois anos e meio aos deslocados do Obrigado Barracks.Ao todo, o campo abriga 408 famílias registradas para receber apoio do governo timorense.O Ministério da Solidariedade Social (MSS), conforme explicou Rigoberto Alves, apenas garante apoio aos deslocados que pretendem e estão em condições de regressar às suas comunidades.Os casos de conflitos pendentes ou outras impossibilidades serão analisados pelo MSS e PNUD, a partir das equipes de diálogo no terreno, disse o secretário.

Ajuda

Apenas as famílias cujas casas foram destruídas ou danificadas entre 1° de abril de 2006 e 31 de outubro de 2007 têm direito ao pacote de apoio do governo, de acordo com o nível de estragos das residências. Para as famílias que não tiveram as suas casas destruídas ficou decidido, de qualquer forma, atribuir um subsídio de US$ 200 (R$ 432), para ajudar na sua reintegração nas comunidades.O MSS decidiu também atribuir um auxílio no mesmo montante a grupos de jovens que tenham vivido na mesma tenda nos campos de deslocados."Não é um programa de ajuda à juventude", ressalvou, no entanto, Jacinto Rigoberto Alves.Em 16 de outubro, 106 famílias começaram a sair das instalações provisórias em Tasi Tolu, a oeste de Díli, com a assistência do MSS.Com a volta das famílias do Obrigado Barracks e do centro transitório de Tasi Tolu, eleva-se a 8,6 mil o número de famílias que receberam um pacote de ajuda à reintegração.Um total de 28 campos, de cerca de 50 existentes, até a poucos meses na capital, já foram fechados com este programa de realojamento.Um décimo da população timorense, cerca de 100 mil pessoas, ficou deslocada após a crise política e militar de 2006.

2 comentários:

Anónimo disse...

Estes IDP's sao todos oportunistas que querem so viver a custa de donativos do governo. Vai trabalhar vadios.

Anónimo disse...

Sera que a marcha de paz da Fretilin vai trazer mais refugiados como estes?

Pode fazer parte do plano da Fretilin trazer pessoas para Dili, criar problemas e criar refugiados para o governo.

Porque a Fretilin nao faz marchas de paz nos distritos? Nao tem apoio?

Ja ninguem quer Fretilin de Alkatiri ou Luolo.

JGC