quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Caso a Situação Dos IDPs Não Seja Resolvida, A Independência Não Serve Para Nenhum Cidadão

A Chefe da bancada Unidade Nacional (PUN) no Parlamento Nacional, Fernanda Borges, afirma que se este Governo não resolver a situação dos deslocados em 2008, significa que a independência não serve para cada um dos cidadãos, que deviam poder gozar essa independência. As crianças são o futuro da Nação, vivem, na maioria, nos campos de deslocados.

Fernanda Borges referiu-se a esta questão na declaração da bancada PUN, na plenária do Parlamento Nacional, relacionada com a comemoração do Dia Mundial da Criança.

Fernanda Borges lamenta que a situação das crianças que vivem nos campos de deslocados, que têm os seus direitos humanos numa Nação, nunca tenha sido resolvida. A independência não serviu para que cada cidadão a possa gozar.

«Portanto peço ao Governo, através das comemorações do Dia Mundial da Criança, que dê a sua atenção ao impacto que causou às crianças, pelo facto de estas viverem nos campos de deslocados, não só no momento actual mas também no futuro da Nação. Se não dermos atenção às crianças, nós próprios causaremos a falha da Nação no futuro. Portanto desejo apelar aos pais que vivem nos campos refugiados que, ao afastarem-se desses campos, devem tomar medidas claras para desenvolver o futuro dos filhos e o futuro da Nação», advertiu Fernanda Borges.

O membro do PN pediu aos pais ou aos chefes de familia nos campos de refugiados para tentarem criar as mudanças necessárias para que os filhos possam viver situações de estabilidade ou ambientes favoráveis para poderem estudar, não só ao nível da educação académica, mas também numa educação por parte dos pais quando vivem numa unidade familiar.

«Por isso a bancada PUN exige ao Governo AMP que elabore um orçamento que condiga à situação dos refugiados. Caso a situação não seja resolvida em 2008, penso que a nossa independência não servirá para ninguém, portanto peço aos políticos que, ao tomarem medidas, devem em primeiro lugar dar atenção às crianças de Timor-Leste, visto que o futuro da Nação de Timor-Leste dependerá mais delas do que de nós», concluiu Fernanda. JNSemanário .

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