quinta-feira, 19 de julho de 2007

Timor Leste: Ramos-Horta convoca reunião para debater impasse político


O Presidente e o primeiro-ministro de Timor-Leste encontram-se reunidos com os principais líderes partidários numa localidade próxima de Díli para discutir o actual impasse quanto à formação de um novo governo.

A reunião, que decorre à porta fechada, foi convocada pelo chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, e conta com as presenças do primeiro-ministro, Estanislau da Silva, e dos líderes de todos os partidos que elegeram deputados nas legislativas de 30 de Junho último, nomeadamente Francisco Guterres «Lu Olo» e Mari Alkatiri (Fretilin) e Xanana Gusmão (CNRT).

O encontro começou cerca das 10:00 locais (02:00 em Lisboa), numa pequena localidade onde se situa um centro religioso próximo de Dare, nas montanhas a sudoeste de Díli, e deverá prolongar-se até ao final do dia.

À chegada, nenhum dos participantes pestou declarações aos jornalistas.

Diário Digital / Lusa

19-07-2007 10:06:00

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Timor Leste: EUA oferecem ajuda para Timor-Leste conseguir paz e prosperidade


Díli, 18 jul (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos no Timor-Leste, Hans Klemm, ofereceu hoje ao presidente do país, José Ramos Horta, a ajuda americana para que os timorenses conquistem a paz e a prosperidade econômica.
"Os Estados Unidos estão muito interessados em cooperar com o novo Governo a se formar no Timor-Leste, para ajudar a levar paz e prosperidade econômica a toda a população", disse Klemm à imprensa, em Díli, após a sua reunião com Ramos Horta.

O diplomata informou que transmitiu cinco mensagens ao líder timorense. A mais importante foi um apelo do Governo americano "a todos os partidos e líderes políticos para que aceitem de maneira pacífica o Gabinete que se constituir e se comprometam a trabalhar com o novo primeiro-ministro".

Os Estados Unidos parabenizaram o Timor-Leste pelo sucesso das eleições parlamentares de 30 de junho e expressaram sua esperança num Governo que respeite a vontade popular e a Constituição.

A Frente Revolucionária Timor-Leste Independente (Fretilin) foi a mais votada nas eleições, conquistando 21 das 65 cadeiras do novo Parlamento. Mas o número é insuficiente para garantir maioria e governar sem alianças.

O Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT) elegeu 18 deputados; a coalizão ASDT-PSD, 11; o Partido Democrata (PD), oito; o Partido de União Nacional (PUN), três; a aliança KOTA-PPT, dois; e o Partido de União Nacional da Resistência Timorense (UNDETIM), dois.

CNRT, ASDT-PSD e PD, que juntos somam 37 parlamentares, se coligaram após a eleição.

O presidente timorense abriu no dia 13 de julho uma rodada de negociações com os partidos para buscar uma solução através de um Governo de união nacional.

Em princípio, todos os partidos aceitaram se encontrar no Parlamento, dia 30 de julho. EFE flg mf

Timor Leste: Presidente José Ramos-Horta cancela visita a Portugal



O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, cancelou a visita oficial a Portugal, prevista para o final desta semana, revelou fonte oficial da Presidência timorense.


"Não houve nenhum anúncio oficial do cancelamento uma vez que também não tinha havido nenhum anúncio oficial da visita", explicou um assessor do Presidente da República.

O cancelamento fica a dever-se ao momento político delicado que se vive em Timor-Leste depois das eleições legislativas de 30 de Junho, segundo o mesmo assessor.

A Fretilin venceu as legislativas sem maioria absoluta e os quatro maiores partidos da oposição formaram a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) com o objectivo de formar o IV Governo Constitucional.

É José Ramos-Horta, no exercício das suas funções de chefe de Estado, a decidir sobre quem vai convidar para primeiro-ministro.

O novo parlamento timorense reúne-se pela primeira vez a 30 de Julho.

Timor Leste: Fretelin reconhece nao poder formar governo


Dili 18 de Julho 2007.

Conforme uma tiragem do jornal Timorense STL publicadas em tetum, o membro da Comite Central da Fretilin (CCF), Francisco Miranda Branco disse que a lideranca de Fretilin esta em vias de comunicar aos seus simpatizantes e o povo em geral, que fez os esforcos necessaries para formar um governo, mas os resultados obtidos durante as eleicoes parlamentares nao foram suficientes para governar sem uma alianca ou coligacao com outro partido.

Segue a nota retirada do STL em Tetum (Lingua Timorense):

Lideransa Fretilin sei publika ba povu maubere katak Fretilin halo ona esforsu makaas atu forma governu, maibe kadeira nebee Fretilin hetan iha eleisaun parlamentar la sufisiensti atu forma governu mesak tuir povu maubere nia hakarak.

Membru Comite Central Fretilin (CCF) Francisco Miranda Branco, hatete lia hirak nee ba STL, iha edifisiu Parlamentu Nasional, Dili, Tersa (17/7), bainhira komenta kona ba sirkutansia polemika governu rezultadu eleisaun parlamentar 30 Julho liu ba.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Timor Leste: Parlamento reconhece Xavier do Amaral como primeiro chefe de Estado


O parlamento reconheceu hoje Francisco Xavier do Amaral como primeiro Presidente da República de Timor-Leste, uma decisão que o decano da política timorense agradece mas considera "muito tardia".


O reconhecimento do estatuto de ex-chefe de Estado, "com todos os direitos, honras e regalias inerentes", foi aprovado por unanimidade do plenário, com 51 votos, anunciou o parlamento num comunicado.

A aprovação do projecto de resolução 91/I/5ª foi uma concessão do partido maioritário, a Fretilin, que "impedia o reconhecimento até hoje", recordou Francisco Xavier do Amaral.

Foi um deputado da bancada da Fretilin, Elizário Ferreira, que apresentou o projecto de resolução para o reconhecimento do "papel desempenhado por Francisco Xavier do Amaral na luta pela independência".

"Telefonaram-me hoje vários dirigentes e eu disse-lhes: se não fosse a pressão do Xanana (Gusmão) e do (Presidente José Ramos) Horta, não tinham aprovado isto", afirmou Francisco Xavier do Amaral.

"Dão-me os parabéns mas não faço anos hoje. Deve ser porque me querem oferecer alguma coisa na mesma", comentou o líder da Associação Social Democrática Timorense (ASDT).

"Lamento que isto tenha vindo tão tarde, mas obrigado a todos. Ainda tenho um ou dois meses para aproveitar o que vier na minha terra. Mesmo a comer batata".

Francisco Xavier do Amaral, 70 anos, é natural de Maubisse.

"Nasci nas montanhas. Se fosse em Portugal, teria nascido na Serra da Estrela. Sou de Turiscaia, a 17 quilómetros do cruzamento de Maubisse", no centro do país, explicou Xavier do Amaral durante a campanha para as presidenciais de 09 de Abril, nas quais obteve o quarto melhor resultado entre oito candidatos.

Em 1974, Xavier do Amaral foi fundador da ASDT (de que ainda é presidente), movimento político que deu origem à Fretilin, de que também foi fundador e que, mais tarde, viria a ser o seu principal inimigo político.

"Fui da Fretilin mas não sou radical. Aliás, a base de Timor é o animismo. O catolicismo e as outras coisas estão por cá há muito mas o animismo continua forte. Penso voltar para a política para concretizar o meu sonho, para criar um Timor independente, para Timor ser feliz e não um Timor para acordar com lágrimas", declarou antes das eleições presidenciais.

O projecto de resolução hoje aprovado recorda que "a Constituição da República, tanto no seu preâmbulo como no seu artigo 1 o, n.o 2, torna claro que 'o dia 28 de Novembro de 1975 é o dia da Proclamação da Independência da República Democrática de Timor-leste'".

"Esta proclamação foi feita pelo Sr. Francisco Xavier do Amaral , então Presidente da FRETILIN, em nome do Comité Central da FRETILIN", refere o diploma.

Francisco Xavier do Amaral "foi de seguida empossado como Presidente da República, tornando-se assim no primeiro Presidente da República Democrática de Timor-Leste", conclui o projecto aprovado pelo Parlamento.

Xavier do Amaral foi chefe de Estado por nove dias, devido à invasão de Timor-Leste pela Indonésia, a 7 de Dezembro de 1975.

Timor Leste: AMP (CNRT, PD,ASDT e PSD) e Fretilin unidos para governar



Os partidos mais votados nas eleições legislativas timorenses, a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) e a aliança integrada por quatro partidos da oposição, decidiram formar um Governo de coligação, anunciou nesta segunda-feira o presidente José Ramos Horta. “O problema que se põe é quem será primeiro-ministro, e de que partido, se da Fretilin ou da Aliança” - explicou o presidente, prémio Nobel da Paz em 1996.

As eleições de 30 de Junho foram vencidas pela Fretilin, com 21 das 65 cadeiras do novo Parlamento, um número insuficiente para governar sozinha. O Conselho Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) obteve 18 cadeiras, a coligação ASDT-PSD, onze, o Partido Democrata (PD), oito, o Partido de União Nacional (PUN), três, a aliança KOTA-PPT, duas, e o Partido de União Nacional da Resistência Timorense (Undertim), outras duas. O CNRT, a ASDT-PSD e o PD, que juntos têm 37 parlamentares, coligaram-se após as eleições.

Ramos Horta disse que voltará a reunir-se esta semana com todos os partidos políticos para decidir quem ocupará a chefia do Governo e para concretizar outros detalhes. “Esperemos que nós (os dirigentes timorenses) sejamos capazes de criar uma boa plataforma que mantenha a unidade e a estabilidade” - acrescentou o presidente. As negociações entre os partidos que obtiveram representação parlamentar nas urnas começou na sexta-feira passada por iniciativa do Chefe do Estado, e no primeiro dia foi decidido que o novo Parlamento será aberto em 30 de Julho.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Timor-Leste: «Situação calma no país», Reinado em Same



A situação «está calma em todo o país» apesar de «alguns incidentes em Díli», declarou hoje o primeiro-ministro Estanislau da Silva no final do encontro de Alto Nível na Presidência da República.

«Estivemos a analisar as medidas que têm que ser tomadas pela Polícia Nacional, a Polícia das Nações Unidas e as forças internacionais em qualquer eventualidade», afirmou o chefe de Governo no final do encontro de Alto Nível.

O encontro juntou no Palácio das Cinzas os titulares dos órgãos de soberania, o chefe da missão internacional das Nações Unidas, o chefe do Estado-Maior das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste e o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

Sobre a situação do major Alfredo Reinado, Estanislau da Silva afirmou apenas que «o processo está a decorrer» para uma solução negociada da situação do militar fugitivo.

«Alfredo Reinado está em Same, em Wedauberek, (suco Mahaquidan, na costa sul), mas prefiro não fazer mais comentários para não haver especulações», acrescentou.

O vice-ministro do Interior, José Sequeira «Somotxo», explicou, entretanto, que «não é verdade que tenha havido tiroteio entre o grupo de Alfredo Reinado e as ISF».

«A PNTL acompanha constantemente a situação em Same e não temos informação de nenhum confronto», explicou o vice-ministro.

Sobre a formação do IV Governo Constitucional, Estanislau da Silva declarou que «os contactos estão a ser feitos» na sequência do encontro entre todos os partidos com assento parlamentar, na Presidência da República, sexta-feira passada.

«O parlamento inicia funções a 30 de Julho. Gostaríamos que o mesmo acontecesse com o Governo, mas se tal não for possível ainda há tempo para encontrar uma solução que garanta a estabilidade do país, que é a questão prioritária», acrescentou Estanislau da Silva.

Diário Digital / Lusa

16-07-2007 12:54:00

domingo, 15 de julho de 2007

Timor Leste : O Presidente nao esta obrigado a nomear um Primeiro Ministro da Fretelin


*Pedro Bacelar de Vasconcelos/Público

A OPÇÃO POR UM SISTEMA PROPORCIONAL RESULTOU NUM PARLAMENTO MAIS PLURAL, MAS O PRESIDENTE NÃO ESTÁ OBRIGADO A RECORRER AO PARTIDO MAIS VOTADO PARA NOMEAR UM NOVO PRIMEIRO-MINISTRO

Em Abril, Maio e Junho, os timorenses foram chamados a votar por três vezes. As campanhas eleitorais foram pacíficas, os actos eleitorais foram demonstrações de impressionante dignidade cívica e os resultados finais foram aceites por todos. A Fretilin continua a ser o maior partido mas ao longo destes cinco anos em que governou sozinha e ininterruptamente, perdeu metade dos seus eleitores e não conseguiu conquistar em nenhuma destas eleições um terço dos votos.

Reiteradamente, no intervalo de três meses, dois terços do povo eleitor não aprovaram a governação da Fretilin, não lhe entregaram a Presidência da República, apesar de o seu candidato ser o mais votado na primeira volta, e não lhe deram nem mais um voto nas eleições legislativas de 30 de Junho. Em alternativa, elegeram para Presidente da República o único candidato independente e são os mesmos partidos que publicamente o apoiaram na segunda volta das presidenciais, os que fizeram uma coligação pós-eleitoral, com maioria absoluta no novo Parlamento Nacional e querem agora governar. A proposta da Fretilin de um governo de unidade nacional não é mais que uma variante de coligação pós-eleitoral. O sentido da mudança política passará pelos oito deputados do Partido Democrático que constituem a charneira da nova geografia parlamentar.

Não há uma receita única para "as melhores práticas democráticas". Em algumas democracias representativas que se confrontam com uma grande indiferença dos eleitores e elevadas taxas de abstenção, os inerentes problemas de governabilidade superam-se adaptando as regras do jogo democrático e permitindo que uma minoria sociológica se transforme numa maioria parlamentar. É o chamado "sistema maioritário". Pelo contrário, a Constituição timorense aprovou um sistema eleitoral proporcional que transforma o Parlamento num espelho fiel das preferências expressas pelo voto popular. A opção pelo método proporcional foi pacífica nos debates constituintes de 2002, porque se entendeu que assim o Parlamento reflectiria com maior transparência e rigor toda a riqueza e pluralismo da nova democracia emergente.

O risco, neste caso, é que uma "maioria de descontentes" pode demitir o Governo mas isso não assegura que os partidos que se entenderam para o derrubar sejam capazes de se entender para formar uma alternativa e impedir que o país se torne ingovernável. O problema da "governabilidade" fica dependente, em definitivo, da arbitragem do Presidente da República. Com o intuito de limitar este poder conferido ao Presidente da República, a Constituição timorense, ao contrário da portuguesa, não se limita a dizer que ele deve nomear o primeiro-ministro, tendo em conta os resultados eleitorais. Vai mais longe e explicita que no exercício dessa "competência exclusiva", o Presidente, depois de "ouvir os partidos" representados no Parlamento, deve nomear o "primeiro-ministro indigitado" "pelo partido" mais votado ou "pela aliança de partidos com maioria parlamentar".

Em condições normais, fica excluída a possibilidade de "governos de iniciativa presidencial". Mas não subsiste qualquer dúvida sobre a alternativa que a Constituição coloca ao Presidente: aceitar o nome indicado pelo partido mais votado, mesmo que não tenha apoio maioritário no Parlamento ou, em alternativa, aceitar o nome indicado por uma aliança de partidos que congregue a maioria dos deputados eleitos, mesmo que essa aliança resulte de uma coligação pós-eleitoral. É isto o que diz claramente o artigo 106.º da Constituição, reforçado pela alínea d) do artigo 85º. O Presidente está vinculado constitucionalmente a ponderar esta alternativa, a ouvir previamente os partidos com assento parlamentar e, neste quadro, a decidir em consciência qual é a melhor solução para o país e para a democracia.
No cenário mais improvável, Timor-Leste deu-nos um grande exemplo de maturidade democrática. Uma crise que arrasou as forças armadas e policiais entre golpes e contra-golpes, suscitou acusações por crimes não esclarecidos até hoje, provocou incalculáveis prejuízos e criou dezenas de milhares de deslocados que ao fim de um ano ainda aguardam o regresso aos seus lares desfeitos. Seria uma grande surpresa que um partido que governou em condições muito difíceis não fosse penalizado eleitoralmente por tantas esperanças frustradas.

Mas, em democracia, é aos representantes eleitos que o povo confia a interpretação da sua vontade. Seja qual for a decisão que o Presidente vier a tomar, não é concebível que destas eleições longamente esperadas e sofridas estoicamente resulte uma fórmula precária de governo que venha a cair no chão do Parlamento ou que defraude as esperanças legítimas que inspiraram o voto popular.
A confiança na democracia de que os timorenses nos deram testemunho exemplar não merece destino tão frustre.

*Professor de Direito Constitucional

Timor leste: O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE RECURSO esclarece o Artigo 106 da Constituicao


O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE RECURSO, QUE ACUMULA AS FUNÇÕES DE TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, ESCLARECEU AO EXPRESSO QUE A CONSTITUIÇÃO TIMORENSE PERMITE JURÍDICAMENTE ALIANÇAS FEITAS APÓS AS ELEIÇÕES. MAS CLÁUDIO XIMENES ESPERA QUE NINGUÈM LHE VÁ PEDIR PARECERES. “NÃO SE TRATA DE UM PROBLEMA CONSTITUCIONAL, TRATA-SE DE UM PROBLEMA POLÍTICO E SÃO OS POLÍTICOS QUE O DEVEM RESOLVER”.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Timor Leste: Alkatiri quer Primeiro Ministro e Nao Vice Primeiro Ministro

FRETILIN QUER CHEFIAR NOVO GOVERNO

Em Timor vive-se na expectativa de como o presidente José Ramos Horta vai sugerir a composição do governo de inclusão não faltando quem avance com previsões da mais variada espécie. Segundo informações consideradas credíveis, o governo de unidade nacional que o novo Presidente da República gostaria que fosse aceite pelos partidos com assento no Parlamento timorense incluiria Xanana Gusmão, do CNRT, como primeiro-ministro, sendo também indigitado um vice-primeiro-ministro afecto à Fretilin, as restantes pastas seriam distribuídas pelos outros partidos da AMP, devendo a pasta da defesa ficar sob a tutela do CNRT e a do interior entregue ao PD, pertencendo a justiça à ASDT/PSD muito provavelmente. Não existindo informações ou previsões fiáveis em relação à distribuição das restantes pastas ministeriais.

Na ausência de certeza daquilo que realmente vai acontecer será inútil comentar sobre a justeza e melhor ou pior operacionalidade da distribuição das pastas mas o que parece certo é que nenhum dos partidos aceita incondicionalmente as propostas de Ramos Horta, uns por um motivo outros por outro. Até mesmo entre os componentes da AMP começaram a surgir divergências sobre a inclusão da Fretilin assim como sobre a distribuição das pastas ministeriais, de secretários, etc.

O impasse sobre a concordância entre todos os intervenientes partidários que vão negociando está instalado, não se prevendo que a Fretilin se disponha a abdicar de também ser governo e continuar insistindo em ocupar o cargo de primeiro-ministro, facto que a AMP nem queria ver discutido.

Tarefa difícil de Ramos Horta que poderá complicar-se ainda mais se dentro da AMP as divergências de opinião e de cedências às propostas do PR se mantiverem ou agravarem.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Timor Leste: O PRESIDENTE RAMOS HORTA REUNE-SE AMANHÃ COM TODOS OS PARTIDOS


O PRESIDENTE RAMOS HORTA REUNE-SE AMANHÃ COM TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS QUE CONQUISTARAM LUGARES NO PARLAMENTO PARA TENTAR FORMAR UM GOVERNO DE UNIÃO NACIONAL

"Por interesse do povo e pela estabilidade e união nacional, vou usar a prerrogativa constitucional de reunir todos os partidos políticos para conversarmos e formarmos o melhor Governo possível, ao serviço do povo de Timor-Leste", disse Ramos Horta, prémio Nobel da Paz em 1996, à agência Efe. "Eu proponho a união nacional, um Governo de Grande Inclusão", acrescentou o líder, vencedor das eleições presidenciais de Maio.

A Fretilin ganhou as eleições, mas só elegeu 21 deputados dos 65 do Parlamento. O comando do partido espera ser encarregado pelo presidente de formar um Gabinete Ministerial. "A minha obrigação é garantir a paz e a estabilidade do país e não posso aceitar uma opção que considero ruim, com a Fretilin formando um Governo que durará dois ou três meses e entrará em colapso quando a oposição maioritária no Parlamento bloquear as suas políticas", explicou Ramos Horta. O líder referia-se à plataforma formada pelo Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT, 18 cadeiras), pela coligação ASDT-PSD (11 deputados) e pelo Partido Democrático (PD, oito congressistas).

"Temos a maioria no Parlamento. Isso significa que contamos com as condições para garantir estabilidade ao nosso Governo e à nação", disse Zacarias da Costa, membro da aliança. "Se o presidente nos chamar, ouviremos. Mas não compete a ele convencer todos os partidos políticos e forçar a formar um Governo", acrescentou.

O analista político Júlio Tomas Pinto, da Universidade de Paz, em Díli, disse que o resultado das eleições levou o país a uma encruzilhada. A Fretilin não pode governar sozinha, porque não tem cadeiras suficientes. Mas a aliança formada por CNRT, ASDT-PSD e PD também não, porque os timorenses em geral não entenderão o processo e pensarão que a vitória nas eleições foi roubada. "A melhor solução neste momento é a que propõe o presidente José Ramos Horta", resumiu o analista.

EFE flg mf (adaptado)

China's 'soft power' winning allies in Asia - Timor Leste ( Noticia em Ingles)



By Seth Mydans

Published: July 11, 2007

DILI, East Timor: It looks like a pleasant place to conduct affairs of state, a broad, palm-fringed compound by the side of the sea with reflecting pools, a rock garden and fluttering flags.

It is the future Foreign Ministry of East Timor, as depicted on a large billboard at the gate of a construction site - and it is a gift from the Chinese government.

Together with a new presidential palace that is also being built by the Chinese, it will be one of the most impressive buildings in this low-rise capital.

The projects are the most visible sign of a growing Chinese presence in this threadbare little country with few natural resources and only marginal geographical advantages to tempt a great power.

China has its hand in a number of areas of Timorese civic life, building barracks and providing uniforms for the country's small military, bringing in medical teams and police, training civil servants and farmers and inviting students and official delegations to Beijing.

"The Chinese government thinks that as good partners, good neighbors and good friends of Timor-Leste, we are obliged to give a helping hand," said the Chinese ambassador, Su Jian, in an interview, using the country's official name.

He noted that China was the first nation to recognize East Timor when it became an independent state in 2002, and added: "The leaders of Timor-Leste regard China like an elder brother and a most reliable friend."

China's friendly stance is part of a broad diplomatic and economic policy throughout the region that has acquired the epithets "soft power" and "charm offensive." Most analysts say East Timor seems to be of interest less as a prize in its own right than as a natural extension of China's energetic courtship of its neighbors in Southeast Asia.

A former Portuguese colony of just one million people, it broke away in 1999 from 24 years of Indonesian occupation and has been struggling to stand on its own feet ever since.

On June 30, East Timor held an acrimonious parliamentary election that will produce a coalition government at a time when a large portion of the country is unemployed, some 20,000 are in need of food aid and 100,000 have been displaced from their homes by a wave of violence last year.

On the hunt for natural resources and working to create a friendly neighborhood as it develops its own economy, China for the past decade has been creating a web of bilateral and multilateral partnerships that bind its neighbors to it.

Reversing a more confrontational policy after the Asian economic crisis of 1997, China plays down any self-interest as it increases trade and aid throughout Southeast Asia.

"In a region where there is a historic fear of China, they are promoting the idea that China is a friendly partner," said Joshua Kurlantzick, the author of a new book called "Charm Offensive: How China's Soft Power Is Transforming the World" (Yale University Press, 2007).

"And they do see these countries as far more strategic than the United States does, and so they are willing to spend resources on them," he said.

In the longer term, some analysts say, China may want to create its own sphere of influence, elbowing aside the United States in the region. Washington's preoccupation today with wars and terrorist threats has left inviting openings for China's advances in Southeast Asia.

"They have been expanding their influence and building their links to governments in a very careful, sophisticated way," said Daljeet Singh, a regional policy analyst with the Institute of Southeast Asian Studies in Singapore.

"They are aware that in the past there was a good deal of suspicion of China and their soft approach is designed to appease, to increase their footprint and their influence through trade agreements, free trade offers, strategic partnerships."

China is the leading trading partner and investor in Myanmar and Cambodia, where it wields considerable political clout. It recently stepped directly into America's sphere of influence with giant projects in the Philippines, including an aqueduct and major highways. It is an increasing presence in Thailand and Indonesia.

East Timor, in its very small way, is part of this picture as China cultivates relationships with the poorer nations of Asia and the Pacific.

Last year, the total import and export volume between the two countries was only $13.6 million, Su, the Chinese ambassador, said.

"China's experience is very rich in helping small and developing countries in Africa," said Su, who has served in four previous Portuguese-speaking postings including Angola and Guinea-Bissau.

"The Chinese government knows exactly what these countries need and also can provide them with very pragmatic skills and technology," he said. "It is very suitable to development of these small countries."

East Timor does have an oil field and its location on sea lanes between Indonesia and Australia could be of interest. The oil is in the Timor Gap, where East Timor and Australia have worked out a formula for sharing revenues.

East Timor's oil money is being held in a government fund for the future in order to avoid the economic disruptions such a windfall can cause, particularly in a country with few institutions or trained people able to put it to good use.

The ambassador said that China's oil giant PetroChina had been given a contract to conduct an onshore seismic survey and that China might become involved in offshore oil field development.

Beyond this, its emerging presence in a country whose dominant players at the moment are Portugal and Australia has caused speculation among local analysts and in the regional press.

The ambassador displayed amusement at the idea that China could have larger ambitions in this area.

"I once talked with Timorese friends about many articles and stories that try to give China strategic interests in Timor-Leste," he said. "When my Timorese friends notice these groundless exaggerations, my Timorese friends all laugh at that."

Timor-Leste/Eleições: Aliança de partidos quer «maioria forte e oposição forte»


A recém-formada Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) manifestou-se hoje contra a formação de um Governo com a Fretilin, defendendo a existência «de uma maioria forte e de uma oposição forte».

«A Fretilin não foi clara na ideia de inclusão», afirmou Zacarias da Costa, presidente do Conselho Nacional do Partido Social-Democrata (PSD) e porta-voz da AMP, na divulgação do memorando de entendimento entre os quatro partidos da aliança.

«Gostaríamos de ver na nossa jovem democracia uma maioria forte e uma oposição forte no Parlamento. Hoje temos esses ingredientes«, acrescentou.

«Não podemos aceitar quando um Governo é minoritário e deseja forçar estarmos todos juntos na mesma caixa», declarou Zacarias da Costa, sublinhando a importância da «alternância de poder».

«A oposição poderá ser forte se (a Fretilin) aceitar ficar«, explicou o porta-voz da AMP, que reúne os quatro partidos mais votados da oposição nas legislativas de 30 de Junho.

O memorando de entendimento que formaliza a AMP foi apresentado por Zacarias de Costa pelo PSD, por Duarte Nunes, vice-secretário-geral do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Gil Alves, secretário-geral da Associação Social Democrática Timorense (ASDT), e Adriano do Nascimento, primeiro-vice-presidente do Partido Democrático (PD).

A Fretilin ganhou as eleições com 29,02 por cento dos votos, seguida do CNRT (24,1 por cento), da coligação ASDT/PSD (15,73 por cento) e PD (11,3 por cento).

«Se escolhêssemos ficar todos no Governo, o povo não saberia fazer a diferença em 2012», afirmou Zacarias da Costa num encontro com a imprensa.

No memorando, a AMP «aceita sem reservas a suprema responsabilidade e o desafio soberano da governação de Timor-Leste».

Adriano do Nascimento explicou que o memorando da AMP «não é a rejeição do convite da Fretilin», endereçado por carta a todos os partidos com assento parlamentar.

«Não rejeitamos a carta da Fretilin, mas encorajamos a democracia e a qualidade da governação«, explicou o dirigente do PD.

«Nos cinco anos passados, a Fretilin tinha maioria absoluta mas não deu voz à oposição e não a incluiu no Governo», acusou Zacarias da Costa.

Sobre a natureza da AMP como novo partido, o dirigente do PSD explicou que «os mecanismos dentro da Constituição são claros: se o Parlamento rejeitar por duas vezes o programa, teremos eleições antecipadas. E também o nosso memorando é claro: se houver eleições intercalares, iremos apenas como um bloco, como aliança».

«Eu, no lugar da Fretilin, aceitaria ficar na oposição porque se houver nova crise e mais instabilidade, a responsabilidade não será nossa mas deles«, disse.

«Nós estamos numa posição bastante confortável no Parlamento em que podemos garantir estabilidade e podemos garantir a resolução dos problemas deste país», adiantou Zacarias da Costa.

«Nós estamos prontos«, concluiu.

Diário Digital / Lusa

11-07-2007 5:34:00

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Timor Leste : Memorando de Entendimento para a Formação da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP)



I. Introdução

As eleições para o Parlam,ento Nacional da RDTL decorridas no passado dia 30 de Junho criaram as condições para se poder fechar o ciclo da grave crise social e política que ameçou a unidade de Estado e a Independência Nacional e representam, acima de tudo, o trinfo da Democracia no nosso jovem país. O povo timorense soube dar expressão fiel aos valores, aos princípios, e aos procedimentos consagrados na Constituição da República, não defraudando assim a confiança e o sacrif+icio de longas décadas de luta de libertação nacional.

A vontade popular em Timor-Leste, expressa em sufrágio ditrecto e universal concedeu aos partidos ASDT/PSD, CNRT e PD um total de votos correspondentes à maioria absoluta no Parlamento Nacional.

E cientes dos interesses nacionais e da responsabilidade assumida perante o povo e o país de serem uma alternativa viável e sustentável na govbernação de Timor-Leste, os quatro partidos políticos concordam assim assinar este Memorando de Entendimento para a Formação da “Aliança com Maioria Parlamentar” (AMP).

Esta nova maioria, sente assim o dever indeclinável de corresponder à esperança que o povo entendeu colocar sobre os seus ombros e aceita sem reservas a suprema responsabilidade e o desafio da governação e Timor-Leste.

II. Objectivos

Constituem objectivos da AMP a cooperação em todos os níveis no Parlamento Nacional, a viabilização de um futuro Governo, o estabelecimento de uma plataforma para levar a efeito as reformas necessárias, assegurar a estabilidade governativa, garantindo assim a estabilidade nacional propícias para o desenvolviemnto e prosperiade de Timor-Leste, bem como a colaboração permanente em todas as matérias de interesse nacional.

III. Identidade

Os partidos políticos que integram a AMP manterão cada um a sua identidade própria.

IV. Princípios

1. Estabilidade: As garantias de estabilidade da AMP durante os cinco anos e de disciplina de voto no Parlamento Nacional são dadas por cada Partido político membro da AMP, através de mecanismos próprios dentro de cada um dos partidos co-signatários deste Memorando, no Regimento Interno da AMP, no Regimento Interno do Parlamento Nacional e na Lei que regula o Estatuto dos Deputados.

2. Lealdade e Obediência: Cada membro do Parlamento Nacional pertencente a AMP assinará uma declaração de lealdade e obediência à AMP que o obriga a uma estricta disciplina de voto no Parlamento Nacional de acordo com as instrucções emanadas pelo Conselho da Presidência da AMP ou Comissão Executiva Permanente, através de cada Grupo Parlamentar.

3. Colegialidade, Consensualidade e Firmeza: As decisões dentro da AMP serão sempre tomadas tendo em conta o princípio da Colegialidade, Consensualidade e Firmeza.

4. Solidariedade, Honestidade, Confiança e Respeito Mútuo: A Solidariedade a Honestidade, a Confiança e o Respeito Mútuo constituem um dever e uma obrigação no relacionamento entre os membros da AMP

5. Equilíbrio de Poderes: Os partidos co-signatários deste Memorando observarão sempre e enquanto durar a AMP o princípio do equilíbrio de poderes.

6. Inclusividade: O Governo da AMP poderá incluir membros independentes ou de outros partidos que não integrem a AMP, desde que esses candidatos assinem um compromisso de lealdade ao Chefe do Governo e estricta obediência aos programas e princípios contidos neste memorando.

7. Adesão: A AMP aceitará a adesão de novos membros, desde que se compromentam com os princípios, valores e objectivos contidos neste Memorando e com o Programa de Governo da AMP e por consenso do Conselho da Presidência.

V. Órgãos da AMP

1. A partir da assinatura deste Memorando serão criados os seguintes órgãos:

a) O Conselho da Presidência, composto pelos Presidentes dos Partidos co-signatários do acordo, cuja missão principal é identificar os interesses comuns e velar pelo bom entendimento entre os respectivos partidos, a todos os níveis;

b) A Comissão Executiva Permanente, composta em igual número pelos membros mandatados pelos respectivos partidos para coordenar e implementar todas as decisões tomadas consensualmente;

c) O Secretariado de Apoio Técnico-Administrativo à Comissão Permanente composto equitativamente por representantes de cada um dos partidos;

d) O Conselho de Jurisdição composto por igual número de membros, nomeados pelos respectivos partidos para fiscalizar a actuação dos membros e outros órgãos da AMP, quer no Parlamento ou fora dele e quando possível recomendar ao Conselho da Presidência os mecanismos de resolução de todas as queixas apresentadas.

2. A Presidência da AMP é rotativa e anual e inclui a indicação de um porta-voz e de um Secretariado de Apoio a Presidência, bem como toda a responsabilidade logística na condução de trabalhos nas reuniões mensais da AMP.

3. As Comissões Mistas: Os partidos co-signatários deste memorado concordam ainda, a partir desta data, estabelecer em todos os Distritos, Sub-distritos, Sucos e Aldeias de Timor-Leste, Comissões Mistas para, desde já trabalharem conjuntamente para a prossecução dos objectivos da AMP.

4. As Jornadas Parlamentares: Serão organizadas anualmente, pelos menos duas ou três vezes, “Jornadas Parlamentares” para os Deputados e membros do Governo da AMP sobre temas de actualidade e interesse nacional.

VI. Governo da AMP

1. O Chefe do Executivo e o Presidente do PN: O Conselho da Presidência da AMP decidirá em consenso, no início da legislatura e sempre que necessário, sobre os critérios mais adequados para a escolha do candidatos da AMP para os lugares de Primeiro-Ministro e Vice Primeiro-Ministros, bem como Presidente do Parlamento Nacional e seus Vice-Presidentes.

2. A Composição do Gabinete: A atribuição de pastas governamentais basear-se-à no princípio da qualidade dos candidatos, na proporcionalidade dos votos obtidos por cada um dos partidos e, sempre que possível no equilíbrio do género, em consulta com o candidato da AMP a Primeiro-Ministro.

3. O Programa e Estrutura de Governo: Um Grupo Técnico Especializado composto por igual número de membros pertencentes aos partidos políticos co-signatários deste acordo, serão os responsãveis pela harmonização dos programas dos respectivos partidos e estrutura do Governo.

VII. Duração e Dissolução da AMP

1. O presente acordo é válido por cinco anos, até às eleições legislativas de 2012.

2. Os partidos políticos co-signatários deste memorando de entendimento comprometem-se a avançar juntos com uma única lista ao Parlamento Nacional caso houver eleições intercalares.

3. A AMP poderá dissolver-se nas seguintes situações:

a) por queda do Governo;
b) por acordo dos Presidentes dos partidos co-signatários deste memorando;
c) ou quando os termos deste memorando forem deliberadamente violados por um dos seus co-signatários, não havendo justificação nem recomendação de resolução pelo Conselho de Jurisdição.

VIII. Casos Omissos

Os casos omissos devem ser resolvidos por consenso pelo Conselho da Presidência.

Dili, 10 de Julho de 2007

O Presidente do ASDT:..... (assinado)
O Presidente do CNRT:..... (assinado)
O Presidente do PD:..... (assinado)
O Presidente do PSD:..... (assinado)

Timor Leste: Quem gostaria de ver no Governo



Apuramos que um futuro Governo pode ter a seguinte formacao. Faca a sua escolha.

NOTA: Estes nomes inclui tambem pessoas com cargos no actual governo da Fretelin.

Prezidente Parlamentu Nasional
- Fracisco Xavier do Amaral
- Fernando de Araujo Lasama
Primeiru Ministru
- Kay Rala Xanana Gusmao
- Ir. Mario Viegas Carrascalao
- Fernando de Araujo Lasama
Vice PM
- Ir. Mario Viegas Carrascalao
- Kay Rala Xanana Gusmao
- Fernando de Araujo Lasama
Politika no Seguransa
1. Ministro Negosiu Estrangeiru ho Kooperasaun
- Dr. Jose Luis Gutteres
- Zacarias da Costa
Ministro Estatal
- Dr. Joao Cancio Freitas
- Ana Pesoa Pinto
Ministro Interior
- Dr. Dionisio Babo Soares, SH, MA
- Dr. Longuinhos Monteiro
Ministru Justisa
- Lucia Lobato
- Aderito de Jesus Soares, SH. MML
- Francisco da Costa Gutteres, PhD
Ministro Defesa/Panglima F-FDTL
- Brigadeiro General Taur Matan Ruak
- T.Cor. Filomeno da Paixao de Jesus
Ekonomia & Dezenvolvimento

. Ministru Finansa ho Planeamentu
- Fernanda Borges
- Joao Mariano Saldanha, PhD
Ministru Dezenvolvimentu Ekonomia ho Investimento Nasional
- Ir Helder da Costa
- Prof. Lucas da Costa
Ministru Rekursus Naturais ho Politika Energétika
- Dr. Francisco Monteiro da Costa
- Alfredo Pires
- Mari Bim Amude Alkatiri
Ministru Agrikultura, Peska ho Florestal
- Edmundo Viegas, Ph.D
- Ir. Estanislao da Silva
Ministru Trabalho
- Joao Boa Vida
- Cor. Lere Anan Timor
Ministru Oubras Públika
- Ir. Joao Alves
- Ir. Francisco Lay
Ministru Telekomunikasaun ho Transporte
- Fernanda Lay
- Ir. Ovidio de Jesus
Sosiais
?

Ministro Sosiais no Dezenvolvimento Rurais
- Dr. Avelino Coilho
- Cristiano da Costa
. Ministru da Saude
- dr. Joao Martins
- dr. Rui Maria Araujo
Ministru Edukasaun
- Benjamin Corterea, Ph.D
- Jorge Teme
- Aurelio Guterres
Ministru Joventude no Desporto
- Ir. Mariano Sabino
- Jose Manuel Fernandes